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segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

Ruídos de comunicação e fake news na 1a semana de governo Bolsonaro


Quando um ministro ou o próprio presidente fala algo que merece, no mínimo, correções, a frase pode se destacar mais do que o evento ou o assunto exposto. Assim, cria-se uma cortina de fumaça que impede compreender bem o programa defendido. 

Um outro problema muito comum na primeira semana do mandato tem sido que a reestruturação dos ministérios tem resultado na aparência de desamparo a populações ou enormes dúvidas sobre o que ocorrerá. 

Pior do que isto apenas quando há fake news. Por antipatia ao presidente (e compartilhamos este sentimento) parece certo divulgar algo contra ele mas é preciso checar a fonte. Vamos ver algumas informações da primeira semana do mandato.

Não há mais proteção à cultura no Brasil?

É lamentável a extinção do Ministério da Cultura, mas agora existe a Secretaria Especial de Cultura, integrante do Ministério da Cidadania. Lá, consta também a Secretaria de Fomento e Incentivo à Cultura. É preciso conhecê-las, acompanhá-las, ler os documentos oficiais nos próximos quatro anos. O Ministério encolheu, mas algo ainda existe para defender nossa cultura, apesar dos pesares.

Bolsonaro acabou com a Secretaria de Defesa de Pessoas com Deficiência?

No dia do discurso de Michelle Bolsonaro, talvez por ter sido em Libras, explodiram memes informando que ela parecia não saber da extinção. Basta conferir a estrutura do Ministério da Educação para atestar ela continua. Não apenas isto, mas também agora conta-se com uma servidora pública surda como titular da pasta.

Bolsonaro votou contra a Lei Brasileira de Inclusão?

Não, ele foi voto vencido para mudar um destaque sobre questões de gênero na lei; nada foi alterado. Porém, não há registros de posições contra. 

A proteção a comunidade LGBTI saiu das diretrizes de direitos humanos?

Podem encontra a estrutura do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, aqui. Há uma falha grave de redação, pois não aparece nas diretrizes mas consta uma Diretoria de Promoção dos Direitos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais em seguida.


 Não se trata de defender o governo, mas fazer uma fiscalização eficiente. Se divulgarmos desinformações, logo não seremos ouvidos. É fundamental partir de fontes oficiais e não de memes e gifs.

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