Translate

sábado, 12 de janeiro de 2019

O mito das nomeações técnicas acabou pelo Twitter




O presidente foi acusado pela imprensa de ter nomeado alguém por ser seu amigo. Não importa quem nem para qual cargo, no momento. Fundamental é a sua resposta e como respondeu.
Bolsonaro tem tido declarada distância dos jornalista desde o isolamento da classe na sua posse, passando pela seleção criteriosa para quem daria entrevistas e chegando ao ponto de responder por sua conta pessoal no Twitter quando jornalistas o confrontam.
Diante de fatos, a sua resposta não foi via secretaria de comunicação, entrevista coletiva, pronunciamento à nação (a propósito, em duas semanas não fez algum oficial). 
Ao usar sua conta pessoal no Twitter e responder com uma piada (afirmou que não nomeia inimigos), personaliza tanto o fato quanto a resposta, deixando de mostrar quaisquer critérios institucionais na forma e no conteúdo.
Desse modo, reforça a acusação caso a caso. Não foram usadas explicações técnicas para os cargos distribuídos para garantir um presidencialismo de coalisão unindo partidos para frente ampla que o apoiaria. Não haveria erro nem problema em fazer isso, mas a política do "toma lá dá cá" esteve rejeitada em todos seus discursos de campanha até os dois do dia da sua posse.
Com estas práticas, fica ainda mais evidente que não é possível levar muito a sério o que é dito, mas o que se faz, neste governo instável e indeciso.

0 comentários:

Postar um comentário

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...