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sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

Dizer "deixa o homem trabalhar" não faz sentido




Torcedores do presidente Bolsonaro têm dito que é "mimimi" reclamar, "deixa o homem trabalhar" é algo constante. Porém, esta alegação não faz sentido. 

O primeiro problema está na existência de um governo de transição, em que, após as eleições, foi possível tomar conhecimento de como andavam as coisas públicas, órgãos, contas, limites para o que se poderia fazer. Mais do que isso, ninguém se candidata sem propostas feitas consultando especialistas que permitirão conhecer como funciona o país.

Indo mais no passado, são muitos mandatos do presidente como deputado. Por mais ausente que possa ter sido no Congresso, ainda assim acompanhou inúmeras votações, conhece os trâmites.

Concordo em parte com esta afirmação, pois muitas questões dependerão desse ponto, do Congresso, cujos parlamentares apenas tomarão posse em fevereiro. O Brasil tem esta anomalia, o Executivo em um mês e o Legislativo apenas no outro, emperrando muitas providências. Mas, mesmo assim, já há bom número de medidas provisórias publicadas para adiantar providências.

O grande problema é a ansiedade não dos críticos, mas do próprio ministério. São muitas afobações para grandes mudanças em pouco tempo, celeiro cheio para erros. Não é à toa que uma marca da primeira quinzena de governo são os recuos, voltando atrás diariamente em alguma decisão precipitada ou desconhecendo limites estatais para tomar certas atitudes. Os casos mais recentes foram mudanças no edital para livros didáticos e deixar o decreto mudando as regras para posse de armas de fogo para a próxima semana.

Por estes motivos, este blog adotou a providência de esperar 24h, pelo menos, para comentar providências. Afinal, mesmo decretos publicados no diário oficial foram alterados na mesma semana.

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