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quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Recados para quem reclama de redes sociais

Se você reclama que as pessoas não conversam mais, compartilhando fotos deprimentes de casais de frente um para o outro sem conversar em mesas de restaurantes, cuidado. Pode ser apenas seu preconceito com a vida alheia.

Crianças podem, sim, estar em brinquedos de parques com seus smartphones. Com pais separados, com famílias em diferentes cidades, com os colegas de escola recebendo vídeos, fotos, ou mensagens em áudio (se forem muito pequenas) das suas práticas. Assim, nunca se sentirão sozinhas.

Aquele casal de que você reclamou pode estar olhando para telas brilhantes no restaurante, pode estar com mensagens compartilhando fotos do evento e fazendo checkin no local para mostrar que estão felizes ali e, talvez, já tenham conversado no caminho ou conversarão depois da refeição. Você não está na mesa para saber!

Meus parentes em diversos estados do Brasil (Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Ceará, Rio de Janeiro etc.) e fora do país não precisam esperar um encontro anual de fim de ano (em que muitos certamente não poderiam estar presentes) para saber das novidades. A convivência se mantém.

A existência de práticas criminosas usando redes sociais não as criminaliza. Afinal, existem crimes nas ruas e dentro de casas também. É preciso não confundir meio e fim. Estamos falando de instrumentos para o que quisermos saber e, pior, essas ferramentas não existiam há 10 anos e apenas se popularizaram há aproximadamente cinco. Tudo é muito novo para que possamos exigir que todos já conheçam as grandes utilidades.

Para quem reclama de whatsapp em excesso, participei de um debate para uma disciplina na universidade e convivo com estudantes que fazem reuniões de estudos usando o aplicativo. A propósito, eu perderia um tempo enorme em deslocamento e com tempos ociosos por atrasos se as reuniões de trabalho não começassem on-line.

Quem viaja muito, mora longe de amigos ou família, agradece a existência de Skype, Duo e outras opções para chamadas de voz e vídeo que matam saudades. De outro modo, relacionamentos esfriariam muito pela distância sem comunicação. Para saudosistas, compare com o tempo que chegaria uma carta no destino e a necessidade de saber cada endereço por onde a pessoa esteja passando.

Como mostrei no fim do ano, pude transmitir um seminário de Direito gratuitamente ao vivo pelo Facebook, com depoimentos de pessoas assistindo em diversos países. Diante das possibilidades de ser autodidata com cursos não-presenciais, assistir a eventos, não entendo quem tem medo das oportunidades abertas.

Não afasta pessoas, mas as aproxima. Afasta quem quer se afastar, mas para isso a vida offline tem inúmeras opções também.

Se você reclama, talvez use mal. Então, mais do que reclamar do serviço usado, vale fazer uma autocrítica. Apenas não vale textão no Facebook para isso.

Dica de leitura sobre o assunto, com exemplos a cada página
de bom uso das redes sociais melhorando o mundo.

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