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segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Mein Kampf proibido no Rio e encomendado na Argentina

Nessa semana, um promotor no RMein Kampf (Minha Luta), escrito por Adolf Hitler. Símbolo do nazismo, pela lei brasileira de combate a discriminação não poderia circular, que qualquer ligação com esta ideologia é banida do Brasil.
io de Janeiro pediu a apreensão de todos os exemplares do livro

A interpretação do promotor é patética. O livro é símbolo de um tempo, de uma das maiores guerras da história da humanidade e, mais importante, lembra a todos do pior que o totalitarismo pode fazer e o peso de líderes messiânicos, demagógicos e com propostas baseadas em discurso de ódio.

Melhor foi o exemplo na Universidad de Buenos Aires, alguns anos atrás. Ricardo Rabinovich, professor de História do Direito naquela instituição, pediu que a biblioteca tivesse exemplares do livro. Sua família é judia (como seu sobrenome deixa bem claro), então sente bem como é importante manter a memória dos erros do passado. 

Sem manter a lembrança do pior de todos nós por perto, sobrarão almas sebosas querendo relativizar os erros do passado, diminuir a abrangência, confundir heróis e malditos, em nome das próprias vantagens. 

Mais importante é que o livro esteja com uma boa introdução, com cuidado da editora na publicação e divulgação, para que sirva como documento histórico. Os neonazistas atuais não usarão como panfleto, afinal estão muito ocupados perseguindo negros, homossexuais, nordestinos e brasileiros em geral para que aprendam a ler.

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