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segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Veja como @iMandyCandy muda pessoas pelo youtube com doçura

Já conhece Amanda, do canal Mandy Candy? Devia conhecer. Essa moça atualiza duas a três vezes sua conta do Youtube, ainda tem constantes atualizações em redes sociais para um público que, em poucos meses, já está próximo de 100.000. Ela mora em Hong Kong no momento, já tendo morado em vários países da Ásia.

Empresária, ex-atendente de telemarketing, seu canal tem foco em falar sobre sua vida, seu cotidiano de brasileira em um continente de hábitos tão diferentes, mas ela enfatiza aquilo em que sua proposta em vídeo adquire tanta identidade e dignidade: Mandy é uma mulher trans. Com uma paciência que não vejo normalmente, ela tira dúvidas sobre ser transgênero, enfrenta homofóbicos, transfóbicos e canalhas em geral. 

Se você não tem interesse constante no assunto, mesmo assim vai se divertir. Mandy é, na verdade, uma menina trans. A doçura é o maior traço de seu estilo online. Muito espontânea, gravando, editando, publicando, fazendo tudo para seu canal (em troca, como ela já disse, de cerca de 15 dólares do Youtube por mês), no tempo livre de seu trabalho, ela demonstra como os estereótipos sobre transexualidade podem ser combatidos com diálogo e aproximação daqueles que mantemos na invisibilidade. 

Aprendi mais sobre Pokemons, trash food de rua asiática, apliques de cabelo do que pretendia na vida. Maroto que é maroto tem que ser aberto a assuntos novos!

Se você quiser procurar traços masculinos na Mandy, vai descobrir que o que perceber pode estar em suas amigas ao redor também, não há os clichês que a homofobia divulga, não há uma anomalia operada, mas uma pessoa interessante que tem muito o que dizer. 

Está nesse blog porque tem  muitos que a ouçam e que tenha ainda mais que merece. O diálogo que cria ensina mais do que muitas campanhas públicas de combate a discriminação. 

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