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sábado, 30 de janeiro de 2016

A semana da visibilidade trans tem notícias da PM de Alagoas



A notícia é da Gazeta de Alagoas de hoje. Peço que amplie a imagem acima para continuarmos nossa conversa. Vou esperar... já leu? Então, vamos refletir sobre o que consta.

É interessante como a questão de gênero começa confusa no texto. A primeira coluna usa o masculino e a segunda o feminino. É aceitável, afinal vamos considerar que a candidata tenha precisado usar o nome "de batismo" para fazer o concurso para a PM. Vejam como a partir do momento em que um representante da corporação fala em "nome social" o texto reconhece como mulher. A transição nos termos ficou até elegante.

Volte, por favor, ao texto. A PM não confirma oficialmente nada. Certíssima! Deve ser uma policial como os demais, com direitos semelhantes. Como diz a reportagem, com todos os cuidados para cumprir o Plano Nacional de Combate a Homofobia (e Transfobia, ok?). Então, a discrição é necessária para não expor a cidadã a constrangimentos. 

Sábias palavras aparecem associadas à PM: "É tudo muito novo na corporação e, por isso, a PM está estudando a situação". Formam-se gotas de suor em meus olhos com esta frase. A polícia militar reconhece os próprios limites, procura se atualizar e quer aprender para receber bem sua nova integrante. As pérolas podem vir das conchas mais inesperadas. 

Confiram comigo a última coluna. Para prevenir qualquer problema, a nova PM chegou no CEFAP já com seu advogado e elencando item por item os direitos que queria ver garantidos, como uso de alojamento, banheiros, uniforme femininos. Nada melhor para atualizar uma instituição zelosa do próprio arcaismo do que um choque de século XXI.

Quanto mais espaços forem ocupados, maior a visibilidade de todos que aqueles que se julgam normais e acima dos demais consideram desprezíveis. 

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