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quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Metodologia para pesquisas jurídicas & sociais (ou por que fiquei lento atualizando o blog)

Há duas semanas, acabou a IV Bienal Internacional do Livro de Alagoas. No evento, lancei meu livro Metodologia para pesquisas jurídicas e sociais. Antes, havia escrito um outro livro de Metodologia, mas ele foi praticamente reescrito tamanhas as mudanças feitas, com novos capítulos e revisão detalhada dos que já existiam. 

Foram três eventos em um. No dia 26 de outubro, foi o lançamento, no estande da Editora Viva, que publicou meu livro. No dia 30, no Recanto das Ideias na Bienal ocorreu uma sessão de autógrafos à tarde e à noite outra sessão de autógrafos no estande da Nova Livraria, meu maior parceiro comercial há três anos. 

Devido a problemas pessoais que não dá para explicar por escrito, novos compromissos profissionais e a redação de dois livros (um deles abandonado pela editora após meses de trabalho mas que será publicado em 2014), o blog ficou um adepto involuntário do slow writing, com atualizações muito mais lentas. Logo, logo isso será superado. 

O livro pode ser encontrado escrevendo para mim, comprando pela minha loja virtual no Facebook ou em uma das livrarias para onde tem sido distribuído. Para acompanhar os próximos passos, curta http://facebook.com/pesquisasjuridicasesociais. 

Para receber atualiações do blog pelo Facebook: http://facebook.com/mundoemmovimentos.

Agora, fica o prefácio, generosamente escrito por Adrualdo Catão:

PREFÁCIO

Muito me honrou o convite para escrever o prefácio deste ótimo livro de Sérgio Coutinho.
O competente professor já havia se mostrado, com a primeira versão deste livro, um excelente
doutrinador. A clareza da exposição e a forma simples com que trata problemas complexos torna esse livro um excelente guia para todos os pesquisadores do Direito e, especialmente, para aqueles não iniciados, objetivo central do texto.

A obra preenche uma lacuna no meio jurídico alagoano, pois se propõe a uma tarefa frequentemente ignorada pelos pesquisadores em Direito, qual seja, a de esclarecer as sutilezas da pesquisa em geral, e, especialmente no que diz respeito ao Direito, destacar a necessária objetividade e coerência do pesquisador.

Os alunos de Direito, muitas vezes, confundem a pesquisa com a elaboração de uma tese de defesa, o que faz com que muitos artigos acadêmicos e trabalhos de conclusão de curso se pareçam mais com uma petição inicial ou outra peça processual qualquer. A objetividade na definição de hipóteses, problematização, justificativa e na elaboração formal de um projeto de pesquisa é algo que ainda não está plenamente desenvolvido na área jurídica, o que nos coloca
numa posição de imaturidade do ponto de vista da pesquisa científica, mesmo nos comparando com as demais ciências sociais aplicadas; mas isso vem mudando e o livro de Sérgio Coutinho é um exemplo.
O livro, ao abordar não somente as questões formais e de uniformização, entra nos problemas metodológicos da pesquisa, tornando-se mais que um desses manuais de formalização baseados em regras da ABNT. Além disso, serve também como guia para o estudante, quando inicia o pesquisador nas questões sobre leitura e preparação para a pesquisa acadêmica. Esta etapa inicial, muitas vezes negligenciada, é determinante na construção do projeto e, portanto, na qualidade e utilidade do trabalho que será apresentado posteriormente.

O guia é tão pormenorizado que adentra às relações entre orientador e pesquisador, tratando de regras de comportamento e enfrentando essa questão que, tantas vezes, leva a constrangimentos e falta de coerência, influenciando decisivamente no resultado do trabalho.
Desta forma, posso dizer que o trabalho é muito pragmático, no sentido de que encara a ciência de um ponto de vista prático, como uma atividade cotidiana não idealizada e que precisa de muito trabalho e cuidado.
A ética também não poderia ficar de fora e há um capítulo específico sobre as formalidades comitês de ética e de como o pesquisador deve lidar com isso. Nesse ponto, destaco que também a área do Direito ainda está pouco preparada para pesquisas que envolvam a necessidade de consulta aos comitês de ética.
A abordagem pragmática do trabalho está ainda na preocupação com as especificidades da pesquisa na Internet, além de orientações valiosas sobre como divulgar as pesquisas e considerações importantes sobre a vida acadêmica.
O livro, como se vê, é completo, e merece ser recomendado como guia também para os já iniciados, que carecem de manuais assim, detalhados, objetivos e sem rodeios para dizer aquilo que, de tão óbvio, não poderia ser deixado de lado mesmo em programas de pós-graduação, mas que frequentemente o é.
Para finalizar, destaco a linguagem clara e intelectualmente honesta de Sérgio Coutinho, que conseguiu tratar assuntos tão técnicos e espinhosos com a pena leve, atraindo leitores de todos
os níveis acadêmicos. O livro, assim, é mais que um manual e vale a pena se lido e recomendado.

Adrualdo de Lima Catão
Doutor em Direito pela UFPE
Coordenador do Mestrado em Direito da UFAL
Diretor da Escola Superior de Advocacia da OAB/AL
































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