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terça-feira, 16 de julho de 2013

Um primeiro contato com Libras pelo celular e com deficiências por concurso

Duas novidades surgiram neste ano para pessoas com deficiência. Com direitos assegurados nos últimos anos pela Convenção dos Direitos das Pessoas com Deficiência das Nações Unidas e aguardando, no Brasil, a aprovação do Estatuto da Pessoa com Deficiência, é sempre preciso aproximar as pessoas daqueles que têm barreiras em suas vidas.

Em Alagoas, um grupo de empreendedores digitais conseguiu o Prêmio Mundial de melhor aplicativo para Hand Talk, eleito pela ONU. O aplicativo consiste em um tradutor da Linguagem Brasileira de Sinais. Textos digitados, falados e mesmo em imagens podem ser convertidos gratuitamente para Libras, com uma interface fácil de usar. É um item para estar presente em qualquer celular com os sistemas Android e IOS (aguardo ansioso a versão para Windows Fone!).


Assim, as notícias nacionais já começam bem, com qualquer pessoa com um smartphone podendo combater as barreiras atitudinais descritas na Convenção da Pessoa com Deficiência, barreiras estas que consistem nos limites que são impostos por aqueles que não querem conviver com quem tem limites físicos, mentais, intelectuais ou sensoriais. 

Porém, a Ordem dos Advogados do Brasil também trouxe uma inovação importante sobre o tema, pois cobrou que os direitos das pessoas com deficiência constem como matéria dos concursos públicos. Eis um alerta curioso, pois, se a OAB faz isso com os processos seletivos em geral, aqueles que estudam Direitos Humanos para o Exame de Ordem já podem antecipar pelo menos uma questão estudando a Convenção e as leis que a regulamentam. Se os concursos visam preencher cargos públicos que atenderão ao público, então é preciso que os servidores tenham capacidade de lidar com todos que compõem a população, independente do que for que os caracterize por estigmas. 

São duas medidas que não trazem mudanças imediatas nas relações sociais, mas abrem novos caminhos imprevisíveis para a inclusão das pessoas com deficiência ao cotidiano social, para que possam ser vistas, simplesmente, como pessoas. Um dia, quem sabe, a convivência faça com que o predicativo fique ridiculamente desnecessário. Por ora, o ridículo é não saber tratar gente como gente.

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