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sábado, 31 de março de 2012

Entrevista com Desembargador Tutmés Airan sobre ressocialização dos presos


Entrevista realizada pelo Datajus com o Desembargador Tutmés Airan 
sobre o programa Começar de Novo, do CNJ e sua implantação em Alagoas. 
Realizada em março de 2010. Em três partes.

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sexta-feira, 30 de março de 2012

Enquanto você faz compras, quanto menos você estuda...

Clique na imagem para ler melhor.


Do Facebook, via  Nerds Renegados

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quinta-feira, 29 de março de 2012

Notícia comentada: Quando você marcou com amigos na biblioteca?



Deu no Estado de São Paulo de ontem.
O desempregado gaúcho Rodrigo Soares tem 31 anos e nunca foi a uma biblioteca. Na tarde desta terça-feira, ele lia uma revista na porta da Biblioteca São Paulo, zona norte da cidade. "A correria acaba nos forçando a esquecer essas coisas." E Soares não está sozinho. Cerca de 75% da população brasileira jamais pisou numa biblioteca - apesar de quase o mesmo porcentual (71%) afirmar saber da existência de uma biblioteca pública em sua cidade e ter fácil acesso a ela.
A correria é um álibi fácil. Lembro que uma pesquisa sobre aparelhos culturais em Maceió (onde moro) dizia, há aproximadamente dois anos, que mais da metade da população não usava os aparelhos culturais (incluídos não apenas teatros, cinemas, museus, mas também praças, mirantes) porque não queriam.

Vão à biblioteca frequentemente apenas 8% dos brasileiros, enquanto 17% o fazem de vez em quando. Além disso, o uso frequente desse espaço caiu de 11% para 7% entre 2007 e 2011. A maioria (55%) dos frequentadores é do sexo masculino.
Os dados fazem parte da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, do Instituto Pró-Livro (IPL), o mais completo estudo sobre comportamento leitor. O Estado teve acesso com exclusividade a parte do levantamento, cuja íntegra será divulgada nesta quarta-feira em Brasília.
Para a presidente do IPL, Karine Pansa, os dados colhidos pelo Ibope Inteligência mostram que o desafio, em geral, não é mais possibilitar o acesso ao equipamento, mas fazer com que as pessoas o utilizem. "O maior desafio é transformar as bibliotecas em locais agradáveis, onde as pessoas gostam de estar, com prazer. Não só para estudar."
Apostaria que nem mesmo facilmente para estudar. Se pensarmos nas bibliotecas de escolas e faculdades, é preciso atentar para quantos dos professores visitam periodicamente a biblioteca pegam emprestado algum livro ao menos para saber como funciona o sistema, doam exemplares do que escrevem para aproximar o estudante, partilhando sua personalidade como autor com aquele espaço. 
A preocupação de Karine faz todo sentido quando se joga uma luz sobre os dados. Ao serem questionados sobre o que a biblioteca representa, 71% dos participantes responderam que o local é "para estudar". Em segundo lugar aparece "um lugar para pesquisa", seguido de "lugar para estudantes". Só 16% disseram que a biblioteca existe "para emprestar livros de literatura". "Um lugar para lazer" aparece com 12% de respostas.
A falta epidêmica do hábito de leitura no país faz com que livro seja associado a ferramenta de trabalho, não à descoberta de si mesmo, o prazer com novas ideias, o pensar livre sobre o mundo de que se faz parte.
Perfil. A maioria das pessoas que frequentam uma biblioteca está na vida escolar - 64% dos entrevistados usam bibliotecas de escolas ou faculdades. Dados sobre a faixa etária (mais informações nesta página) mostram que, em geral, as pessoas as utilizam nessa fase e vão abandonando esse costume ao longo da vida.
O costume, então, tende a ser abandonado devido à conclusão dos estudos, considerando-se os dados da pesquisa. Como professor, apenas vejo as salas de estudo em grupo sendo usadas com frequência em época de provas. Antes que alguém diga que os dados sobre iletrados no estado acentuariam isso, não se iluda por favor caso tenha em sua cidade grandes livrarias com uma cafeteria dentro. Observe ao longo dos dias quantos dos que sentam no café para conversar sobre seus livros são sempre os mesmos.
A gestora ambiental Andrea Marin, de 39 anos, gosta de livros e lê com frequência. Mas não vai a uma biblioteca desde que saiu dos bancos escolares. "A imagem que tenho é de que se trata de um lugar de pesquisa. E para pesquisar eu sempre recorro à internet", disse Andrea.
Lembro das viagens do Doutorado, lembro dos passeios por Belo Horizonte. Bibliotecas públicas em prédios bonitos, com praças lindas ao redor, convidando portanto quem mora ao redor para passar por lá. No Brasil, é fácil bibliotecas serem feias, o que não cria hábito de leitura comunitária, em que as pessoas trocam ideias já que passam várias pelo mesmo livro.
Enquanto folheava uma obra na Livraria Cultura do Shopping Bourbon, na Pompeia, zona oeste, diz que prefere as livrarias. Interessada em moda, ela procurava livros que pudessem ajudá-la com o assunto. "Nem pensei em procurar uma biblioteca. Nas livrarias há muita coisa, café, facilidades. E a biblioteca, onde ela está?", questiona. Dez minutos depois, passa no caixa e paga R$ 150 por dois livros.
Com o livro caro que se vende no Brasil e com a escassez de livrarias fora das capitais, combater esta ideia seria de grande importância. Prefeituras mantém bibliotecas municipais que, devido ao interesse nos bancos escolares, têm bastante literatura, nacional e estrangeira. Precisaríamos comprar menos livros visitando-as e utilizando-as com mais frequência. 
O estudante universitário Eduardo Vieira, de 23 anos, também não se lembra da última vez que foi a uma biblioteca. "Moro em Diadema e lá tem muita biblioteca. A livraria acaba mais atualizada", diz ele, que revela ler só obras cristãs. "Acho que nem tem esse tipo de livro nas bibliotecas." 
Por meio de estímulo às doações e de programas de visitação, eventos periódicos, seria possível mostrar ao estudante mencionado que as bibliotecas podem ser bastante atualizadas. Mais ainda: são o lugar onde descansam mais facilmente os clássicos em bom número, aguardando serem relidos, revisitados, reconhecidos. 

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quarta-feira, 28 de março de 2012

Prostitutas espanholas mostram: Luta de classes não escolhe classe

Deu na Época Negócios.

Foto da notícia original
Prostitutas de luxo na Espanha recusam-se a fazer sexo com banqueiros enquanto não conseguirem linhas de crédito para famílias pobres. Não se está falando nas famílias delas, mas em pressionar (dizem elas: “Nós somos as únicas com capacidade real de pressionar o setor”) em nome de responsabilidades sociais dos banqueiros. Ameaçam mesmo uma greve no país, o que pode ocorrer na quinta-feira.

Segundo a notícia, muitos clientes dizem ser engenheiros ou ter outras tantas profissões, mas não adianta. Organizadas em associações e acostumadas com os hábitos dos principais gestores do capital, não se enganam.

Em uma peça grega clássica, mulheres fizeram greve de sexo em nome do fim de uma guerra travada por seus maridos em dois lados de um grande conflito. Tudo isto mostra que, diferente do que dissera Marx, a história se repete agora não como farsa mas como consciência de classe. Para além de pensar se seria capital produtivo, improdutivo, em que figura clássica de classe social se encaixariam, enfrentam a crise do capitalismo europeu com os meios de produção de que dispõem. Se Jorge de Lima falaria na mulher proletária, que produzia na fábrica e produzia operários e por isso teria uma dupla jornada, agora temos uma atualização com a resposta àqueles que f***m com a sociedade tendo resposta daquelas sobre quem eles acreditavam que estivessem plenamente submissas a partir do seu corpo. A submissão estava até, não a partir do corpo. 

Como bem mostraria Michel Foucault, esse é um campo para análise de micropoderes políticos. Afinal, se há uma dominação sobre o corpo, se há uma submissão de alguém sob a forma mercadoria vendendo relações sexuais, o controle que se tem sobre uma mercadoria muito desejada e valorizada no mercado (estamos falando na prostituição de luxo) permite a quem dispõe de seu corpo também ter poder sobre quem aparentemente oprime de modo unilateral.

É importante compreender cada crise do capitalismo, percebendo de um lado esforços empreendedores para superá-las e de outro lado as forças que se organizam para recompensar aqueles que mais perdem a cada falência, os milhares de trabalhadores que perdem sua identidade. Neste caso, a identidade profissional estaria assegurada, pois os clientes continuam dispostos a usar o serviço, mas não basta para dar identidade em sociedade.

Se fôssemos capazes de compreender cada aspecto da dinâmica social, cada luta contra injustiças em curso a cada discurso, a cada esquina, talvez fosse possível continuar apostando diuturnamente na capacidade transformadora e contestadora da humanidade para se reinventar e dar novos sentidos às atividades realizadas.

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terça-feira, 27 de março de 2012

Conheçam a Nova Advocacia

Por Vagner Paes


Um novo olhar sobre a Advocacia. Nova Advocacia.

“Nenhuma quantidade de discursos nos fará adequados ao governo próprio. Somente nossa conduta nos tornará adequados a isso”.  Com essas palavras o advogado Gandhi discursou na inauguração do Hindu University Central College, de Benares, em fevereiro de 1916. Palavras, estas, que podem perfeitamente sintetizar o que esse singelo grupo de advogados pretende com o movimento denominado “Nova Advocacia”. O “Nova” não significa sectarismo aos mais experientes, ao revés, todos são muito bem vindos. Significa uma nova postura, novas ideias, um novo olhar sobre nós mesmos advogados.

Somos diferenciados por disposição constitucional. Indispensáveis à realização da justiça. Nossas prerrogativas não nos foram atribuídas por mero capricho do legislador constituinte, mas sim pelo simples fato de sermos o instrumento da sociedade de acesso a essa porta tão estreita quanto à do reino dos “Céus” chamada Judiciário!

Quando uma prerrogativa é açoitada, não é o advogado que é ofendido, não é a classe que se torna diminuta, mas é a sociedade que se vê tolhida no seu direito a uma tutela jurisdicional adequada e com todas as garantias inerentes ao devido processo legal. Advogado sem prerrogativa é cidadão com “meio” acesso ao judiciário.

Mas é preciso fazer jus à fidúcia do legislador constituinte. Para merecer respeito é preciso se fazer ser respeitado. E somente com a mudança de nossa postura individual poderemos atingir o patamar que nos fora erigido pela Carta de 1988.

Não podemos nos portar como uma simples atividade mercantil. Somos maiores, somos um braço indispensável à Justiça, por isso temos o dever de nos portar como tal. Temos a obrigação de buscar uma célere composição do conflito, se possível, de maneira conciliatória. É preciso combater o mal da arrogância, da vaidade pessoal, dos interesses mesquinhos que habitam dentro de nós e passarmos a enxergar o outro como colega, os servidores como cooperadores e as partes como seres humanos em busca de paz, escopo maior do Direito.

Não há mais espaço para “infalível maroteirazinha, a abençoada canalhice, preciosa para quem a pratica, mais preciosa ainda para os que dela se servem com assunto invariável”, nas palavras do Mestre Graça. Diante de novos magistrados, novos promotores, novos servidores e de uma nova sociedade urge uma Nova Advocacia!

Por isso esse movimento não está buscando um lugar ao Sol. Seu papel é fazer uma reflexão coletiva, através da autocrítica sobre nosso papel enquanto advogados, sem apontar heróis ou vilões, pois todos nós somos responsáveis em maior ou menor medida pelo cenário que vivenciamos.

Parafraseando o eterno Noel Rosa, a gente “não quer abafar ninguém, só quer mostrar que faz samba também”!


Vagner Paes
Advogado

Reunião do grupo

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segunda-feira, 26 de março de 2012

Encontro de cidadania e surdez na UFAL

Da Assessoria de Comunicação da UFAL

O Campus Arapiraca promove nos dias 28 a 30 de março, o II Encontro Sobre Cidadania e Surdez, com o tema (Re)pensando a Acessibilidade da pessoa surda no Agreste Alagoano. Entre as atividades desenvolvidas estão a realização de mesas-redondas sobre a acessibilidade da pessoa surda na escola regular, no mercado de trabalho, nos serviços públicos de saúde e no ensino superior, além dos aspectos legais do reconhecimento da profissão do tradutor/intérprete. O evento também será marcado por apresentações culturais de Ballet e Capoeira, mostra de curta-metragem e oficina de Libras.
Quando 28/03/2012 a 08:00 a
30/03/2012 a 17:00
Onde Campus Arapiraca
Nome do Contato Tatiane Trindade Machado
Telefone do Contato (82)3482-1833
Participantes Ana Valéria Peixoto de Oliveira - Secretária Municipal de Educação
Girly Araújo de Lima – Coord. Educação Especial
Maria Renadi Cavalcante – 5ª CRE
Prof. Esp. Humberto Meira de A. Neto – UFAL/Maceió
Prof. Esp. Suzana Dória Mendonça Costa – CAS/Maceió
Prof. Dr. Antonio Alves – UFAL/Palmeira dos Índios
Jaqueline Santos - Setor de Mercado e Trabalho - AAPPE
Jerlan Pereira Batista – AAPPE
Prof. Esp. Maria Betânia M. de Farias – UFAL/Arapiraca
Prof. Esp. Fábio Rodrigues dos Santos - UFAL/Maceió
Prof. Esp. Danielly Caldas – IFAL/Maceió
Prof. Msc. Larissa Rebouças – UFS/Aracajú

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Concurso Arte para a Paz para crianças de 5 a 17 anos



Fundação Harmonia para a Paz e Nações Unidas

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terça-feira, 13 de março de 2012

Asilo acadêmico para intelectuais em risco

O G1 entrevistou Robert Quinn (foto abaixo, à direita), um dos dos responsáveis pela organização Scholars at risk. A ONG protege intelectuais perseguidos em diversos países, fazendo contato com universidades para que possam atuar como professores visitantes e assim sair em segurança de seus países. Um exemplo da atuação da entidade aparece na condição do professor sírio Radwan Ziadeh:

O sírio Radwan Ziadeh escreveu dez livros, fundou o Centro de Direitos Humanos de Damasco e é hoje uma das principais vozes da oposição ao regime do presidente Bashar al Assad, que comanda uma repressão violenta que já deixou mais de 7.500 mortosna Síria. Ziadeh está fora de seu país - e provavelmente por esse motivo pode continuar seu trabalho livremente. Em 2007,ele entrou em contato com uma organização chamada Scholars at Risk ['Intelectuais em perigo' - site em inglês], que o ajudou a conseguir abrigo nos Estados Unidos, onde ele atualmente é professor visitante no Instituto de Estudos sobre Oriente Médio da Universidade George Washington.


Para ler a entrevista, clique aqui.


A entrevista é parte da série Transformadores - pessoas que mudam o mundo. Para conhecer todas as pessoas que fizeram parte das reportagens do canal online, clique aqui.

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segunda-feira, 12 de março de 2012

Em defesa de Alexandre Fleming, Mário Júnior e dos próximos alvos móveis

Era uma vez um governo de um estado do Brasil cujo governador convidou quarenta blogueiros para uma entrevista coletiva. O conto de fadas terminou quando todos acordaram após a história ser contada, pois a entrevista coletiva, como muitas promessas que vieram depois para o povo alagoano, nunca se concretizou.

Continuamente, blogueiros políticos do estado dedicaram-se a estudar contas públicas divulgadas, objetivos e metas públicas, passo a passo. Os blogueiros Alexandre Fleming (foto à esquerda) e Mário Júnior destacaram-se nesse papel de cunho jornalístico, principalmente quando publicaram um grande conflito entre interesses públicos e privados em um texto conjunto. Por sua publicação, mais uma vez veio o silêncio, dessa vez do megasecretário das pastas de Planejamento, Orçamento, Desenvolvimento Econômico, Energia e Logísticas, Luiz Otávio Gomes Silva, mais conhecido como LOG. As acusações, como bem pode ser percebido pelo texto, foram bem apuradas.

LOG poderia ter usado o espaço dos comentários que a maioria dos blogs têm e que todos os blogs políticos têm. Não. Poderia ter pedido judicialmente direito de resposta, para que sua resposta tivesse a mesma visibilidade do texto, mas seria preciso responder a cada uma das acusações. Não. Ele preferiu interpretar de outro modo a acusação. Afinal, se fora acusado de usar capital público para fins privados, reinterpretou a acusação e esqueceu que é pessoa pública, preferindo processar civil e criminalmente os blogueiros em vez de, como agente público que é, entrar no debate, diaLOGar com seus adversários. Como nas palavras de Fleming:

E eis que o senhor Luiz Otávio Gomes Silva realmente processou os blogueiros Alexandre Fleming e Mário Júnior. Acabo de receber um Mandado de Citação das mãos de um oficial de justiça da 6º Vara Cível da Capital. É lamentável que num estado de direito o exercício da livre manifestação de pensamento e da liberdade de imprensa precise passar por situações como estas. Espero, que além dos blogueiros de Alagoas, o senhor secretário também processe os jornais Estadão, Folha de São Paulo e todos os outros que noticiaram situações envolvendo sua gestão a frente da Secretaria de Estado do Planejamento e do Desenvolvimento Econômico.


O administrador público agora é acusado de desconsiderar a democracia, espaço de conflitos de opiniões, em que as diferentes perspectivas merecem respeito igualmente. Não lembra também que suas iniciais, se trouxessem "Bom senso" antes do seu nome, seriam mais um BLOG como aqueles contra quem ele tenta voltar o Poder Judiciário para silenciar adversários. 

É uma postura anacrônica. Seria possível fazer isso com facilidade em tempos ditatoriais. Porém, não podemos ficar passivos diante de algo assim. O jornal Estado de São Paulo precisou se calar por decisão judicial que proibiu que mexessem com o clã Sarney. Do mesmo modo, blogueiros do Amapá foram condenados por terem denunciado as mesmas personalidades públicas. O esforço de PARLAmentares para não parlar com o povo é gritante. Em um estado como Alagoas, é especialmente preocupante, considerando-se quantos jornais de grande circulação pertencem a grandes grupos políticos ou empresariais. O espaço para a opinião livre fica disperso pela blogosfera, a rede de blogs agrupados corajosamente pelo jornal eletrônico Cada Minuto. 

Não se trata aqui de refletir sobre as acusações feitas ao Super Secretário. Quem devia fazê-lo seria o próprio, que dispensou o espaço público em nome de calar a oposição. Tenho um recado pessoal para o próprio secretário: deixe comentários nos blogs, que processos judiciais são muito mais lentos, servem para que todos lembrem do que ele pensa da democracia por muitos anos. É muito menos desgaste emocional e na reputação de quem faz carreira pública. 

Encerro com um convite. Àqueles que como eu têm uma carteira de advogado(a) em Alagoas, estamos todos convidados para mostrar que mexer com a liberdade de expressão de blogueiros atinge algo que nosso Estatuto da OAB e nosso Código de Ética nos fazem jurar defender, o Estado Democrático de Direito. Estão todos convidados para mostrar sua indignação diante do esforço judicial para calar formadores de opinião assinando a defesa dos blogueiros envolvidos. Quem assim quiser agir, pode entrar em contato comigo ou diretamente com Alexandre Fleming. 

Para aqueles que também têm blogs de opinião, voltados direta ou indiretamente a questões políticas, antes de pensar se se posicionar seria algo de esquerda ou de direita, se o partido concordaria ou não, se o parlamentar que apoia aceitaria bem, antes enfim de decidir não fazer nada no espaço que tem para escrever o que pensa e que quer continuar tendo, recomendo que lembrem das palavras de Martin Luther King: “O que mais preocupa não é o grito dos violentos, nem dos corruptos, nem dos desonestos, nem dos sem ética. O que mais preocupa é o silêncio dos bons”

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Curso "Introdução ao Pensamento de Marx e suas contribuições para o tempo presente"

Recado de Jean Menezes:

Saudações lutad@res!Convido todos para um curso que ministrarei na PUC de PortoAlegre e que pretendo transmitir ao vivo.
Solicito a divulgação para que todos acompanhem
Tema: "introdução ao pensamento de Marx e as suas contribuições para o tempo presente"
dias 14, 15 e 16 de março às 17h auditório do predio 5 PUCRS.
Jean pretende transmitir ao vivo por seu canal no VIMEO: http://vimeo.com/14021600

Já é possível assistir no link acima ao seu curso sobre o conceito de História em Marx.

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sexta-feira, 9 de março de 2012

Lançamento do livro "Direito e Gestão Ambiental" de Boisbaudran Imperiano


Na última sexta-feira, ocorreu, na sede da OAB em Alagoas, o lançamento local do livro Direito e Gestão Ambiental, de Boisbaudran Imperiano. Organizei em nome da Escola Superior de Advocacia da OAB, onde coordeno um curso de Pós-graduação. Eis um fragmento com a apresentação do autor:


Para quem quiser a íntegra do evento em áudio, basta enviar email para mim. Ocorreram duas palestras, sobre o meio ambiente alagoano, o papel do IMA e da Reserva da Biosfera, por dirigentes do IMA em Alagoas, Afrânio e Ricardo.

Para mais informações e contatos com o autor, clique aqui.

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quinta-feira, 8 de março de 2012

Empoderamento feminino no Marrocos: dicas para advogados brasileiros

Global Justice é uma rede de ONGs com atuação em todo o planeta. Aproveito o Dia Internacional de cada Mulher para divulgar uma atividade especial realizada em Marrocos.

Traduzo o texto originalmente publicado no blog da ONG, Frontline Justice.



Dando poder a mulheres: ferramentas reais para uma transformação real

Sempre nos anima quando podemos orientar mulheres que farão mudanças reais. Para as mulheres em Marrocos, a ferramenta disponível é o nosso Banco de Dados de Decisões Judiciais. Empolgados, aproveitamos para divulgar no International Women’s Day


Por cerca de dois anos, trabalhamos com centenas de ONGs locais e advogados por todo o país para organizar um banco de dados online que permita a busca a decisões judiciais sobre direitos das mulheres.

Esta ferramenta tão poderosa será usada para analisar as decisões e prover exemplos concretos dos melhores argumentos jurídicos sobre direitos humanos, para casos de mulheres e seus direitos. Estes argumentos e decisões de fácil acessibilidade serão uma rica fonte de pesquisa para advogados e juízes auxiliando-os em casos de gênero.

Será a única base de dados do país para mulheres em tribunais e a primeira do mundo em árabe  sobre a matéria.

Na próxima semana, nossa equipe em Maghreb com felicidade treinará 20 advogados locais e membros de ONGs sobre como coletar, monitorar e registrar novas decisões.

O que é mais interessante sobre este treinamento é que unirá principalmente advogados homens com jovens mulheres de associações locais, contribuindo para um maior engajamento dos advogados em questões de direitos das mulheres, e entrelaçando jovens mulheres ativistas ao conhecimento jurídico e acesso aos sistemas judiciais (normalmente quase inacessíveis). Este intercâmbio é raro em Marrocos e estamos orgulhosos por preparar o caminho por essa colaboração essencial aos direitos das mulheres!

Visite nossa página no Facebook na próxima semana para ver fotos do treinamento!

Agradecemos às organizações locais de mulheres por tornarem possível o que Global Rights está criando, uma ferramenta maravilhosa que beneficiará a presente e as futuras gerações de mulheres a defender seus direitos! Estamos inspirando mulheres a fazerem a diferença.

  • Association Tawaza pour le Plaidoyer de la Femme (Tetouan)
  • Association Amal pour la Femme et le Développement (El Hajeb)
  • Association El Amane pour le développement de la femme (Marrakech)
  • Association Tafoukt Souss pour le développement de la femme (Agadir)
  • Association des jeunes Avocats (Khemisset)
  • Tafiil Moubadarat (Taza)
  • Comité des jeunes avocats (Beni Mellal)
  • Comité des jeunes avocats (Ouarzazate)
  • Comité des jeunes avocats (Errachidia)

- Susan

Empowering Women: Real Tools, Real Change

It’s always exciting when we can put tools into the hands of women that will create real change. For the women of Morocco that tool is our Online Court Decision Database.  We are thrilled to feature it today on International Women’s Day.

Women at our previous Online Court Decision Database
 training learn how to collect court decisions 
For almost two years, we have been working with hundreds of local NGOs and lawyers from across Morocco to develop an online database to track court decisions pertaining to women’s rights.

This incredibly powerful tool will be used to analyze court decisions and provide concrete examples of the best human rights–legal arguments and judicial decisions on behalf of women and their rights.  The easily-accessible arguments and decisions will provide a rich resource for lawyers and judges to use to help in cases affecting women.

This tool will provide the only publicly accessible, online database of women’s rights court decisions in the country and the first of its kind in the Arabic-speaking world. 

Next week, our Maghreb team is excited to bring together 20 local lawyers and NGO members to begin the training process on how to collect, monitor and document domestic court decisions on women's rights issues.
What’s really neat about this training is that it will unite mainly male lawyers with younger grassroots level women’s associations, contributing to a greater engagement in women’s rights issues by the lawyers, and enhancing young women activists’ legal knowledge and access to the court systems (usually quite inaccessible). This exchange is rare in Morocco and we are proud to be paving the way in this essential collaboration for women’s rights!

Be sure to visit our Facebook page next week to see photos of the training in action!  

With its partners, Global Rights is creating an amazing tool that will benefit current and future generations of women as they advocate for their rights. We are fostering an environment where women are inspired to create change.  We want to thank our local women’s organizations for making this a reality!
  • Association Tawaza pour le Plaidoyer de la Femme (Tetouan)
  • Association Amal pour la Femme et le Développement (El Hajeb)
  • Association El Amane pour le développement de la femme (Marrakech)
  • Association Tafoukt Souss pour le développement de la femme (Agadir)
  • Association des jeunes Avocats (Khemisset)
  • Tafiil Moubadarat (Taza)
  • Comité des jeunes avocats (Beni Mellal)
  • Comité des jeunes avocats (Ouarzazate)
  • Comité des jeunes avocats (Errachidia)
- Susan
Posted by Susan M. Farnsworth

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