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domingo, 12 de agosto de 2012

É preciso reformar o Dia dos Pais

Amigos sensíveis às novas famílias de hoje mencionaram pelo Twitter que há datas estranhas hoje em dia. Dia dos Pais, Dia das Mães, trazem algo de anacrônico, quase algo de errado.

Como dizia o amigo Adrualdo, é preciso lembrar de pais separados, padrastos, madrastas. Amplio a lista para tutores, guardiões legais, padrinhos, todos que exerçam funções familiares na ausência de pai, mãe ou de ambos. 

Enquanto há crianças que precisam aguentar desconforto, constrangimento, por não ter ou não achar um dos dois, perdendo assim a integração em uma festinha da escola, outros que têm dois pais ou duas mães em uniões homoafetivas não levam ambos para a escola em uma das ocasiões. Nossa sociedade ainda precisa aprender a amar como se não houvesse amanhã...

Não há um dia do avô ou da avó com a mesma visibilidade mercantil dos progenitores. Lamentável que netos não tenham gerado interesse à data, já que, na falta de um dos pais, normalmente os substituam no espírito da criança mais diretamente.  

A "autoridade familiar" substitui "pátrio poder" no Direito. Os dias comemorativos continuam representando outra época, de menos membros da família, sem espaço para família estendida, que tanto supre a solidão de tantos hoje em dia.

Assim, Feliz Dia a quem na Família tenha lhe dado abrigo e proteção em algum momento e contribuído para fazer de você quem você é.


(Cinco anos sem dar muito sentido a essa data)


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