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segunda-feira, 21 de maio de 2012

O mercado contra a pena de morte

Laboratórios costumam ser associados a imposição de certos medicamentos mais caros, restrições a produção em larga escala de medicamentos contra epidemias para não reduzir preços entre outros problemas. Porém, podemos evitar lidar com eles com preconceitos, generalizando seus males como se fossem pecado natural do setor. Há aqueles que colaboram com a vida, contra politicas públicas equivocadas, não apenas contra doenças. Conforme uma reportagem do Consultor Jurídico, podem rever a Pena de Morte nos Estados Unidos.

Acontece que a injeção letal são na verdade três, uma primeira que adormece o reu, uma segunda que o anestesia e uma terceira que provoca uma parada cardíaca. É uma tentativa de humanizar o que não tem como ser humano. A primeira das substâncias, o Penthotal, deixou de ser fabricada no país em 2010 e passou a ser importada da Itália por mais um ano. Porém, o laboratório italiano exigiu garantias de que não seria usado para execuções de pena de morte. A empresa dinamarquesa responsável pela distribuição da droga no país exigiu a mesma condição. Os 37 estados que aplicam a injeção letal estão precisando rever seus protocolos e suspenderam as execuções. 

Impulsionados pela oportunidade, associações de médicos, começando pela de anestesiologistas, exigem que médicos não devem tomar parte de execuções. Jornais, organizações não governamentais, em tempos de crise do país, ganharam novos argumentos contra a execução por pena de morte. Tornou-se algo caro e, quando atinge o bolso, é mais fácil superar atrocidades do que alegando a defesa da vida e da dignidade da pessoa humana.

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