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domingo, 19 de fevereiro de 2012

Ocioso no feriado de carnaval? Livre-se de 50 coisas ou mais

Por meio da revista Vida Simples e do livro Jogue Fora 50 coisas, aprendi dicas novas para um hábito antigo. A cada ano, tiro duas a três ocasiões para reunir tudo de que não preciso mais. Normalmente, há doações de roupas para entidades beneficentes, uma ou outra venda isolada.

Dessa vez, seguindo mais fielmente os radicais exemplos das publicações, fui mais fundo. Olhei ao redor para tudo que poderia vender. Quem quiser usar critérios para isso, seguem sugestões. Se tem um CD e não lembra mais das músicas que ali constam, separe logo. Se nem lembrava mais que tinha aquele CD, é opção óbvia. Se comprou antes da existência de música digital por uma ou outra música, ou apenas por uma promoção especial, livre-se. Com essas opções simples, foi fácil anunciar no Mercado Livre cerca de 20 CDs em pouco mais de uma hora.

Com gadgets, é ainda mais fácil. Com mudanças de aparelhos celulares, sobram acessórios como capas, cabos, suportes que vão apenas ocupando cada vez mais espaço. Basta lembrar das últimas mudanças de aparelhos que possa ter tido e fica fácil. Descobri, assim, que poderia vender um teclado para Ipad que comprei, confesso, por impulso logo após o Ipad, mas que nunca usei. Regra para essas horas: se comprei faz mais de um mês mas não usei, provavelmente nunca será usado.

De mudanças na decoração, de reformas em casa, sobram objetos que não têm mais lugar, mas que ocupam espaço onde poderiam estar coisas úteis. Foi assim que pude anunciar uma prateleira dupla suspensa ainda na caixa. Estava faz quatro meses apenas ocupando espaço.

Com livros, há muitas opções bem conhecidas. Não me agradam soluções como um movimento existente em vários países, até no Brasil, que recomenda deixar livros lidos em lugares públicos, para que outras pessoas possam encontrá-los e prosseguir a leitura. Para isso, existem bibliotecas públicas, atingindo um público ilimitado e sem o risco de que o livro seja perdido. Onde não existirem abertas ao público, há aquelas de escolas públicas, universidades. Imagina o espaço inútil de uma enciclopédia antiga em casa. Foi assim que doei uma para uma escola pública no bairro. Provavelmente, na espera eterna por computadores e internet banda larga para pesquisas dos alunos, será mais útil do que aqui em casa. É oportunidade valiosa para conhecer uma escola, uma biblioteca, bem perto da sua casa mas onde talvez nunca tenha entrado. 

Para os livros que não tenham valor de consulta acadêmica, há sites como Livronauta, com menos burocracia do que o famoso Estante Virtual e com ótimo atendimento. Recomendo, pois uso bastante para aquilo que não possa ser deixado em escolas públicas. 

Quando permitimos que produtos estejam disponíveis para outras pessoas, há novas redes sociais a cada mercadoria encaminhada. O valor pode ser simbólico, apenas para cobrir despesas postais (como faço com muitos dos CDs sob leilão no ML), mas é melhor que alguém os encontre do que que se percam entre nossas quinquilharias de valor supostamente sentimental. Se for realmente de valor sentimental, nada melhor do que partilhar sentimentos.


Obs.: Se alguém quiser o livro Jogue fora 50 coisas, posso vender o meu.

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