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quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Dicas para estudantes que entraram em greve na USP

O termo greve talvez nem seja adequado, já que envolve pressão sobre a reprodução de capital para que, evitando prejuízos com a paralização, negocie com trabalhadores. Infelizmente, a sociedade não costuma se importar quando professores entram em greve e elas se arrastam por meses normalmente com vitórias tímidas. O que dizer, então, de uma paralisação de estudantes. 

Já que o incidente de estudantes terem sido detidos por fumar maconha na USP gerou uma mobilização por lá e estudantes de diversos estados debatendo, cansado do mérito do assunto envio algumas sugestões de mobilizações que talvez sejam melhores:

  1. Apuração do porquê de 1/3 dos professores de ensino fundamental e médio de Minas Gerais terem errado questões aplicadas aos seus alunos.
  2. Compromisso nos planos nacionais de ensino em investir mais onde os indicadores tenham sido piores na educação básica, em vez de punir com cortes de recursos.
  3. CPIs sobre investimentos públicos nas escolas de Alagoas cujos tetos caíram.
  4. Interdição das escolas onde exista venda de drogas, em todo o país.
  5. Piso salarial nacional docente, para evitar distorções que inviabilizam a unificação da carreira.
  6. Campanha de divulgação de cursos técnicos e tecnológicos, para que o mercado de trabalho não continue com esse buraco de milhares de vagas não ocupadas.
  7. Investimento em faculdades, centros universitários e universidades para que produzam pesquisas científicas, não apenas diplomas.
  8. Participação dos gestores do ensino superior na formulação de indicadores de produtividade, para que a qualidade exercida fora do eixo Sul-Sudeste não seja ignorada por menores dimensões dos campi.
  9. Apuração das instalações dos campi da interiorização, para evitar o sucateamento estrutural em nome do número de vagas.
  10.  Antes que me esqueça: por que não fazer greve por 10% do PIB para a Educação?

Prefiro não comentar a falta de respeito com a inteligência de todos que é o único senador que fala continuamente em Educação defender que todo parlamentar tenha seus filhos em escolas públicas. Os dele não estão mais em idade escolar, fica fácil falar dos filhos dos outros. Além disso, estudariam em escolas públicas modelo em Brasília, não no sertão brasileiro. Esta é uma campanha que não tem fundamento a não ser a pura demagogia parlamentar.

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