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quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Não confunda manifestação popular com população manifestada

Nos últimos dias, era possível escolher entre muitos distintos carimbos no passaporte para acompanhar manifestações populares nas ruas de diversos países. Infelizmente, a diversidade pode gerar confusão sobre o que seja legítimo e o que se resume a confusão.

No Chile, estudantes, a partir da Confederação dos Estudantes da Universidade do Chile e do Colégio de Professores decidiram fazer passeatas que duram dias. Com mais de 50 mil pessoas, chegaram a acordo com a prefeitura de Santiago sobre o trajeto. Defendem o fim da municipalização do ensino e do lucro com a educação. 

Na Argentina, ferroviários têm ameaçado parar o transporte por trens, o que fez a polícia cercar diversas estações. O hábito de manifestações faz com que a TV divulgue horário e local de concentração das passeatas  com naturalidade.

Na Espanha, na Grécia, estudantes pararam bairros inteiros em desespero por emprego nos últimos meses.

Algo muito diferente tem ocorrido na Inglaterra. Pessoas morreram defendendo suas casas, bairros residenciais foram incendiados, lojas saqueadas, supostamente no primeiro dia de quebra-quebra pela morte de um jovem. Porém, das centenas de uma passeata surgiram milhares com uma espécie de PCC local, uma coordenação anônima voltada a ver a cidade pegar fogo.

Em tempos de globalização, é curioso observar que uma das manifestações não gerou reflexos sobre as outras. Diferente da primavera árabe, não há conexão entre os países. Sabe-se que entre os ingleses predomina que estejam se organizando via mensagens trocadas por Blackberry, mas é algo em foco. As reivindicações que guardam traços identitários não têm, pelo menos não ainda, se difundido no Ocidente com a mesma agilidade que ocorreram no Oriente Médio.

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