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sexta-feira, 1 de julho de 2011

Nos embalos do Maceió Social Media Day. Eu estive lá.


 Ontem, foi o Maceió Social Media Day. Quem se comunica por meio de redes sociais, twitter, blogs, enfim, mantendo-se lido e ouvido pela internet, foi convidado. Parte de uma iniciativa mundial, ocorrida simultaneamente em um número imenso de cidades, pela primeira vez realizou-se por aqui. Aproximadamente 70 pessoas estiveram na GTech Cursos durante a tarde de ontem com festa de aniversário até altas horas da noite. O clima festivo era devido a algo mais a ser comemorado.

Eu, com Alexandre Fleming
Muitos que ali estavam já se conheciam de outros eventos ou por trabalhar na mesma área, mas principalmente por terem objetivos comuns, que se agregavam no objetivo de manter-se juntos. Os quatro Encontros de Blogueiros Alagoanos (EBAs) que realizaram consolidaram isso. Como alertava Drummond, eles seguiam: não nos afastemos, não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas. Estas mãos que teclam, tantas mãos, às vezes como se não houvesse amanhã, por meio de twitter, redes sociais diversas, blogs, jornais e por onde mais houver lugar para, como com o mestre Herbert Vianna, "a palavra certa, que faz o mundo andar". Eis o que nos integra e tão fortemente ali senti: mantemos viva a palavra escrita. 

Não se trata de um momento para todos estarem fisicamente próximos para ler o twitter um do outro no momento em que as novidades são publicadas. A troca de vivências sobre como construímos nossos espaços para guardar palavras, sim, foi fundamental. Para quem estiver lendo longe de Maceió, não há fisicamente muitos lugares para guardá-las. Faltam livrarias, bibliotecas não satisfazem e não são públicas, o analfabetismo é epidêmico e endêmico, enfim, somos como Eli. Sendo assim, depositamos nossas palavras onde elas estejam seguras, nas nuvens.  Abaixo, a primeira hora de twitcam, com os organizadores, Paula Montenegro e Ronaldo Araújo, apresentando os participantes:








Twitcam
Durante o evento, havia um espaço aberto em que a troca de experiências entre os participantes era possível, não importando quanto tempo faz que interage com ambientes não-presenciais nem como faz isso, desde que escreva até o risco de uma lesão por esforço repetitivo te perseguir.  À tarde, antes dos prolongamentos em longa mesa física de bar, ocorreram twitcams onde um tema era constante. Se falávamos sobre mídias sociais, webjornalismo, uso de novas tecnologias na educação etc., era sempre o ciberativismo que comparecia. Não mais, como bem assinalaram tantos, como algo que nasce, cresce e é apenas retuitado. A política on-line é meio para um fim que é a nossa Polis. Claramente, todos ali, do interior ou da capital, estávamos sempre próximos dentro e fora do evento, comunicando-se sobre problemas reais com quem assistia à twitcam onde quer que estivesse. Ninguém queria difundir piadinhas, vídeos de bichinhos, acumular visitantes e seguidores apenas por acumular ou para arrumar uns trocados extras com anúncios em páginas. Não havia espaço para uma vida on-line e outra off-line, somos pessoas que simultaneamente se expressam em diferentes lugares de formas bem distintas com diversos públicos. Porém, o tempo inteiro, querendo que o mundo faça sentido.

Já existem planos para hashtags que acompanharão novas reflexões sobre o espaço público, ocupado por iniciativas pela internet mas voltadas, sempre, a refletir sobre um mundo real que parece mentira. Não se debatem perfis fakes no evento, mas a falsidade de personalidades reais no manejo de recursos públicos. Os memes que ora importam são aqueles que difundem o que nos incomoda ou do que nos orgulhamos de fazer parte. A propósito, era um sentimento comum no fim de festa. Sentíamos, sim, fazer parte de algo maior. Não se faz uma blogosfera, um twitverso por haver muita gente trocando ideias, mas por haver muitos com muito em comum. 

Área externa do evento
Há uma blogosfera alagoana e desde ontem sinto que faço parte dela, apesar dos anos escrevendo por aqui e trocando ideias com tantos outros que fazem isso na mesma cidade. Agora, vejo uma vivência coletiva em defesa da palavra escrita como meio para enfrentar o que nos incomoda. É essa vivência que importa, a despeito, como foi dito na ocasião, de se companheiros, família, vizinhos visitam ou não os espaços de convivência que construímos na internet. Há quem leia e quem contribua onde quer que estejam para que a experiência seja contínua.

Como um dos primeiros blogueiros com quem troquei ideias sempre diz, Marko Ajdaric, não se trata de se a luta continua, mas que ela seja contínua por si. Àqueles que por meio do encontro de ontem estão pela primeira vez dando uma volta neste pedaço do meu Mundo, sejam bem-vindos e espero que voltem. Sintam-se em casa, pois fazem parte desta construção também.

Fim de Festa 

(Fotos de Leonardo Arcoverde)

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