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quinta-feira, 19 de maio de 2011

Português pra quê se já sei o que fazer...

Segundo recomenda o MEC, para evitar preconceitos linguísticos, posso afirmar que os ministro da Educação dos três governo FHC, Lula e Dilma manteve regra para não corrigir o jeito que os aluno fala português. É o que mostra a Folha de São Paulo. Desde 1995, segundo os Parâmetros Curriculares Nacionais, recomenda-se que estudantes não sejam corrigidos no uso da língua. Quando um livro voltado à educação básica relativiza regras de concordância, como foi divulgado nessa semana, está apenas seguindo políticas públicas consolidadas no país.

Quem se surpreende? Efeagácê mandou que esquecêssemos o que ele escreveu; Lula desdenhou por oito anos da educação formal (esnobou até o diploma de torneiro mecânico, pois disse que o primeiro diploma que teve foi o de presidente) e Dilma mentiu sobre ter Mestrado e Doutorado no começo da campanha eleitoral (disse que quem atualizava seu currículo na plataforma Lattes era outra pessoa, nem disse quem). Não é de hoje que a língua portuguesa apanha no país. Pode-se dizer que parece um programa nacional contínuo pela mediocrização do povo.
O hipócrita argumento do preconceito linguístico adotado nos Parâmetros Curriculares Nacionais esconde uma crueldade sem tamanho. Enquanto as escolas de elite podem prezar pelas regras formais da gramática para alunos poliglotas, a pobreza, que recebe os livros do MEC, é cada vez mais ignorada. O MEC desistiu daqueles que dele necessitam para estudar.

Nossa hipocrisia não é finita quando o assunto é Educação. Analfabetos votam, mas não podem eleger representante que não saiba ler nem escrever. Universidades têm sido inauguradas antes de terem Campus. É possível fazer Pós-graduação na Graduação e Graduação superior sem ter concluído o Ensino Médio. Enfim, é evidente o porquê de estarmos longe dos primeiros do ranking do ensino mundial: até hoje não temos regras claras, não sabemos o que queremos de nossos estudantes nem como pretendemos formá-los.

Um experimentalismo tacanho alterna-se com a omissão no cotidiano do ensino brasileiro. Porém, permanecemos hipócritas. Afinal, dados oficiais têm mostrado que o brasileiro passou de uma média de leitura de um livro por ano para quatro. Mesmo assim, livrarias têm sido fechadas e bibliotecas permanecem sucateadas em todo o país. Porém, com o que o MEC considera como uso da Língua Portuguesa, eu não ficaria admirado com o que ele chama de livro.

O governo federal, ao relativizar as regras de concordância, bases da coerência entre termos da linguagem, mantém uma lógica fundamental. Afinal, se não se concorda sobre o que se quer ensinar, resta concluir que a gente somos inútel.


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