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sábado, 26 de fevereiro de 2011

Nota do Edberto Ticianeli defendendo-se de ofensa de jornalista da Gazeta de Alagoas

Enviado por Edberto Ticianeli, do Blog do Ticianeli :


SEXTA-FEIRA, 25 DE FEVEREIRO DE 2011

Resposta à coluna Fatos e Notícias da Gazeta de Alagoas


Caros amigos e amigas,

Fui surpreendido na manhã de hoje (25/02) com a publicação, na coluna Fatos e Notícias da Gazeta de Alagoas, de duas notinhas que fazem referência ao meu nome. Reproduzo abaixo o texto, para comentá-lo em seguida:

CARNAVAL O comunista carnavalesco Ediberto Ticianeli anda feliz da vida desde que o seu partido entrou na Prefeitura de Maceió. Coordenador do Jaraguá Folia, esse gigante da ética está nadando de braçadas num oceano de dinheiro público.

NA FOLIA Sem muita disposição para o batente – coisa que vem dos tempos de estudante profissional, igual a muitos de sua turma -, Ticianeli finalmente achou o paraíso. Revolucionário nato, o Arlequim (aquele que gosta de roubar pirulito de criancinhas) só quer saber de folia.

É lamentável que o jornalismo de certos profissionais tenha sido reduzido a isto. Não quero acreditar que a Gazeta de Alagoas, que já faz parte da história do jornalismo alagoano, comungue com tal destempero ideológico de um contratado. Sou forçado, infelizmente, a responder a isto, mesmo com os instrumentos limitados que tenho neste momento.

1.     Não me sinto agredido por ser identificado como “comunista”, “gigante da ética” ou “revolucionário”. Gostaria de ser mais comunista do que sou, ser mais ético do que tento ser e mais revolucionário do que a minha limitada história de militância política. Entretanto, sou assim e assino embaixo. Não me escondo no anonimato de uma redação, comprometendo colegas, que sei não concordarem com tal prática.

2.     A insinuação de que eu sou preguiçoso ficará sem resposta. Não devo satisfação a quem não conhece a minha história de vida. Entretanto, dizer que eu sou preguiçoso e igual a tantos da minha turma dos tempos de estudantes, é desrespeitar a história de pessoas que lutaram nas ruas para que o país conquistasse a democracia, que hoje permite que até um jornalismo facistóide sobreviva em nossos jornais. Entre os muitos da minha turma, que são atingidos como “sem muita disposição para o batente”, cito o jornalista Enio Lins, Coordenador Editorial da Gazeta de Alagoas, e com quem o jornalista deveria ter conversado antes de escrever suas agressões.

3.     Por último, vem a insinuação de que sou desonesto. Ironicamente me trata como “gigante da ética”, que “está nadando de braçadas em dinheiro público”. Ou seja: eu estou rico, sem trabalhar, por estar metendo a mão (braçadas) no dinheiro público. O jornalista responsável por estas insinuações sabe que não escreveu a verdade. Mas, quero que ele saiba também que terá a oportunidade de provar as suas afirmações na Justiça, ou será convidado a pagar por danos morais. Só assim eu receberei algum dinheiro sem trabalhar. Prometo que gastarei tudo comemorando com os colegas de luta “sem muita disposição para o batente”.

Um jornal poderoso, como a Gazeta de Alagoas, pode dar a impressão, a um profissional mais desavisado, que ele também compartilha desse poder. Estes feitores se transformam em verdadeiras autoridades, senhores da opinião pública. De vez em quando encontro veteranos profissionais da comunicação que já tiveram o rei na barriga e hoje são de uma humildade franciscana. Nada como um dia após o outro.

Peço aos amigos que espalhem essa nota o máximo possível. É preciso provar que a grande mídia pode e deve ser acompanhada criticamente por seus leitores, principalmente com a possibilidade que as redes sociais oferecem para a disseminação da informação ou da voz que não foi “ouvida”.

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