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sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Vivemos um Luddismo em software

Houve um tempo, na Inglaterra do começo da Revolução Industrial, em que manifestantes contra a opressão da industrialização sem direitos sociais destruíam máquinas. Não demorou para que fosse decidido que seria executado com pena de morte quem sabotasse uma fábrica. Quem sabe se parte de nossa sociedade estaria reinventando essa dinâmica?

A WikiLeaks tem divulgado milhares de documentos norte-americanos, mas no meio do caminho está o contato diplomático com vários países. Bill O'Reilly disse que: "Quem vazou documentos de Estado p/ o site WikiLeaks é traidor e deve ser executado ou colocado em prisão perpétua". 

Em tempos de uma sociedade pautada no acesso amplo à informação, onde jornalistas não conseguem ir para mostrar excessos da polícia no Complexo do Alemão, moradores entregam tudo em Lan Houses em tempo real. Com essa ideia, WikiLeaks tem deixado vazar um arquivo enorme que será criptografado caso seu administrador seja preso. Em vez da fiscalização hoje estar ao redor do hardware, como no século XIX, a tensão gira em torno do software.

Com violações sucessivas chinesas a direitos autorais mas com desafio enorme ao mito da hegemonia econômica dos EUA, a China tem forçado a reinvenção da propriedade intelectual e a redução de barreiras à criação livre. Ao mesmo tempo, programas de sucesso em freeware, programas baratíssimos para celular feitos em garagem, têm produzido boas fortunas em que o conhecimento se difunde, se espalha. 

À medida que a informação vai ficando mais fácil, que o conhecimento vai ficando mais barato em tantas áreas, fica prático enfrentar qualquer totalitarismo. Com certeza não será fácil, mas as ferramentas estão ao alcance de qualquer um.


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