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terça-feira, 21 de setembro de 2010

Luis Inácio falou, Luis Inácio avisou... Valem mais 3 no senado que 1 governador

A frase acima foi atribuída ao presidente Lula. Faz sentido e combina com o estilo dele. Combina mais ainda com a falência do pacto federativo no país. Depende-se demais da União.

Vamos ao mais grave dos casos. Se se fala em algo mais grave do país, é fácil pensar em Alagoas. Segundo meu amigo economista Cícero Péricles, estado que parece a Suíça, tamanho o subsídio federal a tudo que ocorre. 

A dificuldade-quase-impossibilidade de se tornar um estado economicamente autônomo é flagrante. Segundo dados que Péricles mostrou em palestra no começo da semana passada, da população economicamente ativa alagoana 43% têm entre 1 e 7 anos de estudos e 26% não têm instrução alguma. Com as habilidades exigidas hoje no mais simples dos ofícios, são 69% fora do mercado de trabalho formal, dependendo de pequenos serviços desqualificados e vendas como ambulantes para sobreviver, já que não há aptidão sequer para preparar o próprio currículo. Mas não é só isso.

Das 900 mil famílias do estado, segundo dados de abril deste ano 423 mil dependiam de benefícios do INSS, de em média 546 reais, para sobreviver. Someos com FUNDEB, FIES, SUS, PSF, PRONAF os repasses federais para Alagoas. 

Há diversos mandatos que os investimentos dos governadores ficam abaixo de 7% do orçamento, divididos entre ciência e tecnologia (manter a FAPEAL e universidade estadual), educação, saúde, moradia... sendo assim, o real investimento no estado vem ou da economia popular, de milhares de micro empresários, ou de repasses federais. 

Pensar, portanto, em termos de 3 senadores para cada governador é constatável no estado. Enquanto todo dia se comentam os 3 candidatos a governador com índices de rejeição tão empatados quanto as intenções de voto, examina-se pouco o potencial de candidatos ao senado.

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