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sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Pensem no Haiti, rezem por Alagoas

Com o encerramento das entrevistas exibidas no Jornal Nacional com os candidatos à Presidência da República, percebemos algo interessante. Com distintos pontos de vista, encontramos  três candidatos que se prepararam durante suas vidas para defender os detalhes em que divergem, por mais que a estabilidade política e econômica do país impeça grandes diferenças entre seus planos. Deixei de lado apenas a candidata do atual presidente, pois quem se propõe a apenas falar textos decorados, mentindo estatísticas que depois se mostram exageradas por um dos Ministérios, não merece a minha atenção. 

Infelizmente, em Alagoas não há mesma estabilidade que se pode encontrar nas eleições presidenciais. É preciso escolher entre um ex-presidente e ex-governador que recebeu Impeachment tendo também confiscado poupanças de cidadãos e que recentemente ameaçou um jornalista por telefone; um ex-governador que já foi condenado por beneficiar com dinheiro público um aliado e um atual governador que, nos primeiros dias do mandato, anunciou que não pagaria salários dos servidores fazendo com que estes fechassem o acesso ao Centro da capital por alguns dias. Por fora da tríade do atraso, encontra-se o candidato do PSOL, Mário Agra, em quem votarei, que goza de Ficha Limpa e que, no contexto eleitoral em que se encontra, a inexperiência administrativa é uma vantagem.

Para quem não quiser votar no Mário, por não ver seu nome nas ruas uma vez que sua campanha não goze de grandes patrocinadores, ficam algumas sugestões. Primeira: há um botão grande na urna que aciona o único dos candidatos que nunca decepciona apesar de jamais se eleger, o Branco. Segunda: saia da cidade, passe nos Correios (apesar do quanto o governo Lula depredou uma das mais sérias empresas públicas brasileiras) e justifique seu voto. Pegue uma praia que a eleição é domingo. Terceira: durma até mais tarde e pague uns 5 reais em algum cartório eleitoral para não ter pendências com a justiça eleitoral na hora de se inscrever em concursos públicos. Tudo, menos votar em um dos três, é válido.

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