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quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Nas bancas, o fim da Era Lula e muita criatividade

A revista Cult tem um dossiê interessante sobre o fim da Era Lula. Talvez apenas com o encerramento do seu mandato possamos ver com clareza esse fim. Afinal, apesar da onipresença do presidente na campanha da sua candidata, esta é a primeira eleição presidencial na nossa democracia recente em que Lula não será candidato.
Terão sido oito anos como presidente, mas muitos mais como principal referência da oposição a quem estivesse no poder, quase sinônimo de nêmesis do Estado. Foi, segundo o próprio, amadurecendo para ver as falhas do passado, ainda segundo ele, e abraçar causas mais moderadas. Entregará para alguém um país com imagem internacional tão ambígua quanto sua personalidade pública. De um lado, exemplo de crescimento econômico e redução de pobreza. Por outro lado, campeão de violações aos direitos humanos e que ainda não sabe como reduzir desigualdades.

Na revista Época, grande estímulo a ser criativo na capa e em outras reportagens. Na reportagem principal, como é cada dia mais difícil para o mercado de trabalho encontrar pessoas criativas.  Não é à toa. É cada vez mais difícil encontrar escolas e universidades que estimulem a criatividade dos seus alunos.

O programa Teach for America está desembarcando no país para selecionar os melhores alunos das melhores universidades brasileiras para ensinarem por dois anos em escolas municipais das áreas mais pobres e violentas do Rio de Janeiro. Já faz isso em 13 países, sob o comando e a seleção de Wendy Kopp e com patrocínio da iniciativa privada. 

Com o retorno do Projeto Generosidade, a revista apresenta Marcelo Rosenbaum, que, à frente do projeto A Gente Transforma, mobiliza moradores para fazer parques, quadras de futebol com arquibancadas, biblioteca comunitária. Está organizando como colorir Capão Redondo, substituindo o cinza predominante por toda uma palheta de cores escolhidas e distribuídas pelos moradores.

Como admirador da ideia do Wikileaks, foi bom vê-la também ser abordada. Foi lembrada por divulgar 90 mil documentos secretos que expõem como a Guerra do Afeganistão tem sofrido com fogo amigo entre soldados, pouco caso na execução à distância de civis, entre outros pecados bélicos até então desconhecidos da opinião pública.

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