Translate

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Tem quem só pense em beijar

Na semana em que a Apple reverteu bloqueio a quadrinho com beijo gay, logo após o dia dos namorados, mostra-se que o romantismo nos meios de comunicação, na cultura de massas, ainda está muito limitado. Convivemos com beijos como escândalo.

Quem quer chamar atenção no mundo basta beijar alguém do mesmo sexo. Pode ser um selinho, terá espaço como escândalo. Contudo, o que havia de escandaloso na história em quadrinhos censurada pela Apple era a espontaneidade. Para a homofobia gritante pelo mundo, pior do que beijar alguém para se promover é o beijo que surge tão naturalmente quanto um beijo heterossexual.

Apenas em séries que são exibidas após as 22h e filmes para maiores de 14 anos de idade nos cinemas é possível ver casais homoafetivos se beijando na saída de casa em direção ao trabalho, dançando numa balada, enfim, como algo comum no cotidiano. Em outros horários, apenas aparecerá se for como brincadeira, como autopromoção ou sob a forma de piada. 

Quem não conhece um casal homossexual que anda colado pelas ruas, conversa a centímetros de distância um do outro no shopping center, mas não se beija em público "para não chocar"?

É bom lembrarmos dessa diferença de tratamento para ver mais do que a hipocrisia tão evidente quer que vejamos. Isso mostra que o mundo ainda é mais conservador do que aparenta a flexibilidade dos amores líquidos. Uma sociedade que tem medo de beijos não deveria fazer passeatas pela paz, devia ler a Capricho para deixar de ser BV, ou aprender com os amores dos jovens da geração Z. Triste da sociedade em que beijo ainda serve como forma de protesto:

Beijaço Gay na UnB
(para detalhes, clique aqui)

0 comentários:

Postar um comentário

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...