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segunda-feira, 28 de junho de 2010

Sugestões para doações a SOS Alagoas e SOS Pernambuco

Seguem algumas sugestões para ajudar campanhas de arrecadação bem como doações individuais. Os exemplos são de Maceió mas é fácil adaptar para qualquer lugar no país doar aos dois estados que sofrem com as consequências de enchentes terríveis.

Primeiro: para quem está doando fora dos dois estados atingidos pelas chuvas. Recomendo que dirijam-se a postos dos correios. Até 30 kg não há taxas para envio para a defesa civil em Pernambuco e Alagoas. Agora, como e o que arrecadar.

Sugiro mobilizações por água, como bem fez o Colégio Contato em Maceió, arrecadando garrafões dos alunos. A água não tratada que desesperados consomem quando estão com sede pode resultar em epidemias no local. Foram recebidas toneladas de alimentos da Venezuela, mas com dificuldade para distribuição. Água é fácil distribuir. Todos têm muita sede e tudo cabe em garrafas e copos. Já existem surtos de diarreia no interior de Pernambuco pelo consumo de água contaminada.

Se forem doados alimentos que sejam de fácil transporte e armazenamento, sem precisar de cuidados para o preparo. Frutas, legumes, biscoitos, barras de cereal atendem a essas observações. Nada que precise de forno, gás, eletricidade. Se doar cestas básicas, mesmo com alimentos que não atendam à praticidade poderão ser preparadas refeições completas para grande número de pessoas nos abrigos, então compensa mais do que quilos separados.

Campanhas para doar "1 kg de alimento" geram desproporção, dificuldade para dividir em cestas o que seja para cada família. Muitos itens se repetem. Mais prático definir algo específico ou, como bem fez o Maikai em Maceió reverter a renda de noites de shows em ajuda. Assim, podem reverter em comida, água, medicamentos, o que a Defesa Social recomendar depois.

Em caso de roupas, que deem mais atenção para cobertores e agasalhos. Roupas dependem de tamanho de cada um; doar para se livrar do que sobra no guarda-roupa não é uma boa ideia nessa hora. Algumas cidades são em regiões frias dos estados de Alagoas e Pernambuco, principalmente à noite. Cobertores são de grande importância para evitar doenças resultantes da exposição contínua ao frio.

Produtos de limpeza dispensam especificações. Tudo vale a pena para limpar as casas. É preciso pensar no dia seguinte às calamidades. Dengue e outras doenças podem surgir de forma epidêmica. Pela mesma razão nenhuma prudência com doações de produtos de higiene pessoal. Contudo, nos dois casos, é preferível juntar em quantidade para doar. Pensemos na hora da entrega. Um recebe uma escova de dentes, outro fio dental... não é algo que produza bom efeito entre os aflitos. Compras de várias embalagens,de pacotes baratos de um mesmo item tornam-se melhor negócio.

Quer enviar algo parado em casa? É comum ter colchão velho, colchonetes. Casas caíram e não há lugar para todos os desabrigados dormirem. Não fere a dignidade de ninguém doar cobertores ou colchões velhos.

Ainda pensando nas madrugadas, velas. Não há energia elétrica e isso atrapalha o trabalho de equipes médicas. Velas serão necessárias diariamente. É bom junto a seja o que for que doem incluir um pacote de velas, sempre.

Pensando nas crianças, fraldas e brinquedos. Assim se garante a higiene e as mantêm ocupadas diminuindo o impacto emocional do cotidiano prejudicado.

Que tal pensar nos voluntários que farão a distribuição nas cidades? Doem máscaras e luvas. Têm sido constantes os relatos sobre mau cheiro, condições precárias de higiene, nos locais de distribuição nas cidades destruídas.

Dica de posto de coleta de boa localização em Maceió: deixarei minhas próximas doações (continuarei doando garrafas de água, pacotes fechados com 12 de 1 litro em cada pacote) no estacionamento do Shopping Maceió.

Banner de campanha da UFAL

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