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quarta-feira, 28 de abril de 2010

Meias perguntas nas entrevistas presidenciais

Na última segunda-feira, Marina Silva respondeu perguntas do CQC em entrevista como candidata à presidência. Seguiram-se muitos elogios, mas isso não surpreende. As perguntas foram sobre temas diversos, mas nada difíceis. Pareciam com as perguntas que são respondidas por estrelas de cinema na divulgação de filmes, inofensivas. 

Por exemplo: Ninguém perguntou sobre processos que seu vice, presidente da Natura, tem na justiça do Acre. No auge das discussões do Projeto Ficha Limpa, cairia bem pelo menos buscar esclarecimentos. Também não foi questionado sobre Marina ser criacionista e pregar o ensino desse retrocesso anticivilizador nas escolas públicas.

De nada adiantaria refletir que no caso eram perguntas enviadas pelo povo. Afinal, não foi a primeira ocasião que o programa de TV questionou a candidata. Na mesma edição, foi entrevistada duas vezes. Em um dos casos, havia triagem da produção; no outro, plena liberdade do reporter. Não vale a pena santificar candidatos nas eleições, principalmente sendo uma candidata evangélica, que não vai gostar da comparação com santos.

Tenho ficado incomodado com as entrevistas com candidatos em geral. São todas muito parecidas. Ninguém sai do roteiro inofensivo. A sucessão de mandatos incompletos de Serra; a promessa de Dilma de que não ocorreria um novo apagão (ocorreu no dia seguinte)... enfim, falta alguém perguntar a todos eles em que um é distinto do outro. Aguardo entrevistas de verdade.



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