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terça-feira, 29 de setembro de 2009

Mostra Brasileira Cinema e Direitos Humanos na América do Sul

Da Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República:

Começa na próxima 2ª feira (5) a 4ª Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul
28/09/2009 - 17:26
Pablo Trapero, Raúl Ruiz, Tata Amaral, Francisco Lombardi, Walter Salles & Daniela Thomas, Jia Zhang Ke, José Padilha, Apichatpong Weerasethakul, Idrissa Ouédraogo e João Jardim são alguns dos cineastas com obras programadas na 4ª Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul, evento agendado para o período de 5 de outubro a 10 de novembro em 16 capitais brasileiras, com entrada franca.

Uma realização da Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República, com produção da Cinemateca Brasileira e patrocínio da Petrobras, a Mostra acontece em São Paulo (Cinemateca Brasileira e Cinesesc, 5 a 11/10), Rio de Janeiro (Cine Glória / Memorial Getúlio Vargas e Sala Caixa Cultural, 9 a 15/10), Natal (Auditório Sebrae, 7 a 11/10), Porto Alegre (Santander Cultural, 8 a 16/10), Belo Horizonte (Cine Humberto Mauro, 13 a 19/10), Teresina (Sala Torquato Neto, 13 a 19/10), Manaus (Centro Cultural Palácio da Justiça, 19 a 25/10), Fortaleza (Cine Benjamin Abrahão e CUCA - Centro Urbano de Cultura, Arte, Ciência e Esportes, 19 a 25/10), Rio Branco (Filmoteca Acreana, 19 a 25/10), Belém (Cine Líbero Luxardo, 22/10 a 1º/11), Maceió (Cine Sesi Pajuçara, 26/10 a 1º/11), Brasília (Centro Cultural Banco do Brasil, 26/10 a 1º/11), Recife (Cinema da Fundação Joaquim Nabuco e Teatro do Parque, 30/10 a 5/11), Curitiba (Cinemateca de Curitiba, 3 a 8/11), Goiânia (Cine Cultura / Sala Eduardo Benfica, 3 a 8/11) e Salvador (Sala Walter da Silveira, 4 a 10/11). Em todas as capitais acontecem sessões com audiodescrição e closed caption.


No total, estão representados dez países da América do Sul: Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai, Perú, Uruguai e Venezuela. A programação contempla longas e curtas-metragens de ficção ou documentais que tratam de temas como dos direitos da criança e do adolescente, da população afrodescendente, cidadania LGBT, população carcerária, das mulheres, das pessoas com deficiência, dos migrantes, da população cigana, da diversidade religiosa, ao meio ambiente sadio, à educação e à justiça, entre diversos outros.

Com 39 títulos na programação, o evento é dedicado a obras que abordam questões referentes aos direitos humanos, produzidas recentemente nos países sul-americanos. Entre os destaques está o longa-metragem “Histórias de Direitos Humanos” (filme de abertura no Rio de Janeiro, Manaus, Fortaleza, Recife, Goiânia e Curitiba) com 22 episódios de três minutos cada, assinados pelo argentino Pablo Trapero (do longa "Bonaerense"), o chinês Jia Zhang Ke (de “Still Life”), o tailandês Apichatpong Weerasethakul ("Tropical Malady") e o realizador de Burkina Faso Idrissa Ouédraogo (“África, Minha África”), além da dupla brasileira Walter Salles e Daniela Thomas.

“Histórias de Direitos Humanos” integra os Programas Especiais da Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul, seção que traz também “O Cavaleiro Negro” (filme de abertura em Porto Alegre e Brasília), de Ulf Hultberg e Åsa Faringer, uma produção baseada na história real do embaixador sueco no Chile Harald Edelstam que, durante o golpe militar de 1973, salvou centenas de pessoas da prisão e tortura dando-as asilo na Suécia. Outro programa especial exibe na íntegra a minissérie televisiva “Trago Comigo”, na qual a diretora Tata Amaral mistura ficção e realidade para abordar a ditadura militar no Brasil. Protagonizada por Carlos Alberto Riccelli, a obra traça um painel do ambiente social e político da época, intercalando depoimentos documentais de presos políticos que foram torturados.

Na seção Contemporâneos estão programados trabalhos recentes, como “Entre A Luz e a Sombra” (de Luciana Burlamaqui), longa inédito no circuito comercial que acompanha ao longo de sete anos uma atriz tornada voluntária social e seus encontros com uma dupla de rappers de sucesso formada por detentos do Complexo do Carandiru, em São Paulo. Ou o inédito no Brasil, “Unidade 25” (filme de abertura em São Paulo), uma produção argentina dirigida por Alejo Hoijman sobre uma impressionante prisão/igreja, local onde duas centenas de prisioneiros e 30 guardas compartilham sua devoção ao Evangelho.

Ainda na mesma seção estão os longas “Esse Homem Vai Morrer: Um Faroeste Caboclo” (Emílio Gallo, Brasil), documentário investigativo que revela como um sonho que atraiu um punhado de brasileiros até Rio Maria (Pará), se tornou uma sentença de morte para quatorze deles; “Bagatela - A Necessidade Tem Cara de Cachorro” (Jorge Caballero, Colômbia), outro inédito no Brasil, mostra como infrações banais resultam em sentenças elevadas, como o roubo de um frasco de colônia que pode ser punido com dois anos de prisão; “Sentidos à Flor da Pele” e “À Margem do Lixo”, ambos dirigidos por Evaldo Mocarzel; “Devoção” (Sérgio Sanz), uma abordagem do sincretismo religioso brasileiro; “Garapa”, mais recente trabalho do diretor do sucesso “Tropa de Elite” José Padilha, e o drama “O Signo da Cidade”, protagonizado por Bruna Lombardi, Malvino Salvador, Eva Wilma e Juca de Oliveira (filme de abertura em Rio Branco).

Inspirada pelo mote “Iguais na Diferença” (tema de recente campanha pela inclusão das pessoas com deficiência criada para a Secretaria de Comunicação Social e Secretaria Especial dos Direitos Humanos, ambas da Presidência da República), a Retrospectiva Histórica de 2009 reúne produções realizadas de 1949 a 1998, destacando nomes expressivos da cinematografia da região. É o caso do chileno Raúl Ruiz, que realizou “O Realismo Socialista” em 1973, e do peruano Francisco J. Lombardi, autor do sucesso “Não Conte a Ninguém” (1998). Dois longas-metragens brasileiros, que tratam de temas fortes e há muito fora de circulação, são recuperados pela programação: “Crueldade Mortal” (Luiz Paulino dos Santos, 1976), através de uma brilhante atuação de Joffre Soares, aborda questões ligadas ao idoso, tortura e segurança pública, enquanto que “Também Somos Irmãos” (José Carlos Burle, 1949), com elenco liderado por Grande Otelo, é considerado por estudiosos como o filme mais importante sobre a questão racial feito no Brasil.

Considerado projeto precursor na área de produção audiovisual dos índios no Brasil, o Vídeo nas Aldeias é foco da Homenagem desta edição. Criado em 1987, a partir de um experimento realizado por Vincent Carelli entre os índios Nambiquara, quando estes eram filmados e depois assistiam a suas próprias imagens, o projeto tornou-se um centro de produção de vídeos e uma escola de formação audiovisual para povos indígenas. Estão programados sete títulos do Vídeo nas aldeias, entre eles o longa-metragem “Corumbiara” (filme de abertura em Natal, Teresina, Belo Horizonte, Belém, Maceió e Salvador), vencedor este ano dos prêmios de melhor filme no Festival de Gramado e no Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental (Goiás), além de menção honrosa no É Tudo Verdade.

A 4ª Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul conta com apoio do Ministério das Relações Exteriores, da TV Brasil e da Sociedade Amigos da Cinemateca. As obras mais votadas pelo público são contempladas com o Prêmio Aquisição TV Brasil nas categorias longa, média e curta-metragem. A programação tem curadoria do cineasta e curador Francisco Cesar Filho.

Mais informações podem ser acessadas através do website www.cinedireitoshumanos.org.br.

4ª Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul
entrada franca em todas as sessões

CIDADES:

São Paulo - 5 a 11 de outubro de 2009
Sala Cinemateca Petrobrás - 110 lugares
Lgo. Senador Raul Cardoso, 207 - Vila Clementino - (11) 3512-6111
+
CineSesc - 326 lugares
Rua Augusta, 2075 - Cerqueira César - (11) 2087-0500

Rio de Janeiro – 9 a 15 de outubro de 2009
Cine Glória / Memorial Getúlio Vargas - 116 lugares
Praça Luís de Camões, s/ nº – Glória - (21) 2556-0781
+
Sala Caixa Cultural - 83 lugares
Av. Almirante Barroso, 25 - Centro - (21) 2544-4080

Natal - 7 a 11 de outubro de 2009
Auditório Sebrae - 120 lugares
Av. Lima e Silva, 76 - Lagoa Nova - (84) 3616-7944

Porto Alegre - 8 a 16 de outubro de 2009
Cine Santander Cultural - 85 lugares
Rua Sete de Setembro, 1028 – Centro - (51) 3287-5718

Belo Horizonte - 13 a 19 de outubro de 2009
Cine Humberto Mauro - 140 lugares
Av. Afonso Pena, 1537 – Centro - (31) 3226-7400

Teresina - 13 a 19 de outubro de 2009
Sala Torquato Neto - 140 lugares
Rua Álvaro Mendes, s/ nº – Centro - (86) 3222-7100

Manaus - 19 a 25 de outubro de 2009
Centro Cultural Palácio da Justiça - 80 lugares
Av. Sete de Setembro, 1546 – Centro - (92) 3248-1844

Fortaleza - 19 a 25 de outubro de 2009
Cine Benjamim Abrahão - 161 lugares
Av.da Universidade, 2591 – Benfica - (85) 3366-7773
+
CUCA - Centro Urbano de Cultura, Arte, Ciência e Esportes - 250 lugares
Av. Presidente Castelo Branco 6.417 – Bairro Ceará

Rio Branco - 19 a 25 de outubro de 2009
Filmoteca Acreana - 116 lugares
Av. Getúlio Vargas, 389 – Centro - (68) 3223-1210

Belém - 22 de outubro a 1º de novembro de 2009
Cine Líbero Luxardo - 86 lugares
Av. Gentil Bittencourt, 650 – Nazaré - (91) 3202-4321

Maceió - 26 de outubro a 1º de novembro de 2009
Cine Sesi Pajuçara - 163 lugares
Av. Dr. Antonio Gouveia, 1113 – Pajuçara - (82) 3235-5191

Brasília - 26 de outubro a 1º de novembro de 2009
Centro Cultural Banco do Brasil - 73 lugares
SCES Trecho 2 Lote 22 - (61) 3310-7087

Recife - 30 de outubro a 5 de novembro de 2009
Cinema da Fundação Joaquim Nabuco - 201 lugares
Rua Henrique Dias, 609 – Derby - (81) 3073-6689
+
Teatro do Parque - 740 lugares
Rua do Hospício, 88 – Boa Vista - (81) 3232.1553

Curitiba - 3 a 8 de novembro de 2009
Cinemateca de Curitiba - 105 lugares
Rua Carlos Cavalcanti, 1174 - São Francisco - (41) 3321-3252

Goiânia - 3 a 8 de novembro de 2009
Cine Cultura / Sala Eduardo Benfica - 98 lugares
Praça Cívica, 2 – Centro - (62) 3201-4670

Salvador - 4 a 10 de novembro de 2009
Sala Walter da Silveira - 200 lugares
Rua General Labatut, 27, Subsolo – Barris - (71) 3116-8124

Obs.: O que torna a mostra ainda mais interessante interessante é que de fato é brasileira, pois espalha-se por diversas capitais. Uma das formas para não piorar a carência de salas de exibição no país é prestigiar aquelas existentes. Percebam que em muitas delas estão sendo valorizadas salas fora de shopping centers, cinemas em centros culturais tiveram prioridade. É uma forma de não ter que lidar com restrições comerciais para a exibição. A mostra também comprova a viabilidade da audiodescrição, afinal é anunciado pela SEDH que as salas terão esse recurso. Aguardo para assistir a alguns dos filmes para comentar aqui.



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