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quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Bailes funk como patrimônio cultural - calma, é no Rio de Janeiro

Notícia da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro:

A letra do Rap da felicidade ("Eu só quero é ser feliz / Andar tranquilamente na favela onde eu nasci...") ecoou no plenário da Assembleia Legislativa do Rio na noite desta terça-feira (01/09), quando foi anunciada a aprovação, por unanimidade, de dois projetos relativos ao funk: o que revoga regras que dificultavam a realização de bailes funk no estado e o que confere status de movimento cultural ao estilo. Aprovados em discussão única, ambos serão enviados ao governador Sérgio Cabral, que terá 15 dias úteis para sancionar as propostas. “Os projetos foram escritos pelo movimento, o mérito é deles, que percorreram gabinetes e possibilitaram esta votação histórica onde corrigimos uma injustiça”, discursou o deputado Marcelo Freixo (PSol), que assina as duas propostas.

Para ler a notícia completa, clique aqui.

A princípio, o governo do estado dizia que a criminalidade teria se reduzido devido ao fechamento de bailes funk. Contudo, quando se presume que em todos havia atividades criminosas o estigma contra o morador da periferia aumenta bastante. Além disso, aumenta o tempo ocioso e o que seria investido em conquistas "amorosas" e encontros de amigos teria como única alternativa de lazer os bares.

Proibir os bailes funk porque a música é ruim gera preconceito e autoritarismo. Mesmo sendo quase todos muito ruins mesmo, cada um tem o direito de se expressar. Se parte da identidade da periferia já está associada no Rio aos bailes funk, então é justo que sejam vistos como patrimônio.

Proibir porque estimula crimes é confundir gênero e espécie. Em gênero, há o funk. Como espécies, há o gansta rap e os proibidões que, isolados de outras opções musicais dentro do mesmo gênero, incitam ao crime.

Antes usava-se mal a ideia de que era preciso regulamentar. A regulamentação abusiva sobre detalhes do funcionamento fazia com que fosse quase impossível manter bailes abertos. Com a nova regulamentação, respeita-se a normatização dos estabelecimentos, mantendo assim a presença estatal, mas sem que o poder público decida como as pessoas têm o direito de se divertir.

Apesar do que é produzido, foi uma medida produtiva.



2 comentários:

ique disse...

Achei estranho, mas ainda tenho um argumento fraco para debater. Tentarei encorpa-lo. Mas achei estranho ¬¬

Sérgio Coutinho disse...

Ique, enquanto encorpa o argumento, pensa em algo mais: é manifestação cultural que não depende do Estado. É economicamente autosustentável. Nada de leis de incentivo, patrocínios de órgãos públicos ou algo equivalente.

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