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segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Acessibilidade na comunicação para pessoas com deficiência intelectual

Enviado pela Marta:


Tenho tido o grande prazer de estar com Thiago, Bia e Mariana, jovens da ONG Carpe Diem que participaram do projeto Pipa, que discutiu questões relacionadas à sexualidade e escolha amorosa de jovens com síndrome de Down.

O Pipa foi um divisor de águas, não só prá eles, mas para seus pais (que participaram das mesmas Oficinas e descobriram que também tinham coisas prá aprender), profissionais que tiveram contato com eles e com o projeto (até o Paulo Baroukh, produtor do vídeo, passou a olhar a vida de outro jeito).

Thiago e Bia decidiram que seriam os porta vozes e têm desempenhado esse papel cada vez melhor nos eventos de que participam. Em 2008, foram a sensação do Congresso do Ministério da Saúde, com 4.000 pessoas.

Em todos os eventos eles mesmos falam sobre a acessibilidade, do que precisam para entender e participar.

Mas por alguma razão suas observações não penetram nas pessoas. Ouvem naquele momento e...esquecem.

Em agosto eles foram para o seminário de João Pessoa; participaram de duas mesas e Bia foi nossa Mestre de Cerimônias. Outro sucesso, outro impacto, outro destaque.

Na van de João Pessoa a Recife, onde tomaríamos o avião prá Sampa, o tema da acessibilidade apareceu. E como a gente tinha tempo, fomos conversando sobre isso.

De volta a Sampa, alinhavei essa apresentação, que foi enviada a eles. Fabiana, a facilitadora que estava conosco, acrescentou figuras e o texto.

Minha vontade é disponibilizá-la livremente. Fiz uma primeira apresentação no evento do CVI Brasil e vários militantes e pesoas de referência vieram me procurar e me escreveram, dizendo que nunca tinham pensado nisso.

O Carpe está preparando, com os jovens, um Manual de acessibilidade, também para ser amplamente disseminado. É mais um jeito de dar voz a esse segmento, o mais invisível dentre os invisíveis.

O que acham?

Carinho,

Marta Gil



2 comentários:

Luma disse...

Não somente jovens com sindrome de downs, mas todos os que possuem necessidades especiais deveriam ser contemplados com palestras, cursos para o preparo na vida, não somente sexual quanto profissional, social, etc.. Beijus

Rita Mendonça disse...

Show! Parabéns por estar trazendo essa discussão para outros ambientes. Inclusão só se consegue combatendo discriminação. E discriminação só se erradica com disseminação de conhecimento e derrubada de preconceitos.
Adorei a iniciativa de publicar esse texto.

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