Translate

sábado, 13 de junho de 2009

O que querem na USP?

Pela dificuldade para analisar as propostas da bucha-de-canhão, ou melhor, dos estudantes da USP, usados por movimentos anacrônicos, vou me socorrer de três perspectivas mais próximas àquela universidade do que eu, Marcelo Tas, Dalmo de Abreu Dallari e Sérgio Malbergier.

Para não ficar muito longo por aqui, fica a sugestão para que clique nos nomes para ler na íntegra.

De fato, fica evidente a tragédia da universidade brasileira que pouco produz ciência mas tem manifestações violentas por reivindicações que poderiam ter soluções por vias jurídicas ou administrativas. Com isso, sobram reivindicações e falta produtividade.

A falta de unidade entre as propostas é um sinal disso. Historicamente, organizações de professores e funcionários têm contado com a mobilização aguerrida de estudantes às suas metas mas interrompem toda a paralisação e voltam ao trabalho quando apenas uma é atendida: reajuste salarial. Por isso começo afirmando que estudantes costumam ser usados nessas manifestações.

O caráter anacrônico fica evidente por dois aspectos. Quando um funcionário é punido no serviço público brasileiro mas é liderança sindical logo se pressupõe a perseguição ideológica como argumento para reivindicar por meios violentos seu retorno ao trabalho. Foi o que aconteceu mais uma vez. E a PM agindo logo do começo dá a lembrança a funcionários e parte dos professores de outros tempos, décadas atrás, da intervenção militar sob uma ditadura. Por isso é algo duplamente anacrônico, usando dois argumentos de décadas atrás.

Tudo fica mais triste quando procuramos no São Google por inovações tecnológicas brasileiras, fóruns para reflexão humanística entre institutos, em outros termos, sobre a existência ou não de um espaço acadêmico brasileiro. É como OVNIs ou UFOs, muita gente diz que vê, alguns já fizeram contato mas faltam provas da existência.

Sobram sopapos e faltam ideias.

0 comentários:

Postar um comentário

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...