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domingo, 28 de junho de 2009

O "Bolsa Ditadura"

Millor já disse algumas vezes que a luta contra a ditadura foi convertida de militância em investimento.

Quem antes atacava bancos para financiar a luta armada pela democracia agora não precisa mais. As contas públicas estão escancaradas para serem atacadas por processos administrativos. Em troca, arquivos sobre desaparecidos continuarão tão secretos quanto as contas do Senado. Falta o bom senso das mães da Praça de Maio na Argentina, que rejeitaram gesto governamental semelhante em nome de informações sobre mortos e torturados.

No O Globo, hoje:

O assalto à bolsa da Viúva conseguiu o que 21 anos de perseguições não conseguiram, avacalhou a velha esquerda

De Elio Gaspari:

Se alguém quisesse produzir um veneno capaz de desmoralizar a esquerda sexagenária brasileira dificilmente chegaria a algo parecido com o Bolsa Ditadura.

Aquilo que em 2002 foi uma iniciativa destinada a reparar danos impostos durante 21 anos a cidadãos brasileiros transformou-se numa catedral de voracidade, privilégios e malandragens. O Bolsa Ditadura já custou R$ 2,5 bilhões à contabilidade da Viúva. Estima-se que essa conta chegue a R$ 4 bilhões no ano que vem. Em 1952, o governo alemão pagou o equivalente a R$ 11 bilhões (US$ 5,8 bilhões) ao Estado de Israel pelos crimes cometidos contra os judeus durante o nazismo.

Para ler a coluna completa, clique aqui.

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