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quinta-feira, 11 de junho de 2009

ABONG contra a violência no Campus da USP

Nota de repúdio da ABONG sobre a violência contra estudantes na USP


A Associação Brasileira de ONGs ( ABONG) vem por meio desta manifestar seu repúdio e profunda indignação com os atos de explícita truculência da Polícia Militar de São Paulo, apoiada pela atitude autoritária da Retoria da USP, contra funcionários/as, estudantes e professores/as que protestavam contra a presença do policiamento ostensivo que ,desde o ínicio do mês de junho, que tem se feito presente na referida Universidade.

Se já não bastasse a desnecessária presença de tal policiamento, que ao invés de garantir direitos na verdade ameaça e constrange, A PM paulista agiu na noite de 9 de junho seguindo a sua pior tradição de opressão pela força bruta.

Os/as manifestantes exerciam a sua liberdade e seu irredutível direito de dizer “não” a situações de injustiça a que estão submetidos/as. Sindicatos, associações ,entidades do movimento estudantil estavam sendo sujeitos dos seus projetos e lutas. A ação da PM paulista, a partir da demanda da Reitoria,ao usar da violência tenta transformar sujeitos em objetos,impede a palavra com bombas diversas e cassetetes. Imposição do silêncio no barulho das bombas e pancadas.

Por não aceitar em silêncio que fatos como este da USP possam acontecer aumentando a já imensa na lista cotidiana de violentas opressões é que a ABONG vem prestar sua solidariedade política a todas/a os que enfrentam a truculência e o autoritarismo de instituições públicas que ao invés de possibilitar que os sujeitos construam futuros dignos, justos e igualitários nos empurra para modos passados de um fazer político em que sujeitos e futuros eram negados.

São Paulo, 10 de junho de 2009


Associação Brasileira de ONGs


Obs.: Se o policiamento incomodava, não garantia segurança mas deixava a todos inseguros. Logo, não haveria por que mantê-lo já há muito tempo, a não ser que o objetivo fosse assegurar a continuidade não da segurança na universidade, mas às autoridades contra manifestações no Campus. Isso se torna explícito pela postura da reitora de nem mesmo receber jornalistas. Fala por meio de notas à imprensa.

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