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sábado, 14 de março de 2009

E a Índia quis ter um milionário

Quando tentei assistir a um episódio da novela Caminhos da Índia, pensei como seria estranha uma novela que fosse feita por norte-americanos, se passando a história em Alagoas, em que todos usassem jangadas como meio de transporte, vestissem chapéus de guerreiro e dançassem forró todos os dias antes de dormir. A história, sustentada por uma overdose de estereótipos, não me atraiu.

Hoje, assisti Quem quer ser um milionário?. Elenco falando hindi, gravado na Índia, com co-direção hindu, até direito a dancinha como Bollywood sempre faz, mas com extrema moderação nesse caso. Nunca estive lá, mas pareceu um país, não um pastiche. Agora, sim, é possível falar um pouco sobre o Oscar.

Australiano apresentando e outro ganhando como ator coadjuvante, filme mezzo hindu mezzo inglês como melhor filme, melhor filme estrangeiro para diretor que nem falava inglês, enfim o mundo não se encerra em meia dúzia de cidades dos Estados Unidos. É possível ver toda a sua diversidade no cinema americano.

Ok, ok. Alguém poderia afirmar que há filmes feitos nas diversas partes do mundo. Contudo, a indústria do cinema premiou de modo pioneiro um filme que nada tem de americano. Apenas mais um sinal de que o mundo está mudando e sem visão cosmopolita estaríamos todos cegos, como num Ensaio sobre a cegueira. A propósito, este filmado em São Paulo com elenco de vários países e não se acha isso nada estranho ao assistir ao filme. Mesmo Watchmen, cujo diretor tanto investiu na fidelidade aos quadrinhos, não resistiu em voltar a história a outros países.

Resumindo, adorei o filme. Gostei tanto que só comparei a outros filmes de alto impacto e que fizeram justiça às obras originais. Vá lá e diga o que achou.

1 comentários:

Adrualdo Catão disse...

Amigo, é a mesma idéia que tenho quando assisto à novela!
Abraços!

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