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sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Por que chamamos de democracia? - parte III

Segundo Lúcia Hippólito, na rádio CBN há dois dias, dos aproximadamente 130 milhões de eleitores que temos no Brasil pelo menos 20 milhões não votarão nas próximas eleições. A razão é a sua permanência em trânsito. O Tribunal Superior Eleitoral, tão preocupado com o exercício consciente do voto e pródigo em campanhas estimulando que o eleitor vote, ainda não sabe o que fazer com o caso do eleitor em trânsito. Apesar de ter demonstrado um interesse legítimo em "repatriar os votos" de brasileiros fora do país, basta que um cidadão se encontre no território nacional fora da sua cidade para ter o direito a não votar, justificando.

A propósito, considerando o caráter irrisório da multa em caso de não votar, quantas vezes esta multa já teve anistia e as facilidades para não votar quando o eleitor está fora da zona eleitoral, o voto brasileiro já é, na prática, facultativo. Falta apenas o bom senso de regulamentar o fim da (precária) obrigatoriedade.

1 comentários:

Mário disse...

A obrigatoriedade do voto tem de acabar. Direito que o cidadão sofre sanção se não o exerce não é direito, mas imposição autoritária mediante coação. Em qualquer das grandes democracias desse planeta o voto não é obrigatório.

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