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quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Notícias sobre o Grito dos Excluídos

Grito dos Excluídos mobiliza milhares de pessoas em todo o país

Mais uma vez, no dia 7 de setembro movimentos sociais e organizações da sociedade civil se uniram no Grito dos Excluídos. A mobilização teve o tema “Vida em primeiro lugar: Direitos e Participação Popular” e aconteceu em 25 estados brasileiros, além do Distrito Federal. O Grito dos Excluídos, que chegou neste ano à sua 14ª edição, é um espaço de protesto contra a exclusão social e de luta pela universalização dos direitos e por mudanças na política econômica. Milhares de pessoas espalhadas por todo o país, realizaram marchas, audiências e atos públicos contra o preço da energia elétrica, a criminalização dos movimentos sociais, em defesa de populações indígenas, quilombolas e do rio São Francisco. (fonte: MST)

Polícia tenta reprimir Grito dos Excluídos em alguns estados


A tentativa de frear manifestações populares novamente se fez evidente no país. Em Pernambuco, o 14º Dia dos Excluídos foi reprimido de forma violenta. A Polícia Militar do Estado utilizou cordões de isolamento, ônibus, carros e uma tropa de choque armada para tentar impedir que a manifestação acontecesse. Aqueles que tentaram romper o cerco policial foram agredidos pela polícia. Somente após cerca de três horas os manifestantes conseguiram passar pela barreira e iniciar o ato pelas ruas da capital pernambucana, Recife. No entanto, os carros de som que seriam utilizados na manifestação foram barrados. A organização do Grito dos Excluídos em Pernambuco divulgou nota de repúdio à ação da polícia.


A nota foi assinada por vários movimentos e entidades, entre elas a CPT. No Rio Grande do Sul, o comandante da Brigada Militar divulgou nota oficial "advertindo" os movimentos sociais de que "efetivos do policiamento ostensivo estariam devidamente instruídos e dotados dos recursos necessários" para entrar em ação, caso algo de anormal acontecesse, na visão da polícia.


O Grito no Estado acabou sendo realizado dentro do Ginásio da Federação dos Metalúrgicos. Em Goiás, o Grito teve como foco a ameaça de expulsão de 800 famílias de dois bairros na periferia de Aparecida de Goiânia, na grande Goiânia. A Justiça determinou que todo o aparato policial que fosse necessário deveria ser enviado para a manifestação a fim de barrar possível “invasão” que estaria sendo incitada pela CPT na região. A Polícia Militar e o grupo tático da polícia, a ROTAM, o aparato mais violento do Estado, estiveram presentes no Grito. A advogada e coordenadora nacional da CPT, Maria Madalena dos Santos, enviou no dia 5 de setembro à Justiça, documento solicitando a garantia da integridade física dos participantes do Grito. A manifestação ocorreu sem maiores problemas.

(fonte: CPT)

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