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terça-feira, 19 de agosto de 2008

De Cristovam Buarque sobre a UNE

Cristovam Buarque (foto à esquerda) publicou um artigo sobre a UNE no blog do Noblat. A ênfase é nas idiossincrasias (como eu gosto desta palavra) da instituição que, como afirma o senador, será capaz de fazer uma caravana nacional sem discutir os principais temas do país. Mesmo tendo por objetivo debater educação, saúde e práticas de sexo seguro, não mostraria em seus fundamentos que estão ligados à necessidade de uma revolução na sociedade brasileira.

O senador afirma que a classe média, maioria dos jovens universitários (não vamos nos distrair debatendo exceções da classe pobre; também não podemos confundir a classe pobre com a classe média baixa) sabe que seu padrão de vida cairá se houver uma real distribuição de renda no país. Então, seus objetivos não são revolucionários para não comprometer seus próprios interesses. Restringem-se a defender o PROUNI (voltado à classe média baixa) e o sexo seguro; a AIDS e as mensalidades seriam seus grandes problemas.

Buarque sustenta, também, que a defesa do governo Lula é parte do problema. A juventude se alia por ser um governo de origem de esquerda e porque Lula faria o que seria possível. Como bem observa Cristovam: "Ao limitar-se ao que é possível, a juventude envelhece".

É preciso, segundo o senador, que os jovens compensem a falta de capacidade dos velhos em lhes transmitir ideologias que respondam aos problemas do mundo, mostrando em seus ônibus da caravana que podem defender a educação universal (da básica à universitária) e o fim da exclusão social, com "os filhos dos trabalhadores na mesma escola dos filhos do patrão".

Se o artigo fosse um abaixo-assinado, eu já teria deixado minha assinatura.

1 comentários:

G. Caín disse...

As palavras do Cristavm soam como mnúsica aos meus ouvidos. Fiz parte do movimento estudantil durante algum tempo e ali aprendi o que é desilusão. A UNE de hoje sequer possui 1% da ideal da UNE de outrora, dos tempos da repressão, e antes, da democracia populista. A UNE de hoje não é um movimento, é uma instituição consolidada manipulada como bem quer pelos soldadinhos do PT, da UJS, do PCdoB e tantos outros. A UNE é uma (des)ilusão brasileira.

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