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quarta-feira, 2 de julho de 2008

Campanhas contra o MST

Ministério Público de RS tenta “acabar” com o MST


No dia 23 de junho, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) apresentou documentos que provam a tentativa do Ministério Público Estadual (MPE) do Rio Grande do Sul de dissolver o movimento. Uma das provas é uma ata do Conselho Superior do Ministério Público, em reunião no dia 3 de dezembro de 2007, na qual consta que o MPE decidiu proibir qualquer deslocamento de trabalhadores sem terra, como marchas e caminhadas, na intenção de desmobilizar os acampamentos do MST no Estado. A decisão também inclui intervenções em escolas de assentamentos e criminalização de lideranças. Segundo o movimento, desde o ano passado, o MPE já coloca em prática o que foi decidido na reunião do Conselho. Camponeses que se encontravam em acampamentos localizados em áreas cedidas, foram despejados. Já as famílias do acampamento de Nova Santa Rita, localizado em uma área de assentamento, foram impedidas judicialmente de entrar ou sair do local. O MST já recebeu diversas manifestações de apoio da população, de entidades, escritores, parlamentares e representantes do meio acadêmico. (fonte: MST)

Deputado ruralista tenta criminalizar movimentos sociais


O deputado federal Abelardo Lupion (DEM-PR), da bancada ruralista, pediu que o governo brasileiro aplique a Lei de Segurança Nacional (Lei 7.170/83) que tem o objetivo de criminalizar as manifestações de movimentos sociais. O pedido foi feito durante uma audiência pública da Comissão de Agricultura em Brasília, no dia 18 de junho. No entanto, o ministro da Justiça, Tarso Genro, negou a solicitação e alegou que a lei só será aplicada se as manifestações colocarem em risco a segurança nacional. Neste caso, ela valerá também para as manifestações de grandes produtores rurais, representantes do agronegócio, em agências bancárias, por exemplo. Há três anos, Lupion já havia tentado transformar manifestações populares em crime. Ele pediu, em relatório paralelo ao da CPI da Terra, que as ocupações de terra por movimentos sociais fossem consideradas crime hediondo e ato terrorista. O relatório inicial, de autoria do deputado federal João Alfredo (PSOL-CE) foi rejeitado pela CPI. (fonte: MST)

1 comentários:

Mário disse...

Quem criminaliza o MST e "movimentos sociais" congêneres não é o ministério público, ou um deputado ruralista, ou um partido de direita. Quem o faz é a lei! Invadir, roubar, depredar, bloquear estradas e ferrovias, matar, sequestrar, depredar patrimônio público, coagir, destruir décadas de trabalho de pesquisa em laboratórios públicos ou privados, e tudo isso com patrocínio de dinheiro público - que vai para uma "instituição" sem registro ou existência legal - é CRIME. Mas tem quem ache bonito chamar isso de "movimento social", por isso toleram toda essa violência que vem de um movimento político terrorista cujo objetivo é tão somente implantar o socialismo ou pelo menos garantir uma boquinha com dinheiro público. O MST é meio de vida para toda sorte de malandros e gente de má fé que fazem do proselitismo ideológico um meio de vida, sem nada produzir de útil para a sociedade. Já passou da hora de retomarmos o bom senso e chamarmos as coisas pelo nome. Não é "movimento social" coisa nenhuma, é quadrilha mesmo! E quadrilha patrocinada com dinheiro público. Parabéns ao Ministério Público do RS. Assim são os "reformadores do mundo", esses "intelectuais", "arautos do novo homem" e do "novo tempo", relativistas e amorais, valem-se de toda sorte de barbaridades para implementar seu sonho revolucionário, mas quando a coisa engrossam adoram se fingir de vítimas, de "oprimidos". Só para ilustar o que eu digo, vide a declaração cínica do Senador Aloísio Mercadante ontem, sobre a libertação de Ingrid Betancourt, afirmando que sequestro é coisa incocebível, absurda, intolerável, principalmente como forma de luta política. É mesmo senador!? Diz isso então pra os Dirceus, Dilmas, Mincs e outros notórios sequestradores que pululam no seu partido ou fazem parte desse governo! Nada mais esclarecedor do que deixar um esquerdista expor a sua "moral superior", que apela para os direitos humanos, ao mesmo tempo em quem esmaga, dizima, e comete friamente os mesmo crimes aos quais denuncia. Típico, é da natureza daqueles imbuídos na "causa revolucionária". Enfim, a lógica é simples: "se é dos nossos, não é crime, se é 'do outro lado', aí pau neles e o rigor da lei!"

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