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quarta-feira, 25 de junho de 2008

Mais uma tentativa de mobilização em Maceió

Após o Fórum Permanente contra a Violência, o Movimento da Sociedade Civil contra o Crime e iniciativas sindicais, mais uma vez Maceió tenta integrar organizações diversas. Ruth Vasconcelos publicou interessante análise da nova tentativa no jornal Gazeta de Alagoas nesta semana. Segue o artigo.

O "novo" e o 'Velho" na conjuntura da segurança pública

Alagoas vive um momento especial em sua história política. Contingências históricas, compostas porfatores locais e nacionais, favorecem o desenho de um cenário de mudanças mais esperançoso para todos. Um fato "novo" é a participação de instituições políticas, jurídicas e policiais no encaminhamento de medidas de segurança voltadas para aprote-ção e a defesa dos cidadãos alagoanos. A atuação da Polícia Federal, da Justiça Estadual e do Ministério Público Estadual está tendo um efeito prático no campo da segurança, mas principalmente está produzindo um efeito subjetivo importante, na medida em que nos sentimos melhor representados e acolhidos pêlos órgãos públicos que têm a função precípua de defender nossos interesses no espaço social.

Não podemos ser tomados por um entusiasmo ingénuo, acreditando que essas ações serão suficientes para reverter os índices de violência no Estado, nem tampouco podemos acreditar que possam barrar, definitivamente, as práticas de corrupção presentes em nossas instituições públicas e privadas. Mas, podemos ter a certeza de que algo mudou, ainda que o "velho" se mantenha através das desigualdades sociais e da estrondosa concentração de renda existente na terra dos marajás.

O "novo" é o "Fórum pela Vida e pela Paz", constituído por "setores organizados e desorganizados" da sociedade civil alagoana, que está sintonizado com o desejo de uma sociedade menos intolerante e desamorosa. O "novo" é uma equipe de governo com disposição de atuar, juntamente com o "Fórum pela Vida e pela Paz" na produção de um programa de valorização da vida, capitaneado por Antanas Mockus, ex-prefeito de Bogotá.

O "velho" são os crimes depis-tolagem que continuam assustando a população; o "novo" é crack que tem golpeado de morte nossa juventude. Entre o "velho" que se reproduz e o novo que se, insurge, tenho esperança de que a sociedade alagoana irá despertar para seu necessário engajamento nas políticas de valorização da vida, com a certeza de que. a polícia não consegue reverter sozinha esse cenário desolador, de inúmeras perdas de vidas, se não houver a colaboração de cada pai, mãe, filho, educador, padre, pastor, pai de santo, jornalista, político, policial etc, vivente nesse Estado. O "novo" pode vir para ficar; mas, também, pode ser apenas uma "nuvem que passa". É preciso participar e se manter vigilante na fiscalização e controle das políticas sociais em nosso Estado, exigindo que venham em favor da vida.

(*) É professora da UFAL e coordenadora do Núcleo de Estudos sobre a Violência em Alagoas - Nevial/Ufal.

Obs.: Mais uma vez, a classe média integra algumas organizações em Maceió com a esperança de atingir o estado. Novamente, espera-se que se consiga agregar entidades representativas da periferia de Maceió, que é todo o restante do estado. Os movimentos anteriores tiveram em suas marchas lideranças da capital sem repercussão no interior.

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