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quinta-feira, 29 de maio de 2008

Combatendo a baixaria na TV

Deu no Visgo de Jaca:

A TV Pajuçara e a TV Alagoas receberam duas notícias que podem ter um baque e tanto na audiência dos seus programas policialescos. A primeira vem do Ministério Público Federal, que quer acabar com essa história de levar ao ar o supra-sumo do mundo cão alagoano.

Nada mais de “notícias e imagens de pessoas presas e interpeladas de forma desrespeitosa por repórteres; corpos de pessoas assassinadas, atropeladas (muitas vezes esfacelados) e notícias de violência de toda ordem, muitas vezes praticadas contra crianças e adolescentes”.

Pelo menos é isso o que relata a procuradora da República, Niedja Kaspary, nas duas recomendações encaminhadas às emissoras de TV. Na visão dela, os programas exibem conteúdo inadequado para crianças e adolescentes, tendo em vista o horário de transmissão, que é o início da tarde.

A outra notícia ainda está em fase de maturação e deve contaminar os outros veículos de comunicação. O Conselho Estadual de Segurança Pública estuda a idéia de proibir a imprensa de entrevistar presos em delegacias, “salvo com autorização expressa em documento subscrito por duas testemunhas que não sejam policiais”. A proposta está no rol de idéias da I Pré-conferência de Segurança Pública.

Jogando as duas notícias numa só caldeira, não seria nada precipitado prever um futuro nebuloso para os programas Fique Alerta e Plantão Alagoas. Os dois vivem do imediatismo das ocorrências policiais. Não dá pra imaginar um repórter tendo que providenciar duas testemunhas no meio da rua para assinar um documento que será redigido sabe-se lá como. E sem entrevista, não vai ter mais “imagens de pessoas presas e interpeladas de forma desrespeitosa por repórteres”, como quer Niedja Kaspary.

Onde o Ministério Público ainda não tiver se manifestado, fica uma sugestão aos telespectadores incomodados. Juntem gravações de, pelo menos, três programas em dias alternados (vale baixar pelo Youtube) e leve à sede do Ministério Público com um pequeno requerimento onde descrevem em resumo o que aparece nos programas, que a fundamentação jurídica é a dignidade da pessoa humana na Constituição Federal e peçam providências (assim genericamente mesmo).
Depois disso, basta visitar o MP uma vez por semana para saber quem é o promotor responsável e cobrar dele(a) alguma iniciativa.

E parabéns à Niedja Kaspary.

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