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sábado, 15 de março de 2008

Sobre educação indígena

Cinco dias atrás, foi aprovada a lei que regulamenta o ensino de tradições indígenas e afro-brasileiras no ensino fundamental e no ensino médio no Brasil.

Veio em boa hora a dissertação de Gérson Alves da Silva Júnior, Política de Assimilação: educação escolar indígena em Alagoas a partir da Constituição de 1988. A defesa foi na última sexta-feira, na ESAMC. Agora Mestre em Educação Brasileira, Gérson defendera, entre outras questões relevantes, que tanto na escola indígena quanto na inserção de tradições indígenas nos currículos escolares a idéia de índio ainda é muito restrita no Brasil.

Segundo Gérson, apenas o índio em aldeias é visto pelo Estado brasileiro como tal. Todos os indígenas que convivem em cidades com as demais e todos aqueles que já não se consideram indígenas não são levados em consideração no censo nacional. Constituem, assim, apenas aproximadamente 0,5% da população considerada indígena, um contingente, portanto, sem expressão nacional, sem força política para pressões populares e sem visibilidade pública.

A educação indígena, tanto em escolas especiais quanto na adaptação de currículos escolares e mesmo no ensino profissionalizante e superior precisam atingir todo o contingente indígena e redescobrir aos olhos do restante da população o significado étnico particular de cada nação. Não é possível considerar os povos indígenas como uma massa uniforme, o que é outra arriscada tendência na educação especial.

Para ouvir a defesa da dissertação do Gérson, clique aqui.

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