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terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Sugestão que vi em Minas

Enquanto estava em Belo Horizonte, pude constatar uma idéia simples e muito eficiente. Nos cinemas da rede Cinemark do Shopping Pátio Savassi, há um espaço interessante logo após as primeiras fileiras de cadeiras. Nesse espaço, situam-se cadeiras alternando-se com espaços para cadeiras de rodas. Atrás das cadeiras, consta "Espaço para acompanhante" (ver foto ao lado - lamento a escuridão).

É bem diferente do que pude constatar em Olinda, nos cinemas do Shopping Tacaruna (não lembro qual era a rede). Havia um espaço elevado antes das cadeiras. Nessa plataforma, bem sinalizada e com espaços para pipoca e refrigerante à frente, caberiam duas cadeiras de roda. Eram algumas plataformas distribuídas no cinema (foto ao lado).
A idéia também é boa e fácil de adaptar para cinemas pequenos, mas traz consigo um problema ligado às políticas públicas sobre pessoas com deficiência.

O problema é o binômio "integração x inclusão". Ser incluído num ambiente não significa se integrar aos demais. Na segunda opção, a pessoa com deficiência não tem direito a ir com alguém que não precise de cadeiras de rodas, nenhum amigo (a), nenhum parceiro (a). Desse modo, permite o acesso ao cinema mas segrega da plena partilha da diversão. Na primeira opção, presume a parceria, torna mais agradável a permanência. Na segunda opção, as cadeiras ocupam a extremidade direita do cinema, chamando a atenção e se situando num ambiente mais elevado. Na primeira opção, situam-se entre as fileiras de assentos permitindo fazer parte da mesma experiência sensorial dos demais e integrar-se ao espaço.

Lembremos que muitos shoppings centers novos estão surgindo em todo o mundo em todo momento. Lembremos também que os engenheiros são responsáveis pelas obras durante os seus cinco primeiros anos após o começo do uso. Portanto, é possível cobrar a adaptação mais interessante nos shoppings mais novos e sugerir adaptações nos mais antigos.

Quem souber de outras experiências bem sucedidas em cinemas, teatros, casas de shows, favor avisar.

1 comentários:

Nadja disse...

Dentro do que foi comentado no post, vi algo que achei interessantíssimo nesta última edição do Pré-caju e que agora compartilho contigo.
No circuito que lá fora montado, chamado de corredor da folia, percebi a existência de verdadeiros camarotes totalmente projetados para que cadeirantes, assim como seus acompanhantes, pudessem participar dos festejos num ambiente adaptado. Anote-se, também, que a participação deles não se resumiram a ficar neste local montado pela prefeitura: durante todo o percurso - de mais de seis quilômetros, creio - vi a preocupação daquela em ajustá-lo de maneira a incluir o folião deficiente físico.
Segue um link que achei do próprio site da Prefeitura Municipal de Aracaju que trata um pouco disso < http://www.aracaju.se.gov.br/index.php?act=leitura&codigo=33782 >

Abraços

Nadja Marinho

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