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segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Na semana passada

De volta à programação normal após as férias do blog, segue uma interessante notícia da semana passada.

Jornal Primeira Edição
Movimento contra a criminalidade no estado é criado

(04/01/2008 21:32)


Em reunião ocorrida na quinta-feira, na sede do Sindicato dos Policiais Federais de Alagoas (SINPOFAL), lideranças sociais, intelectuais e personalidades políticas criaram o Movimento Social Contra a Criminalidade em Alagoas (MSCC). O objetivo é acompanhar as ações decorrentes da "Operação Taturana", desencadeada pela Polícia Federal no último mês de dezembro. O grupo pretende pressionar os poderes públicos e mobilizar a sociedade para que os crimes apontados pela PF não fiquem impunes.

Como ação previa, já ficou deliberado que o MSCC irá ingressar com representação no Ministério Público Federal requerendo o afastamento dos membros da Mesa Diretora Assembléia Legislativa apontados pela PF como integrantes da organização criminosa que desviou mais de R$ 200 milhões do erário.

O grupo pretende ainda agendar audiência com o Ministro da Justiça, Tarso Genro, em Brasília, para tratar da questão. Além disso, também haverá agendamentos de visitas ao Tribunal de Justiça de Alagoas e ao Tribunal Regional Federal. "Queremos que as investigações sejam aprofundadas, e os culpados, punidos", diz Jorge Venerando, presidente do SINPOFAL.
Posição semelhante tem o professor e sociólogo Cícero Albuquerque. "Paira na sociedade aquele sentimento de impunidade, uma vez que criminosos como os envolvidos na Operação Gabiru continuam soltos. Precisamos mobilizar os movimentos sociais e cobrar das autoridades um enfrentamento mais duro ao crime organizado".

A pressão popular também foi o ponto principal defendida por Girlene Lázaro, presidenta do Sindicato dos Trabalhadores em Educação (SINTEAL). Para ela, o grupo que criou o MSCC tem que ser ampliado, por meio de convites aos demais integrantes da sociedade civil organizada. "Estamos vivendo um momento ímpar em nosso Estado. Precisamos mobilizar mais entidades para não deixarmos esse momento passar em vão", enfatizou.

Nessa mesma linha, Gilberto Irineu, presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB/AL, reforçou a necessidade de ampliação do movimento popular e acrescentou que a Ordem de Advogado do Brasil, há algum tempo, possui o mapa do crime organizado em Alagoas. "Já entregamos, inclusive, cópia à Polícia Federal".

Após mais de três horas de debates e deliberações, ficaram estabelecidos alguns encaminhamentos. Além das visitas já citadas, o grupo decidiu pela organização de ato público, em data ainda a ser definida, e pela confecção de nota pública a ser veiculada na imprensa e em todo meio de comunicação possível. Ficou marcada nova reunião para o próximo dia 9, às 16 horas, no auditório da OAB, para a qual serão convidadas outras entidades e personalidades públicas que vêm se preocupando em discutir os problemas sociais ema Alagoas.

Além das personalidades e sindicatos já citados, vem participando das reuniões do recém criado MSCC o Sindicato dos Policiais Rodoviários (SINDPRF) o Sindicato dos Servidores do Judiciário Federal e MPU (SINDJUS), o Sindicato dos Urbanitários, o Sindicato dos Trabalhadores em Seguridade Social (SINDPREV), o Sindicato dos Servidores Públicos de São Miguel dos Campos (SIMESC), o Sindicato dos Médicos, Sindicato dos Taxistas, a Central Única dos Trabalhadores (CUT), a Marcha Mundial das Mulheres e o vereador Thomaz Beltrão.


Ainda enquanto viajava, fui convidado para integrar o movimento e, evidentemente, já aceitei o convite. Teremos novidades.

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