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segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Educação, Violência e o incrível Huck

Luciano Huck escreveu um artigo, publicado na última semana na Folha de São Paulo, sobre a violência em São Paulo. Protestava contra o roubo do seu relógio quando estava no carro de um amigo.

Ele começa seu texto informando que, caso tivesse morrido, seria manchete no Jornal Nacional pelo óbito e estaria nas páginas policiais da própria Folha. Comoveria o governador, o presidente da República e uma multidão ficaria triste. Para puxar o debate sobre segurança pública, recomenda o exemplo do Capitão Nascimento em "Tropa de Elite" mas, em seguida, confessar ter descoberto que a história era ficção. Proclama seu imposto de renda (jura que paga uma fortuna), elogia sua carreira na TV e promove sua ONG, tudo no espaço de poucas linhas do artigo. Incrível a síntese da própria vaidade. Reclama do Mano Brown, do Lobão, do João Dória, traz o interessante número de 10 pontos de interrogação, mostrando o quanto passou subitamente a querer conhecer o problema.

Após publicar seu texto, foi severamente criticado pela imprensa nacional, por líderes de movimentos sociais, por leitores dos órgãos de imprensa. Sua resposta, nas páginas amarelas da Revista Veja consistiu em chamar seus leitores dissonantes de "um monte de manés".

Luciano Huck deu uma lição ao Brasil em seu mal escrito artigo. Mostrou a importância da educação para enfrentar a violência. Afinal, se ele tivesse estudado mais antes de escrever seu texto, se tivesse procurado se informar para, pelo menos, responder às infindáveis perguntas que acompanham seus parágrafos, teria produzido um artigo coerente. Concordo com Luciano, sem educação, não é possível combater a violência. Afinal, não é possível conhecê-la e articular propostas com alguma lógica.

Tão inconsistente quanto o já póstumo movimento "Cansei", seu artigo mostra alguém que não sabe receber críticas, que se sente profundamente abalado ao primeiro sinal de perda em seu patrimônio, tão vaidoso que até para se inserir num debate de grande importância (a crise da segurança pública nas grandes cidades) precisa se promover.

Para uma análise mais detalhada das inconsistências do manezinho do caldeirão, sugiro a leitura do artigo de Ruth Aquino publicado na Revista Época.

Sugiro também que o manezinho vá estudar em vez de perturbar a opinião pública. Ou vá comprar um rolex novo para substituir o que foi roubado e descanse.

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