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quarta-feira, 5 de setembro de 2007

Aspectos centrais para o treinamento de quadros

Bruno Lima Rocha, responsável pelo site Estratégia e Análise, doutorando em Ciência Política pela UFRGS, apresentou a pesquisa que se segue no Grupo de Trabalho Democracia, Dominação Social e Emancipação, do CISO.

O tema do artigo tem como objeto de estudo o treinamento de quadros para militantes de organizações políticas com ingresso seletivo. O modelo proposto está na contra mão dos tipos de partido político apontados na teoria neoinstitucionalista como de funcionamento ideal da democracia representativa. Só é possível desenvolver este tipo ativismo político, se o partido ou organização observar o elemento fundamental para seu funcionamento. Isto é, se estudarmos os quadros do partido. Estamos portanto nos apropriando de uma idéia ampliada de quadro; ou organização política integrada e com dedicação semi-exclusiva. Este não é apenas o membro de uma organização com funções de responsabilidade ou no manejo de aparelho burocrático, mas sim e necessariamente o indivíduo que reproduz e leva adiante as distintas tarefas elegidas por uma organização política como fundamentais para sua missão institucional. Dentro de uma proposta de radicalização democrática, a polifuncionalidade, priorizando o empoderamento popular e não a ocupação de postos dentro do Estado é a via de opção estratégica. Debater estes fundamentos e suas possíveis realizações é o que se propõe o presente trabalho.

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