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segunda-feira, 13 de agosto de 2007

Um milhão de brasileiros iluminados


Fábio Rosa (foto), engenheiro agrônomo do Rio Grande do Sul, desde os anos 1980 tem implantado projetos de eletrificação rural nas regiões mais pobres do Sul do país. Com um sistema "monofásico", podia realizar o que fora pesquisa do por Ennio Amaral na Escola Técnica de Pelotas. Como dizia o próprio Rosa em cada município em que chegava, os pequenos agricultores teriam eletricidade em seus lares pelo preço de uma vaca.


Entre 1990 e 1993, foi criado o Pró-Luz, eletrificando 25 mil casas em 42 municípios, com finaniamento do BNDES e apoio da Ashoka. Em 1992, Rosa criou a STA Agroeletro e começou a espalhar energia solar fotovoltaica em todo o Brasil, lidando com cercas 85% mais baratas do que aquelas oferecidas até então.


Em 2001, Fábio Rosa foi um dos 40 empreendedores sociais que a Fundação de Empreendedorismo Social Schwab, de Genebra, premiou. Ganhou também o Tech Museum of Innovation Award, numa seleção em que constavam 400 candidatos ao prêmio e apenas cinco foram escolhidos. Em 2002, programas voltados à utilização de energia solar nos Estados Unidos o procuraram para usar seus projetos por lá.


Até hoje, em menos de 20 anos, mais de um milhão de brasileiros devem a existência de energia elétrica em suas casas a projetos de Fábio Rosa. A Revista Época, ao falar sobre os resultados dos projetos de Fábio, lembrou que é conhecido em muitos países como "o gaúcho elétrico". Quem já tinha naturalizado em seu corpo o cheiro de querosene podia desfrutar de perfumes, desodorantes, podia dançar sem receios em bailes do interior. A revista destacou o enorme impacto sobre hábitos para a convivência social.


Não era possível imaginar até que ponto poderiam chegar as conseqüências do que começou muito antes das fontes de energia renováveis e a energia elétrica rural de baixo custo tornaram-se expressões correntes no vocabulário do mundo.

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