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sexta-feira, 8 de junho de 2007

Protestos contra cúpula do G8

"Juan Carlos Verruma Heiligendamm (Alemanha), 8 jun (EFE) - Os movimentos de oposição à globalização avaliaram hoje positivamente os protestos contra a cúpula do G8 (sete países mais ricos mais a Rússia) no balneário alemão de Heiligendamm, no qual conseguiram penetrar por terra, mar e ar, além de terem conseguido bloquear seus acessos por estrada.

"Conseguimos bloquear todo o tempo a cúpula por terra", afirmou satisfeita Lea Voigt, porta-voz da campanha Block-G8, organizadora dos protestos. Ela ressaltou que as autoridades foram obrigadas a abastecer Heiligendamm por mar e ar.

Durante o ato final do movimento antiglobalização em Rostock, Voigt disse que, segundo advogados da organização, a Polícia prendeu cerca de 1.200 pessoas nos três dias de protestos, 500 nos bloqueios de estradas, embora todas tenham sido liberadas poucas horas depois.

De forma predominantemente pacífica, no primeiro dia da cúpula milhares de ativistas conseguiram burlar o bloqueio policial e alcançar, através de campos e florestas, a cerca de segurança de Heiligendamm para iniciar um assédio que só terminou hoje de manhã, quando começaram a deixar o local.

"Nós marchamos para que eles vão embora", disseram os participantes das manifestações. Nas duas últimas noites, os ativistas dormiram em sacos sobre o asfalto e conquistaram seu objetivo de isolar por terra os homens mais poderosos do planeta.

Na quinta-feira, o Greenpeace pôs em xeque a segurança marítima do evento, usando vários botes infláveis rápidos para tentar chegar ao balneário, até serem interceptados.
Hoje, dois manifestantes em um balão violaram o espaço aéreo da cúpula e foram obrigados a aterrissar por helicópteros policiais.

Na última ação espetacular antes do encerramento, o balão partiu esta manhã da praia de Evershagen (leste de Heiligendamm). Nele estavam pendurados cartazes gigantes com o texto "G8 act now" (G8, aja agora) riscado com a palavra "failed" (fracassou).
O balão foi interceptado pela Polícia à altura de Lichtenhagen, nas proximidades de Rostock, quando estava a quase 20 quilômetros de Heiligendamm.
Uma porta-voz do Greenpeace disse que três helicópteros policiais se posicionaram de tal forma no ar que seus motores empurraram o balão em direção à terra, onde foi imediatamente capturado e confiscado por policiais, e os ocupantes foram presos.

Após os graves conflitos de sábado no porto de Rostock, a Polícia e os manifestantes temiam que os atos de protesto convocados ao redor de Heiligendamm culminassem em violência.

Com a exceção de ações cômicas isoladas, os três dias de protestos e manifestações transcorreram de forma pacífica e até festiva. Com atos criativos, os ativistas conseguiram surpreender as forças de segurança várias vezes.

Devido ao caráter pacífico das ações e à ausência do temido "Bloco Negro" - formado por manifestantes encapuzados extremamente violentos -, a Polícia optou por não aplicar uma sentença ratificada pelo Tribunal Constitucional Alemão que limitava consideravelmente os protestos.

A sentença proibia a realização de concentrações ou manifestações em um raio de 5 a 10 quilômetros da cerca de segurança em torno do balneário de Heiligendamm."
Fonte: Yahoo! Notícias

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