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domingo, 4 de fevereiro de 2007

O início do reinado de Téo Vilela

O economista Téo Vilela completa hoje um mês de seu mandato.Herdeiro de parte de uma usina, dono de uma fatia da empresa alimentícia Socôco,senador três vezes e ex- presidente do PSDB durante o governo do presidente Fernando Henrique Cardoso o atual governador de Alagoas surpreendeu as urnas quando derrotou com 55,85% dos votos válidos o líder nas pesquisas Deputado Federal João Lyra.

Sem ter uma expressão política forte,apesar de sua vasta trajetória, Téo foi eleito graças ao apoio dos ex-governadores Ronaldo Lessa e Luis Abílio e com a bênção do Senador Renan Calheiros seu grande aliado ao longo dos anos.Na verdade,foi esse aliado “talvez” o maior peso de sua campanha.Outro dia ouvi um comentário que me chamou atenção:uma semana com Renan foi, sem duvida, mais proveitosa que um mandato inteiro espalhando outdoors e pintando muros com uma cor extravagante para demonstrar que ali poder-se-ia fazer a diferença.De fato,quem o fez não mentiu,o proveito foi tanto que rendeu a cadeira no Palácio de vidro.

Passado precisamente o primeiro mês de seu mandato é fácil perceber a diferença de um governo para outro,depois de oito anos de um mandato que variou de PSB para PDT e de Ronaldo para Abílio Lessa assumiu o governo do Estado em 1998,um ano após a crise que culminou no ato histórico de sete de julho de mil novecentos e noventa e sete e que tirou do governo Divaldo Suruagy.Na época,o Estado tinha problemas com as letras do tesouro,com o acordo dos usineiros,a gangue fardada,a defasagem escolar e principalmente a dês-credibilidade com a qual os servidores públicos eram tratados num ato de desrespeito as condições básicas de seres humanos e de prestadores de serviço a população.

Nos primeiros anos do mandato, Lessa, empenhou-se em moralizar o serviço público através de concursos transparentes e que devolviam ao povo a possibilidade de ter seu emprego decentemente sem barganhar a ou b.Na segurança,o povo conseguiu ver desbaratada a famosíssima, por seus crimes,gangue fardada(uma perna podre dentro da segurança publica que era responsável por crimes perversos que chocaram o estado);na educação o principal avanço foi a reforma feita em todos os prédios,a eleição para diretoria escolar,a merenda,o bolsa escola cidadã,a valorização profissional da categoria,enfim,talvez tenha sido na educação que finalmente podemos ter visto grandes avanços nos últimos tempos.Há ainda de se frisar na segurança a criação do departamento de gerenciamento de crises da polícia militar e o premio nacional de direitos humanos que por vezes seguidas a mesma conquistou. Na saúde, pode-se destacar a construção do hospital de Arapiraca e o investimento em viaturas da SAMU para atendimento emergencial de ocorrências.

Poderia ainda continuar a destacar outros pontos positivos do governo passado,apesar de ter claro que outros avanços poderiam ter sido feitos e que haveria ainda outras formas de ver o estado evoluir.Porem,ainda há um ponto que gostaria de destacar:o do pagamento salarial.O ultimo período foi marcado principalmente pela credibilidade do servidor publico.O que há anos atrás não acontecia, toma conta do estado como um todo.

O governo priorizava o pagamento de salários em detrimento de qualquer outra coisa.O comercio,voltou a movimentar sua economia baseado nos dias de pagamento da folha do estado e o servidor publico teve de volta o credito mesmo quando não tinha o nome limpo no Serviço de Proteção ao Credito SPC ou SERASA.

O ano começou e como um golpe no bolso do servidor o novo governo cortou o aumento salarial concedido no mês de setembro, negando todos os acordos e a própria lei promulgada ainda no ano passado que garantia, dentre outros benefícios, a isonomia salarial para os servidores da educação.Como argumento para tamanho feito,o governador Vilela citou um buraco deixado pelo antigo governo e o receio de ser surpreendido pela Lei de Responsabilidade Fiscal.Argumentos que não foram aceitos e foram,inclusive,contestados com números pelos ex-governadores que chegaram a pagar a folha com reajuste,exceto a isonomia que havia ficado para janeiro.

Em resposta,uma greve geral foi decretada no dia 18 de janeiro.Policiais civis,médicos,professores e demais servidores ligados a estes setores cruzaram os braços e num grande ato ocuparam a secretaria da Fazenda onde com apoio de outros movimentos sociais como o MST,MTL,MLST,o Movimento Estudantil,a CUT e seus sindicatos permaneceram por uma semana.Tendo a expectativa frustrada de chegar a um acordo para o fim da greve os servidores desocuparam a fazenda e deram uma pausa para continuar as mobilizações.Ontem,31 de janeiro,os servidores ocuparam a Secretaria de Educação e lá dizem que vão ficar até a resolução do impasse gerado nos primeiros dias de mandato e agravado com as ultimas decisões governamentais.Pelo visto ainda teremos muito que batalhar.

Como prioridade a gente vê na destinação dos recursos o governo negociou o fim da greve dos policiais (há de se lembrar que a PM havia insinuado aquartelamento caso não se resolvesse suas pendências)e dos servidores da saúde.
Quanto a educação parece que viveremos, bem mais de perto, uma situação comum nas Universidades Federais no Governo do ex-presidente Fernando Henrique que,sendo do mesmo partido de Teo,tem o mesmo projeto político de abandonar o serviço publico educacional e transforma-lo pouco a pouco num sistema totalmente privado dês responsabilizando o Estado de garantir educação pública,gratuita e de qualidade social.

Cabe a classe, brilhantemente organizada por seu sindicato lutar por seus direitos em defesa da Educação e da justiça,enquanto segue parafraseando Paulo Freire quando diz que “a escola cidadã vive a experiência tensa da democracia”.

Globalizemos a Luta!!
Globalizemos a Esperança!!

de Karine Pimentel

1 comentários:

Anônimo disse...

Sérgio I saw you on the news today...!!

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