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quarta-feira, 7 de fevereiro de 2007

Favela a quatro

Boa notícia. Até que enfim !!!

Foi lançada recentemente no Rio de Janeiro o F4, uma parceria entre algumas entidades com forte e reconhecida atuação social que pretendem, como primeiro passo, reforçar e muito o trabalho social na nossa cidade.

O F4 é o Favela a Quatro, reunião informal de quatro organizações que têm um poderoso elemento comum: todas foram criadas por pessoas que moram ou moraram em comunidades populares e que, portanto, reconhecem na alma, no sonho e na teoria suas potencialidades, as possibilidades que têm de desenvolver estratégias comuns de luta e resistência, cultural e política. Assim é com a CUFA (Central Única de Favelas), o AfroReggae; o Nós do Morro e o Observatório de Favelas. Outro aspecto em comum é que consideram prioritário fortalecer políticas públicas de emprego de jovens, bem como necessário o Desenvolvimento Local dos espaços populares, favelas e periferias. Para tal prevêem novas parcerias entre a sociedade, o setor privado e o poder público.

Todas as quatro instituições continuam a desenvolver seus trabalhos individuais originais. Mas essa união também tem um objetivo principal ambicioso: promover ações conjuntas, solidárias, de mobilização, com vistas à Redução da Violência Contra Crianças, Adolescentes e Jovens no Rio de Janeiro. Nesse sentido, já está em pauta um trabalho em presídios, dedicado à cultura e ao estímulo da auto-estima de ex-presidiários após o cumprimento das penas e, por fim, a sua contratação por empresas parceiras.

Conselho Gestor e Carnaval
O conselho gestor do F4 está constituído hoje por Celso Athayde da CUFA, José Júnior do AfroReggae, Guti Fraga do Nós do Morro e Jailson de Souza e Silva do Observatório de Favelas.

Daí a nossa participação no desfile desse ano da escola de samba Porto da Pedra. Teremos uma ala dedicada ao F4 e dela faremos parte integrante.

O seu enredo, “Preto e Branco a Cores”, do carnavalesco Milton Cunha, fala do antigo regime racista da África do Sul, da violência letal que existia contra os negros. Lá também houve o “caveirão”. Lá como aqui o objetivo do ”caveirão” não era apenas proteger os policiais mas atemorizar a população.

O carnaval ainda é uma grande festa do povo. Não vemos contradição em discutir problemas tão graves nessa ocasião, porque essa festa continua apresentando também toda a variedade política, social, econômica e cultural do nosso país; é uma vitrine do que temos de bom e daquilo que queremos superar.

Enviado por Dudu Azevedo

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