One Day - Matsyahu
domingo, 29 de janeiro de 2012
Para começar bem fevereiro: Gentileza continua gerando gentileza
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música
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
A luta por direitos e contra gordura na Argentina
Na semana passada, assisti à palestra do endocrinologista e advogado Alberto Arbex, no seminário Dialogando desde el Sur, na Facultad de Derecho da Universidad de Buenos Aires. Ele tratou de aspectos do direito à saúde no Direito argentino e brasileiro.
Mais do que isso, foi lembrado que há algo muito interessante que ocorre na Argentina. Lá, existe desde 2008 a ley de la obesidad. Estava no ar um programa de TV chamado "Cuestión de Peso", em que pessoas disputavaam para perder peso. Diversos países exibiram este modelo da Endemol, conhecida pelos reality shows que produz (sim, o programa que você pensou vem de lá também). Acontece que, enquanto parte do mundo apenas se diverte vendo gordinhos suando durante as noites ou uma vez por semana, os argentinos se mobilizaram diante da informação de que cerca de 25% da sua população estava acima do peso (50% dos brasileiros).
Por pressão popular, campanhas de utilidade pública, procura por parlamentares, o apelo público gerou a lei, não sendo algo que o programa de TV de modo algum esperasse. Nada disso é plenamente surpreendente em um país como a Argentina. Lá, pude ver em outra viagem um telejornal da manhã que mostrava a previsão do tempo para o dia e, logo em seguida, os desvios no tráfego da capital devido a manifestações. Como se não bastasse, o jornalista dizia o percurso e horário e local de saída dos manifestantes. Quem quisesse participar, poderia contar com apoio televisivo rotineiro.
Se lembrarmos dos panelazos de donas de casa para tirar presidentes há pouco mais de 20 anos, do modo como todos parecem lembrar dos principais fatos políticos dos últimos 100 anos e, o que mais dói em qualquer brasileiro alfabetizado que os visite, a dificuldade para ver ruas sem livrarias ou sebos, se prestarmos atenção à politização como traço da cultura nada disso surpreenderá.
É interessante observar quem é capaz de ser seu próprio formador de opinião, por ter suas leituras em dia e habituais. A informação, de onde vier, servirá à reivindicação democrática contínua.
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Argentina
terça-feira, 24 de janeiro de 2012
Conheçam Gisele Teixeira, a minha local friend
Logo que cheguei em Buenos Aires na semana passada, tive o prazer de encontrar pessoalmente com uma amiga on-line, Gisele Teixeira, no Shopping da Recoleta. Gi é uma jornalista brasileira que mora há alguns anos por lá. Mais do que isso, é a blogueira responsável pelo blog Aquí me Quedo.
Não vai demorar para encontrar no Google blogs de dicas turísticas. Não é esse o caso. Leio o blog de Gisele desde que lia o blog de Ricardo Noblat e diariamente nos últimos três anos, devido às viagens para o país pelo Doutorado. Seu diferencial é que, em vez de dicas gerais para turistas, ela oferece sua perspectiva. Não se trata do que possa interessar aos brasileiros, pois ela sabe que isso não existe, existem interesses diversos para distintas pessoas.
Por exemplo: Ela pode divulgar uma milonga em praça pública que ocorre nos sábados de manhã, ou os guias de livrarias portenhas que conhece. Nada exatamente convencional, por isso mesmo muito mais interessante. Da sua vivência vieram duas grandes decisões profissionais: está se tornando professora de Tango, estudando na universidade para isso, e, o que mais importa para esses parágrafos, tornou-se uma local friend.
Explico do que se trata, não é difícil. Quando cheguei na cidade, a guia lançava rapidamente para os passageiros da van que nos levaria para os diversos hotéis dicas genéricas, "comprem na Florida no tempo livre", "vejam shows de tango em um desses 3 lugares...", mas o que fazer se a pessoa estiver sozinha na cidade, ou em um casal que quer poder dar uma volta, parar em um jantar e bater papo com alguém sobre as ruas visitadas? Contrata-se um local friend para ser companhia de compras, conversar nas visitas a livrarias, acompanhar a uns tangos, enfim, ser companhia na cidade.
Assim como ela existem muitos outros e é possível escolher em sites por cidade, por áreas, enfim, viajar só e sozinho tornou-se plena opção. Se parecer que seria mercantilização da amizade, podemos pensar diferente. Gisele é clara em dizer que a grande felicidade de ter em média 3 clientes por semana é quantas pessoas novas pode conhecer, quantas amizades pode fazer, como pode criar uma rede internacional de contatos afetivos em pouco tempo. É preciso lembrar que não se clica em um ícone e reserva-se uma pessoa, mas há comunicações preliminares por email que podem durar dias, para que o local friend possa agradar a cada novo amigo. Cidades como São Paulo, New York, Tokyo foram mais longe há muito tempo e oferecem amigos de aluguel para os próprios moradores da cidade.
Se pensarmos bem, quantos vão ao cabeleireiro para botar a conversa em dia, fazem questão de certo taxista devido ao papo comum, contratam personal trainer para não correr sozinhos? A ocupação do espaço urbano envolve encontrar continuamente novas maneiras para nos relacionarmos. Se visitamos uma nova cidade apenas para uma reunião de negócios, um breve evento sem programação noturna, podemos ter muitas horas perdidas no hotel ou ociosas em uma mesa de bar cercados de paqueras frustradas. Serviços assim são uma bela solução para eliminar muitos dos desencontros de ocasiões assim.
Recomendo a todos que queiram viajar mas adiam por falta de companhia, assim como para quem more em outro lugar e não saiam de casa por não conhecer ninguém.
Para quem quiser conhecer a página em Português, clique aqui.
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Argentina
domingo, 22 de janeiro de 2012
Moção de Apoio às famílias do Pinheirinho
Enviado por Adriano Nascimento
Caros amigos e amigas,
Estamos coletando assinaturas para a moção de apoio às famílias da Comunidade do Pinheirinho, em São José dos Campos (segue abaixo a moção).
Caso vocês estejam dispostos a nos apoiar nesta causa, solicito que envie mensagem com nome, RG, ocupação e instituição para Tatiana Vargas, no seguinte endereço eletrônico:
tatipvargas@yahoo.com.br
Grande abraço e obrigado,
Adriano
MOÇÃO DE APOIO ÀS FAMÍLIAS DO PINHEIRINHO
Nós, abaixo-assinados, atuantes nos meios acadêmicos e fora dele (professores do ensino médio, jornalistas, advogados, profissionais da saúde etc.) – comprometidos com as causas justas e historicamente necessárias da classe trabalhadora e dos setores populares -, manifestamos nossa mais plena solidariedade às famílias residentes na Comunidade Pinheirinho (São José dos Campos – SP).
Frente ao fato de que a hegemonia exercida pelos especuladores imobiliários impõe uma condição de miséria a milhões de trabalhadores e trabalhadoras que sequer têm onde morar, consideramos que a OCUPAÇÃO desses territórios segue sendo um instrumento necessário e legítimo para a luta dos trabalhadores.
Por conta disso, consideramos justa a reivindicação das famílias pela permanência no local e absolutamente injustificável qualquer ação de força da Polícia Militar. Estaremos atentos à forma pela qual serão conduzidas as ações do Estado e prontos a denunciar todo e qualquer tipo de violência física ou moral que eventualmente seja cometido contra as famílias.
16/01/2012
tatipvargas@yahoo.com.br
Para compreender bem o problema recomendo a leitura dessa notícia. Leia Mais…
Entrevista que concedi ao Portal Terra sobre o Fórum Social Mundial
Fui entrevistado pelo jornalista Daniel Favero para o Portal Terra, sobre o Fórum Social Mundial.
Segue a íntegra da reportagem em que consta a entrevista:
As primeiras edições do Fórum Social Mundial (FSM), nascido em Porto Alegre no começo da década passada, geraram muito estardalhaço em um evento que se propunha a ser um contraponto ao Fórum Mundial Econômico de Davos. Desde então, o FSM passou a adotar diferentes formatos em diversos países, mas sem deliberações ou ações significativas. Para o sociólogo Sérgio Coutinho, autor do livro Movimento dos Movimentos, o Facebook tem contribuído muito mais que o FSM para as mobilizações sociais.
"Desses movimentos mais recentes como o Occupy Wall Street, a Via Campesina, na América Latina, e a Primavera Árabe, nenhum deles surgiu desses fóruns. Não há nenhum movimento significativo internacional anticapitalista que tenha surgido daquele que seria o maior deles. Ele talvez contribua para que se encontrem, mas o Facebook vem contribuindo muito mais", afirma.As críticas quanto ao formato e à orientação ideológico-partidária do FSM são muitas na avaliação do sociólogo. Para ele, apesar do grande estardalhaço gerado na década passada, os compromissos firmados eram sempre muito genéricos. "Centenas de pessoas unidas assistindo a mesma mesa ou conferência, parecia ser mais significativo do que o que fariam depois", disse Coutinho sobre o formato pós-moderno que o evento acabou adotando.
Segundo ele, os organizadores são vinculados ao Partido dos Trabalhadores (PT) do Rio Grande do Sul, o que fez com que, depois da internacionalização, o evento se tornasse "a expressão internacional de um partido", enfraquecendo o evento, mas fortalecendo as organizações.
"À medida que ele se internacionaliza, vai perdendo essa identidade complicada que ele teve nas primeiras edições no Brasil e permite a integração de organizações que estavam espalhadas em cada país. Se a marca se enfraquece, os movimentos têm se fortalecido", disse ao comparar o fórum a eventos como o Rock In Rio e até ao Fórum Mundial Econômico. "Se tornou um primo do fórum de Davos. Ambos discutem redução de juros internacionais, ambos discutem impostos sobre a riqueza, desenvolvimento sustentável, não ficou mais algo de um ser capitalista e o outro ser anticapitalista".O Terra entrou em contato com os responsáveis pela organização do FSM no começo da década passada, mas até a publicação desta matéria, não haviam se pronunciado.
Sem formato definido, fórum procura seu espaço
O FSM foi realizado pela primeira vez em 2001 com o lema: "um mundo onde todos os mundos sejam possíveis", uma celebração à pluralidade e crítica ao neoliberalismo. Após as primeiras edições, passou a ser realizado simultaneamente em diversos países ou de forma centralizada, principalmente, em países africanos. A última edição brasileira ocorreu em Belém (PA), em 2009.De acordo com a comissão organizadora, por diferentes motivos, as últimas edições foram realizadas a cada dois anos, mas não se trata de uma regra. No ano que vem, o fórum deve ser realizado novamente no continente africano - na região de Magrebe (noroeste da África) ou no Egito. No entanto, o martelo ainda não foi batido. As mudanças para o local da realização do FSM surgiram após a organização observar a necessidade de expandir os horizontes do encontro.
Desde então, Porto Alegre passou a participar de eventos simultâneos ou hospedar eventos diferentes. É o caso do Fórum Social Temático, que acontece a partir do dia 24 de janeiro, com o tema a "Crise Capitalista, Justiça Social e Ambiental", com presenças confirmadas de Dilma Rousseff, do presidente do Uruguai, José Mujica, e da líder estudantil chilena - que ganhou notoriedade não só pelas ideias, como também pela beleza - Camila Vallejo. O evento é uma preparação à Rio+20, reunião das Nações Unidas para o desenvolvimento sustentável, que acontece na capital fluminense em junho. Esse evento faz parte da dinâmica do FSM, mas possui organização própria e independente.
Milhares de participantes
Apesar das críticas, o FSM tem recebido uma peregrinação de movimentos sociais em suas diversas edições. No ano passado, em Dacar, 75 mil pessoas de 135 países participaram do evento, número bem superior aos 20 mil participantes das primeiras edições em Porto Alegre.Para o fórum temático deste ano, a organização espera entre 40 e 50 mil pessoas. "Todos os participantes podem inscrever atividades no evento, são as atividades autogestionárias nas quais o próprio grupo ou participante diz qual estrutura precisa e a organização o aloca em algum lugar dentro do fórum. Já estamos com mais de 800 inscrições para os cinco dias, nas quatro cidades: Porto Alegre, Canoas, São Leopoldo e Novo Hamburgo", afirma Ivan Trindade, um dos organizadores.Estão previstas atrações em todos os dias de evento. A abertura acontece no dia 24 de janeiro, com a tradicional marcha no centro de Porto Alegre, com saída do largo Glênio Peres até o anfiteatro Pôr-do-Sol. O cantor argentino Fito Paez e o ex-ministro da Cultura Gilberto Gil estão entre os nomes já confirmados
Para ler no portal, clique aqui.
Recomendo a visita, mesmo que apenas para a leitura dos comentários.
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sábado, 21 de janeiro de 2012
CAPITALISMO & OUTRAS COISAS DE CRIANÇAS - Capitalism & Other Kids' Stuff...
Documentário do Partido Socialista da Grã Bretanha
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alimentação,
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sábado, 14 de janeiro de 2012
Gamer Girl Manifesto
Videogames são, por diversas vezes, consideradas ferramentas alienantes. Provavelmente por quem não os joga. O que mais tem feito sucesso são jogos em rede, em que pessoas trocam estratégias com desconhecidos em uma lan house ou, o que mais os empolga, pela internet.
Devido a isso, diferenças sociais se manifestam nas novas relações sociais que têm sido estabelecidas e, onde houver tentativa de oprimir, discriminar, haverá novo campo para conflitos. Jogadoras de videogames decidiram enfrentar coletivamente homofóbicos, racistas e, principalmente, sexistas entre os jogadores.
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