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quarta-feira, 1 de março de 2017

O Oscar em que "se celebra o que significa viver"


As conquistas simbólicas para a diversidade étnica e sexual foram muitas no Oscar nesse ano. Primeira mulher negra a ganhar um Oscar, Tony e Emmy (Viola Davis), primeiro muçulmano a ganhar um Oscar (Mahershala Ali), uma sucessão de filmes sobre negros e homossexuais oprimidos, uma história baseada em fatos como melhor filme, um iraniano premiado que não vai ao prêmio em protesto contra Trump e em solidariedade a outros impedidos de entrar no país...


Viola Davis resumiu todo este contexto com seu discurso, em que celebrou a bênção de fazer parte da "única profissão em que se celebra o que significa viver". Mas não para por aí. Contei três premiados que agradeceram aos seus professores. 

No erro, mais um símbolo de luta. Entre um filme que luta entre o sonho e a realidade na construção da vida (La La Land) e uma realidade quase proibida de sonhar (Moonlight), a sequência final do primeiro foi reproduzida involuntariamente no Oscar tirado das mãos dos seus produtores e as dificuldades para ter conquistas do segundo se repetem com um prêmio entregue aos tropeços em um palco cheio de constrangidos. 

O discurso do diretor, Barry Jenkins, apenas foi publicado online dias depois na imprensa americana:

"Tarell [Alvin McCraney] e eu somos Chiron. Nós somos aquele menino. E quando você assiste Moonlight, você não pensa que um menino que cresceu como e onde nós crescemos iria crescer e fazer um produto artístico que venceria um Prêmio da Academia. Eu disse isso várias vezes, e o que eu tenho que admitir é que eu coloquei esses limites em mim mesmo, eu neguei esse meu sonho. Não vocês, não outra pessoa - eu. E então, para qualquer um vendo isso que se vê em nós, que isso seja um símbolo, um reflexo que leve você a se amar. Porque fazer isso pode ser a diferença entre sequer sonhar e, de alguma maneira através da graça da Academia, realizar os sonhos que você nunca se permitiu ter. Muito amor."

Na coluna Gay Nerd do Omelete, Igor Esteves de Oliveira mostrou um aspecto do porquê de Moonlight ser tão relevante. Não se trata apenas de um filme lindo, poético sobre vidas escondidas na periferia e impedidas de serem felizes, mas da oportunidade rara para com pouco orçamento tão bem investido mostrar a construção desde a infância de dores que homossexuais vivem constantemente. Sem que a vida gay pareça precisar passar por boites, plumas, roupas femininas em todos os casos, não, mas com tristeza que o jornalista dizia que podia conversar com seu companheiro enquanto assistiam ao filme sobre aspectos de suas vidas agora ficarem mais claros um para o outro (para ler o ótimo texto, clique aqui).

Independente das piadas e dos protestos contra o presidente dos EUA, os filmes falaram muito mais sobre política quando mostraram pessoas em suas dores, sendo um prêmio nesse ano com espaço para grandes histórias do cotidiano. 

Com três mulheres oprimidas por serem negras e mulheres (e a última viva das personagens sendo homenageada no Oscar), com um homem de luto sem espaço para superação do que sente mas aprender a conviver com sua situação, com um adventista lutando sozinho para salvar vidas no meio de uma guerra (e seu gesto sendo a coisa mais irracional daquela história enquanto pessoas são esmagadas...), com um casal tentando a sorte com um amor afundando (e usando-se a linguagem feliz de um musical para mostrar isso), Moonlight vence no quesito tristeza poética sobre a realidade.

Para quem considerar que foi muito politizado, está na história do cinema a conquista dos oprimidos, a dor dos humilhados, desde o começo do século XX. Quando os grupos em desvantagem ganham voz para terem como intérpretes na arte seus próprios integrantes, aqueles acostumados a mandar e pisar há gerações se incomodam e querem a fantasia pela fantasia, reclamam do "politicamente correto" de não poder ofender livremente, reclamam da pobreza na tela grande, reclamam porque não são mais os únicos a aparecer com final feliz.

Como é dito no filme em um dos muitos momentos inspirados, todos têm direito à luz do luar. 

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quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Resultado do I Concurso Nacional de Decisões Judiciais e Acórdãos em Direitos Humanos

Decisões judiciais em diversos tribunais foram premiadas pelo Ministério de Direitos Humanos com o Conselho Nacional de Justiça. Estão abaixo links para consulta das sentenças e dos acórdãos, menos aqueles que se encontram em segredo de justiça:


Categoria Direitos da Criança e do Adolescente. Juíza do Trabalho Substituta, Elinay Almeida Ferreira de Melo, TRT-8.
Combate à prostituição e trabalho infantil em embarcações de carga. (Segredo de Justiça).
Categoria Direitos da Pessoa Idosa. Jean Fernandes Barbosa de Castro, TJ-TO.
Categoria Direitos das Mulheres. Juiz Federal Roger Raupp Rios, TRF-4.
Categoria Direitos da População Negra. Juiz de Direito Substituto Newton Mendes de Aragão Filho, TJ-DFT.
Categoria Direitos dos Povos e Comunidades Tradicionais. Juiz Federal Ilan Presser, TRF-1.
Categoria Direitos dos Imigrantes e Refugiados. Juíza do Trabalho Angélica Candido Nogara Slomp, TRT-9.
Categoria Direitos da População LGBT. Juiz de Direito Danniel Gustavo Bomfim A. da Silva, TJ-AC.
Extensão das garantias da Lei Maria da Penha à vítima transexual. (Segredo de Justiça).
Categoria Direitos da População em Privação de Liberdade. Juiz de Direito Substituto em 2º Grau Marcelo Semer, TJ-SP.
Categoria Direitos da População em Situação de Rua. Ministro Og Fernandes, STJ.
Categoria Direitos da Pessoa com deficiência e da pessoa com transtornos e altas habilidades/superdotação. Juiz Titular de Vara do Trabalho Bráulio Gabriel Gusmão, TRT-9.
Categoria Promoção e respeito à diversidade religiosa. Desembargador Gamaliel Seme Scaff, TJ-PR.
Garantia de prosseguimento em processos de adoção e à liberdade de culto de instituição de acolhimento no Paraná. (Segredo de Justiça)
Categoria Prevenção e combate à tortura. Juiz de Direito Vanderley Andrade de Lacerda, TJ-BA.
Categoria Combate e Erradicação ao trabalho escravo. Juíza Federal Jaiza Maria Pinto Fraxe, TRF-1.
Menção Honrosa: Direitos da Criança e do Adolescente. Juíza de Direito Ana Cristina Borba Alves, TJ-SC.
Combate a ilegalidades em unidade de internação de adolescentes. (Segredo de Justiça)
Menção Honrosa: Direitos da Criança e do Adolescente. Juiz de Direito Thiago Baldani Gomes de Filippo, TJ-SP.
Adoção de criança por casal homoafetivo. (Segredo de Justiça)
Menção Honrosa: Direitos da População LGBT. Juiz Relator da 1ª Turma Recursal/MG Gláucio Maciel Gonçalves, TRF-1.

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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Quem decide o que é carnavalesco?

Não faz muito tempo, Edson Cordeiro cantou Ave Maria em um trio elétrico em Salvador. Daniela Mercury levou música eletrônica para outro. Cláudia Leitte cantou em inglês (ela insiste nisso...). As novidades continuarão que o público quer se divertir e ninguém mais vive sem múltiplas influências culturais.

Porém, não é assim em todos os lugares. Sou de Recife, criado em Olinda, e conheço o carnaval de lá, mas à distância (odeio multidão). Em Olinda, faz décadas que trios elétricos não podem subir as ladeiras e faz sentido. Patrimônio tombado da humanidade, as vias são estreitas e o casario poderia ter danos. Todos aceitaram bem porque havia motivo e os blocos de rua, flexíveis, fragmentados, continuaram cantando o que quisessem entre bandas de frevo circulando. 

Em Recife, por outro lado, o tecnobrega que agita a periferia da cidade e Johnny Hooker, uma força sonora que está chamando a atenção por onde passa com a originalidade do que faz, estão proibidos de tocar no carnaval. Porém, ao mesmo tempo em que a prefeitura informa que tem que ser frevo, contratou Jota Quest. Vai entender...

Enquanto Recife constrange impondo tradições que o povo quer flexibilizar, outras grandes cidades fazem um movimento diferente. Grandes blocos de carnaval do Rio de Janeiro têm repensado algumas marchinhas. Homofóbicas, racistas, machistas, por fim, anacrônicas, não serão cantadas. Não foi o prefeito que decidiu, mas a organização dos blocos atendendo a uma reclamação de foliões cadastrados. Se o carnaval for a festa do povo realmente, então as coisas se resolvem assim.

Faz todo sentido que o Estado intervenha decidindo o percurso de blocos, dias de folia, afinal outras pessoas têm outras atividades e precisam saber, caso não queiram participar da festa, por onde podem circular em paz. A segurança é pública, assim como cuidar de emergências médicas, e tem sido assim desde os entrudos melando as pessoas umas mil décadas atrás. 

O carnaval censor precisa aprender com o Rock in Rio. Se a marca é poderosa, é Rock in Rio Lisboa, Rock in Rio Barcelona. Se surgiu a possibilidade de Britney Spears cantar lá, Sandy e Júnior, cria-se uma noite pop no evento e o público decide o que é Rock indo ou não naquele dia de shows. Simples e respeitoso à diversidade de ideias. 

Minha sobrinha de Smurfette no carnaval.

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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Palestra sobre violações a direitos humanos em redes sociais na Campus Party

O meu amigo, professor e blogueiro José Marques foi único palestrante de Alagoas e um dos poucos de Ciências Humanas na Campus Party, que se desenrola em São Paulo até esse fim de semana.

Na ocasião, ele falou sobre violações a direitos humanos em redes sociais, tendo adaptado sua palestra para problemas que os participantes relataram na véspera no dia a dia online. Para assistir, clique abaixo:


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segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Você não precisa ser o Christian Figueiredo

Assisti ao trailer de Eu fico loko. Percebi logo que não sou o público-alvo, parece se destinar aos fãs do youtuber e adolescentes, mas pareceu bem produzido, direção ágil, participação bem humorada do biografado, talvez eu até assista quando for para a TV ou Netflix. Porém, como o machismo canalha de Passageiros, há uma mensagem inconveniente e perigosa que o trailer transmite e, como mostram críticas (clique aqui e aqui para exemplos) é o "final feliz" da história.

O "loser" (termo genérico para estudante que não é popular na escola cunhado no bullying norte-americano), como o protagonista é chamado por bom tempo no trailer e aparece no cartaz do filme, torna-se famoso e seus problemas acabam. Fica rico por ser famoso, ganha amigos por ser famoso, a menina que o ignorava é conquistada por ser famoso. 

Na cultura dos "famosinhos", não importa o que você faz desde que tenha milhares de seguidores. Não se segue alguém nesta subcultura porque tem uma mensagem a ser seguida, mas porque milhares o seguem. Ser famoso torna-se estilo de vida, profissão e destino. 

A perspectiva pós-moderna dói nas vistas quando se vê a aparência, a imagem, superexposta online, tornar-se razão para viver, acima de emprego, relacionamento, autonomia financeira ou qualquer outro objetivo a longo prazo que viria com maturidade. É uma perspectiva pautada pelo culto a valores de juventude contínua e intensa, mesmo que apenas em flashes de instagram filtrado (sobre essa rede social como parâmetro, escrevi faz um tempo, aqui).

Em algumas semanas estará nos cinemas um outro filme cujo trailer (hoje estou assim, comentando sem assistir, apenas pelos trailers...) aponta que será uma reunião de youtubers a história inteira, Internet - O Filme. Quem administra aplicativos de serviços online, quem tem canais de vídeos sobre dicas para o trabalho e para estudos, podcasts etc. não está lá, apesar do título. É uma imagem de que a internet midiática é de entretenimento por poucos minutos gritados em vídeo de pessoas da mesma idade de quem assiste, mesmo vocabulário e ansiosos por views a qualquer preço. Mais um filme para não ser assistido, ingresso está caro comparado com o conteúdo igualmente gritado e exibicionista gratuito pelo Youtube, Facebook e similares (não é à toa que fazem piada no trailer com Linkedin, rede para empregos e network profissional).

Talvez fosse uma mensagem mais produtiva (afinal, o público é em grande parte de pessoas em formação!) o que fez o seriado Glee. Assisti feliz e aprendendo músicas novas em três temporadas e ouvi músicas pelo Spotify. Nas duas primeiras temporadas, o coral da história perdeu a competição entre corais escolares. O público sentiu a dor da derrota junto, conviveu com a adaptação deles, com a autocrítica, reconhecendo que a concorrência não era maligna mas apenas mais competente, tinham ensaiado mais e fizeram uma apresentação melhor. Não ficaram famosos; com o fim da escola, foram estudar mais para se dar bem como músicos profissionais. Nada de aparecer por aparecer nem ficar famoso como sentido da vida. Maturidade. Aprendizado.

Espero que os youtubers dos dois filmes sejam mais do que fazem parecer nos cinemas. 

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quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Recados para quem reclama de redes sociais

Se você reclama que as pessoas não conversam mais, compartilhando fotos deprimentes de casais de frente um para o outro sem conversar em mesas de restaurantes, cuidado. Pode ser apenas seu preconceito com a vida alheia.

Crianças podem, sim, estar em brinquedos de parques com seus smartphones. Com pais separados, com famílias em diferentes cidades, com os colegas de escola recebendo vídeos, fotos, ou mensagens em áudio (se forem muito pequenas) das suas práticas. Assim, nunca se sentirão sozinhas.

Aquele casal de que você reclamou pode estar olhando para telas brilhantes no restaurante, pode estar com mensagens compartilhando fotos do evento e fazendo checkin no local para mostrar que estão felizes ali e, talvez, já tenham conversado no caminho ou conversarão depois da refeição. Você não está na mesa para saber!

Meus parentes em diversos estados do Brasil (Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Ceará, Rio de Janeiro etc.) e fora do país não precisam esperar um encontro anual de fim de ano (em que muitos certamente não poderiam estar presentes) para saber das novidades. A convivência se mantém.

A existência de práticas criminosas usando redes sociais não as criminaliza. Afinal, existem crimes nas ruas e dentro de casas também. É preciso não confundir meio e fim. Estamos falando de instrumentos para o que quisermos saber e, pior, essas ferramentas não existiam há 10 anos e apenas se popularizaram há aproximadamente cinco. Tudo é muito novo para que possamos exigir que todos já conheçam as grandes utilidades.

Para quem reclama de whatsapp em excesso, participei de um debate para uma disciplina na universidade e convivo com estudantes que fazem reuniões de estudos usando o aplicativo. A propósito, eu perderia um tempo enorme em deslocamento e com tempos ociosos por atrasos se as reuniões de trabalho não começassem on-line.

Quem viaja muito, mora longe de amigos ou família, agradece a existência de Skype, Duo e outras opções para chamadas de voz e vídeo que matam saudades. De outro modo, relacionamentos esfriariam muito pela distância sem comunicação. Para saudosistas, compare com o tempo que chegaria uma carta no destino e a necessidade de saber cada endereço por onde a pessoa esteja passando.

Como mostrei no fim do ano, pude transmitir um seminário de Direito gratuitamente ao vivo pelo Facebook, com depoimentos de pessoas assistindo em diversos países. Diante das possibilidades de ser autodidata com cursos não-presenciais, assistir a eventos, não entendo quem tem medo das oportunidades abertas.

Não afasta pessoas, mas as aproxima. Afasta quem quer se afastar, mas para isso a vida offline tem inúmeras opções também.

Se você reclama, talvez use mal. Então, mais do que reclamar do serviço usado, vale fazer uma autocrítica. Apenas não vale textão no Facebook para isso.

Dica de leitura sobre o assunto, com exemplos a cada página
de bom uso das redes sociais melhorando o mundo.

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terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Conheça JOYZ para não dizer que o mundo está pior a cada dia

A impressão que haters em redes sociais e notícias de violência extrema e corrupção epidêmica passam é de que as coisas estão ficando mais difíceis para quem defende a dignidade humana. Calma que não é bem assim. O mundo não está piorando. Nós é que temos nossos problemas mais expostos do que antes. Todos reivindicam mais e mostram quando sofrem. Everybody hurts... dizia a música mas agora todos dizem onde dói e cobram retratação, restituição, fim do problema. 

Veja quantas campanhas de crowdfunding têm sido bem sucedidas para tratamentos médicos, reformas em instituições beneficentes. É fácil encontrar os exemplos. Mas pode olhar offline também, mais gente distribui comida aos moradores de rua, aumentam as campanhas para doação de sangue vinculadas a eventos artísticos, esportivos. Mas são atividades discretas. Quem quer fazer o bem não grita tão alto quanto quem deseja a morte alheia. Às vezes é difícil encontrar estas iniciativas e como colaborar com tantas opções mas tão mal divulgadas.

Não quer ter que periodicamente procurar campanhas? Seus problemas acabaram! Conheça o Joyz. Estas foram as informações que gentilmente sua colaboradora, Juliana Ferreira, enviou para este blog:


O Joyz é um app onde assim como no Instagram, qualquer pessoa ou instituição pode criar posts com suas campanhas, mas em vez de receberem apenas likes, podem receber doações reais diretamente pelo app.

No Joyz, apenas campanhas de cunho filantrópico são aceitas. Além disso, só permitimos posts com imagens leves e alegres, pois a ideia é estimular o bem através de sentimentos de amor e alegria, diferentemente do que muitas campanhas fazem com imagens fortes e chocantes. Assim, o app não se torna algo que deprime os usuários ao longo da timeline, mas sim que os faz ver que ainda existe bondade no mundo e que eles podem ser parte disso.

As doações no Joyz podem ser feitas a partir de $0,10 (pois cada Joyz, nossa moeda virtual, equivale à $0,10), então não pesa no bolso de quem doa mas pode fazer toda a diferença na vida de quem recebe. 

Estes são os links para baixar o app: 

Este é nosso site: www.joyz.me




Em apenas pouco mais de 3 meses desde lançamento do app, mais de R$ 25.000,00 já foram doados!


Instale, compartilhe, recomende e reclame menos que o mundo faz mais sentido à medida que podemos colaborar para que ele melhore. 

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