domingo, 27 de maio de 2012

Para começar bem a semana: Wado & Marcelo Camelo



"Com a Ponta dos Dedos" 

Lançamento do Samba 808 no Sesc Belenzinho - SP - 11 e 12 de novembro de 2011.

Imagens: Cinco Euzébio, Marcelo Costa, Hélio Pisca e Alê.
Edição: Pedro Ivo Euzébio

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quinta-feira, 24 de maio de 2012

Instagram valendo mais que NY Times e ambos menos que a realidade


Uma palavra escrita a lápis
Eternidade da semana
Qualquer nota, qualquer notícia
Páginas em branco, fotos coloridas 

Humberto Gessinger
"O Papa é pop"


Um blog americano fez uma curiosa e cruel comparação (mas minha fonte foi outra). O Instagram, com 551 dias de vida (na data da publicação no blog), já valia mais do que o jornal New York Times, fundado em 1851. O primeiro valeria, no mercado financeiro, 1 bilhão de dólares (valor pelo qual foi comprado pelo Facebook) enquanto o segundo valeria uns 50 milhões a menos. 

Seria possível falar em crise do jornalismo tradicional, mas o jornal em questão tem enorme tradição, é referência mundial e tem sido pioneiro na adaptação ao jornalismo eletrônico das mais diversas formas. Talvez, o problema seja bem maior, marcante de nossos novos e superficiais tempos. 

É preciso pensar em para que serve o Instagram. É um aplicativo para smartphones que permite tirar fotos e editá-las, com grande número de efeitos. Como quem lê este blog certamente já constatou, hoje todo celular tem câmera. O que torna o programinha especial é a facilidade com que modifica a imagem e a compartilha quase instantaneamente em redes sociais. 

Se compararmos as duas referências que abrem este texto, a conclusão é uma só. Mudar os fatos e passá-los alterados adiante é gratuito; a busca pela verdade dos fatos custa a assinatura do jornal. Mudá-los e transmití-los tem sido mais reconhecido pelo mercado financeiro do que a atualização sobre a realidade. 

No domingo, foi divulgado pela Folha que um grupo de adolescentes estuprou uma garota de 13 anos de idade. Ela os denunciou em uma delegacia, dizendo que foi dopada e que disseram que divulgariam o vídeo na internet se ela os denunciasse. Prestemos atenção à natureza da chantagem. Eram colegas de escola, não esconderam seus rostos, sorriram no vídeo, em nada disfarçaram e ainda deixaram claro que estavam se divertindo com a intenção de passar adiante. Após os depoimentos, o delegado suspeita que existam outras vítimas. O crime sexual é praticado para gerar pageviews online e a ameaça de morte social da vítima fica na divulgação em rede. Por saber que o impulso pela publicação em sites obscuros é forte, a vítima fez bem em denunciar logo. 

As duas notícias têm ligação, o mundo policial e o mundo financeiro não estão nada distantes. É de enorme relevância hoje o consumo de identidades. Ser quem somos é algo que pode ser obtido por alguns cliques, comprando mercadorias ou adquirindo popularidade nas redes esperadas (situação em que se pode ser a própria mercadoria, atraindo anúncios). Assim, alterar como se é visto é mais desejável do que ser conhecido. Não faz mais sentido, então, em larga escala, buscar reconhecimento. O "re" pressupõe que antes alguém fosse conhecido, o que já não mais se deseja. Basta lembrar que os supostos escândalos de manipulação de imagens na publicidade e em revistas masculinas de nudez feminina não geraram crise nas agências nem nas editoras. Todos já pressupomos que sejam produtos de fantasia, não a realidade. 

Não é um discurso purista ou ingênuo contra um aplicativo. Eu mesmo o instalei e gosto dele (espero aprender a usar logo...). A grande questão é o que significamos coletivamente quando passamos cada vez mais tempo dando sentido a quem nós somos por meio de redes sociais pela internet. A sociedade de consumo torna-se cada vez mais intensa em desconstruir e reconstruir identidades, com pessoas buscando audiência como se fossem programas de TV. Quem não conhece alguém que publica algo no Facebook e fica esperando os "curtir" e os comentários por minutos em frente à tela? 

Como diria um comercial de refrigerante, imagem não é nada; sede é tudo. Porém, a sede de ser alguém tem sido enfrentada com produtos que apenas nos tornam, cada vez mais, embriagados por quem queremos parecer que somos e desidratados de alguma essência. Mas a foto vai sair em preto e branco, envelhecida, com molduras diversas...

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quarta-feira, 23 de maio de 2012

Seminário de Direitos Humanos do CESMAC

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segunda-feira, 21 de maio de 2012

O mercado contra a pena de morte

Laboratórios costumam ser associados a imposição de certos medicamentos mais caros, restrições a produção em larga escala de medicamentos contra epidemias para não reduzir preços entre outros problemas. Porém, podemos evitar lidar com eles com preconceitos, generalizando seus males como se fossem pecado natural do setor. Há aqueles que colaboram com a vida, contra politicas públicas equivocadas, não apenas contra doenças. Conforme uma reportagem do Consultor Jurídico, podem rever a Pena de Morte nos Estados Unidos.

Acontece que a injeção letal são na verdade três, uma primeira que adormece o reu, uma segunda que o anestesia e uma terceira que provoca uma parada cardíaca. É uma tentativa de humanizar o que não tem como ser humano. A primeira das substâncias, o Penthotal, deixou de ser fabricada no país em 2010 e passou a ser importada da Itália por mais um ano. Porém, o laboratório italiano exigiu garantias de que não seria usado para execuções de pena de morte. A empresa dinamarquesa responsável pela distribuição da droga no país exigiu a mesma condição. Os 37 estados que aplicam a injeção letal estão precisando rever seus protocolos e suspenderam as execuções. 

Impulsionados pela oportunidade, associações de médicos, começando pela de anestesiologistas, exigem que médicos não devem tomar parte de execuções. Jornais, organizações não governamentais, em tempos de crise do país, ganharam novos argumentos contra a execução por pena de morte. Tornou-se algo caro e, quando atinge o bolso, é mais fácil superar atrocidades do que alegando a defesa da vida e da dignidade da pessoa humana.

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domingo, 20 de maio de 2012

Para começar bem a semana: Will Smith e Gary Barlow


 'The Fresh Prince of Bel-Air

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sábado, 19 de maio de 2012

O que você anda lendo?

No recente e excelente 1o Congresso Internacional de Direito da FITs, ocorreram palestras que renderiam muitas publicações por aqui. Aproveitarei ideias mais ou menos soltas de algumas delas. Começando a relembrar o evento, a certa altura de sua palestra, o professor Álvaro de Azevedo Gonzaga perguntava: a propósito, já perguntaram o que seus professores lêem, o que eles têm estudado? E dizia por onde andam suas leituras.

São questões necessárias, que quem, como eu, leciona deve fazer aos colegas e quem, como eu, é estudante deve fazer a seus mestres. É o momento em que a relação formada pela sala de aula deixa de ser baseada apenas na ementa e nos livros obrigatórios básicos de uma disciplina. É quando se pode compreender o outro como alguém que se atualiza, que lê por prazer, que gosta das habilidades que estão envolvidas no seu ofício.

Tristes daqueles que enxergarem as perguntas como um desafio. Quem responder que anda lendo apenas livros para concursos, pois se prepara para um deles, já é uma vivência de grande relevância para muitos alunos que têm ou terão objetivos parecidos. Quem disser que apenas lê o que a advocacia ou outra carreira paralela à docência lhe exige, também demonstra ao estudante apreço profissional e pode ser um bom exemplo na conduta. Mais triste apenas daqueles que levarem alguma espécie de susto com a pergunta ou aqueles que mentirem.

Uma pesquisa divulgada no livro Freakonomics, de Levitt e Dubner, mostrou, com base em escolas dos Estados Unidos, que, mesmo com os investimentos públicos em bibliotecas nas escolas, os melhores desempenhos de alunos se davam quando eles tinham livros dos pais em casa; quanto maior a biblioteca da família, melhor o desempenho. Foi apurado que não era uma questão de material doméstico de pesquisa, mas dos pais mostrarem para o filho que valia a pena estudar. No nosso caso, os pais muitas e muitas vezes não têm a mesma formação da carreira que o filho busca no ensino superior. Então, é preciso (sem querer dizer que teríamos algum papel como substitutos de pais, o que causaria mil problemas novos e nenhuma solução) que complementemos este exemplo mostrando que tem valido a pena, para nós, ler por prazer também. 

A leitura por prazer é cada vez mais rara em nosso país. Estatísticas são fáceis de encontrar por todos os lados e não vale a pena estragar a semana de ninguém fazendo relembrar. Porém, quando se vê alguém que gosta de ler afirmando que está lendo e, ainda mais, que faz pesquisas além do que lê, o prazer é compartilhado.

O que não é jamais produtivo é o professor que se importa apenas em coletar erros de Português dos alunos para rir ou se irritar em grupo nas salas de professores. Se os alunos puderem desenvolver um vocabulário mais amplo, poderão superar aquelas falhas. Para aqueles que não quiserem, não há grande esforço que faça diferença. Para quem quiser, rir de falhas alheias vai apenas inibir. O efeito de dizer o que lê é muito mais produtivo. 

Empolgado pela palestra, vou contar uma breve história. Há alguns anos, ensinei em uma faculdade todas as manhãs indo lá ouvindo a rádio CBN. Como consequência, as notícias frescas na cabeça eram exemplos frequentes em sala. No segundo mês de aulas, vários alunos disseram que passaram a se informar principalmente pela mesma emissora, em vez de pela internet, devido à qualidade dos comentaristas. Não era bajulação, eles mencionavam as reflexões do dia anterior para mim e para outros professores. Para quem quiser ainda assim resmungar que eram poucos em uma multidão imensa de uma sala de aula, prefiro pensar nestes poucos do que na figuração que ali possa estar para evitar uma sala vazia; estes vão se aproximando mais tarde, talvez do conteúdo de outro docente, desde que ele demonstre que se importa com seu ofício, ou seja, que se atualiza, que lê no tempo livre, que tem pesquisas próprias.

Outro palestrante, o professor Eduardo Rabenhorst, mencionou em tom triste de alguns segundos que lamentava muito seus alunos na Paraíba não lerem mais os clássicos do Direito brasileiro nem sobre a sociedade brasileira. Talvez professores de cada área apenas mencionem em sala os autores da moda, de livros "simplificados", "esquematizados", "resumidos"... dentro de alguns meses alguém deve lançar "Direito para colorir" ou juntar os pontos, tamanha a falta de respeito de algumas editoras pela inteligência de quem visa aprender na graduação.

Então, fica a pergunta para os amigos. Não como desafio nem provocação, por favor, mas para trocarmos ideias sobre o que nos alimenta espiritualmente. Vou responder com o que eu ando lendo e estudando. Por razões editoriais, ando lendo sobre a lei de estágio. Pelo Doutorado, coleto sempre informações sobre políticas públicas de acessibilidade. Gosto de revisar aulas de Direito do Trabalho por Vólia Bomfim Cassar e gostei muito das atualizações mais recentes de Mauricio Godinho Delgado. Para viver melhor, sempre fico de olho em Bauman, comecei agora "Vida de consumo". Por diversão, a vaga está aberta após uns meses em que terminei desistindo de ler "Guerra dos tronos" no segundo volume. Mas "Daytripper" foi uma HQ linda que li faz dois meses e fez superar a desistência.  

E boas leituras para todos.

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domingo, 6 de maio de 2012

Chamada de artigos da Revista Brasileira de Tradução Visual


Enviado por Francisco Lima

Olá, meus caros colegas,
A Revista Brasileira de Tradução Visual, www.rbtv.associadosdainclusao.com.br está com chamada aberta para receber artigos, foto-descrições relatos de experiência para seu 11 número, a ser publicado em Junho próximo.
Venha publicar conosco. Divulgue esta chamada!
A RBTV é "online", gratuita e inclusiva. Com os esforços dos voluntários que a editam, tem buscado ser acessível aos leitores de telas e aos falantes de Libras, tornando-se acessível aos leitores com deficiência visual e com deficiência auditiva que falam a Língua Brasileira de Sinais.
Neste esforço, aqui trazemos os links para baixar a RBTV, desde seu primeiro número, até o décimo volume.
Basta clicar nos links abaixo e salvar os muitos artigos em seu computador para lê-los quando desejar. Lembrando que há arquivos que estão em Libras, isto é, estão em vídeo, lembramos que eles são grandes, logo, mais demorados para ser baixados, de acordo com a velocidade de sua internet.
Mais abaixo, neste documento, vocês poderão conhecer os editores e conselheiros da RBTV. Confiram!
Cordialmente,
Acessibilidade Comunicacional: RBTV, Agora, Mais Perto de Você!
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RBTV: Educação, Direito, Arte, Ciência e Tecnologia a serviço do Empoderamento da Pessoa com Deficiência
Áudio-descrição do Logo da Revista Brasileira de Tradução Visual:
Em um fundo branco, a mão direita faz a letra t, em libras. O indicador e o polegar se cruzam, os demais dedos ficam erguidos. Próximo ao indicador há, em verde, 3 ondas sonoras. Abaixo da mão, lê-se RBTV, com letras verdes e com letras Braille em preto.
Revista Brasileira de Tradução Visual
A Revista Brasileira de Tradução Visual é uma publicação eletrônica, trimestral, independente e de acesso gratuito. Destina-se à divulgação científica, artística e tecnológica, nos campos da pesquisa e do desenvolvimento, da cultura e do direito, da educação e do trabalho. Publica temas que envolvem a fotografia, a pintura, a escultura, os desenhos e as figuras, em geral, bem como a produção/difusão do cinema, da televisão e do teatro junto às pessoas com deficiência. São, ainda, temas abordados pela RBTV a Legendagem, a subtitulação, o “Closed Captioning”, a áudio-descrição, a transcrição pictórica para o sistema háptico, a produção/reconhecimento de padrões bidimensionais em relevo, a análise crítica de áudio-descrições, subtitulação e “closed captioning”, feitas para filmes com tradução visual, entre outros temas do gênero.

Revista Brasileira de Tradução Visual
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Vol. 1, No 1 (2009)
Edição Especial de Lançamento
Seção Principal
Francisco José de Lima
Francisco José de Lima
Conteúdo
A professora Ms. Silvana Aguiar repercute o lançamento da RBTV.
Silvana Aguiar dos Santos
A professora Dra. Marianne Rossi Stumpf comenta sobre o potencial de artigos científicos em LIBRAS.
Marianne Rossi Stumpf
Relato de Experiência
Rosângela Gera
Foto-Descrição
Roberto Rômulo
ISSN - 2176-9656

Revista Brasileira de Tradução Visual
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Vol. 2 (2010)
Edição Nº 2
Editorial
Romeu Kazumi Sassaki
Seção Principal
Paulo André de Melo Vieira
Francisco José de Lima
Fábio Adiron
Diele Fernanda Pedrozo de Morais
Liane Carvalho Oleques
Flávia Oliveira Machado
Relato de Experiência
claudia croce
Foto-Descrição
Ernani Nunes Ribeiro

ISSN - 2176-9656

Revista Brasileira de Tradução Visual
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Vol. 3 (2010)
Edição Nº 3
Editorial
Eliana P. C. Franco
Seção Principal
Ernani Nunes Ribeiro
Laura Bezerra Martins
Isabel Pitta Ribeiro Machado
Francisco José de Lima
Conteúdo
Maria Lúcia Batezat Duarte
Relato de Experiência
De Como a Falta de Acessibilidade Comunicacional Exclui e Como a Inclusão é Alcançada Quando se Tem a Áudio-descrição
Gustavo Tavares Dantas
Foto-Descrição
As Imagens nos Livros Didáticos de Língua Estrangeira
Fabiana Tavares dos Santos Silva
Contribuições da áudio-descrição no ensino de Artes
Fabiana Tavares dos Santos Silva
HQ Acessível
Isis Carvalho
Figura Ambígua
Isis Carvalho
ÁUDIO-DESCRIÇÃO DE FOTOGRAFIA DO ESPETÁCULO LEVE, PRIMEIRO ESPETÁCULO DE DANÇA ÁUDIO-DESCRITO EM RECIFE
Andreza da Nóbrega Arruda Silva
Marcus Vinícius
Viviane BONA
UMA TIRA ÁUDIO-DESCRITA
elisangela Viana da Silva
Capa: Estátua de mulher alva
Paulo André de Melo Vieira
ISSN - 2176-9656
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Revista Brasileira de Tradução Visual
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Vol. 4, No 4 (2010)
Seção Principal
Flávia Oiveira Machado

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