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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Quem decide o que é carnavalesco?

Não faz muito tempo, Edson Cordeiro cantou Ave Maria em um trio elétrico em Salvador. Daniela Mercury levou música eletrônica para outro. Cláudia Leitte cantou em inglês (ela insiste nisso...). As novidades continuarão que o público quer se divertir e ninguém mais vive sem múltiplas influências culturais.

Porém, não é assim em todos os lugares. Sou de Recife, criado em Olinda, e conheço o carnaval de lá, mas à distância (odeio multidão). Em Olinda, faz décadas que trios elétricos não podem subir as ladeiras e faz sentido. Patrimônio tombado da humanidade, as vias são estreitas e o casario poderia ter danos. Todos aceitaram bem porque havia motivo e os blocos de rua, flexíveis, fragmentados, continuaram cantando o que quisessem entre bandas de frevo circulando. 

Em Recife, por outro lado, o tecnobrega que agita a periferia da cidade e Johnny Hooker, uma força sonora que está chamando a atenção por onde passa com a originalidade do que faz, estão proibidos de tocar no carnaval. Porém, ao mesmo tempo em que a prefeitura informa que tem que ser frevo, contratou Jota Quest. Vai entender...

Enquanto Recife constrange impondo tradições que o povo quer flexibilizar, outras grandes cidades fazem um movimento diferente. Grandes blocos de carnaval do Rio de Janeiro têm repensado algumas marchinhas. Homofóbicas, racistas, machistas, por fim, anacrônicas, não serão cantadas. Não foi o prefeito que decidiu, mas a organização dos blocos atendendo a uma reclamação de foliões cadastrados. Se o carnaval for a festa do povo realmente, então as coisas se resolvem assim.

Faz todo sentido que o Estado intervenha decidindo o percurso de blocos, dias de folia, afinal outras pessoas têm outras atividades e precisam saber, caso não queiram participar da festa, por onde podem circular em paz. A segurança é pública, assim como cuidar de emergências médicas, e tem sido assim desde os entrudos melando as pessoas umas mil décadas atrás. 

O carnaval censor precisa aprender com o Rock in Rio. Se a marca é poderosa, é Rock in Rio Lisboa, Rock in Rio Barcelona. Se surgiu a possibilidade de Britney Spears cantar lá, Sandy e Júnior, cria-se uma noite pop no evento e o público decide o que é Rock indo ou não naquele dia de shows. Simples e respeitoso à diversidade de ideias. 

Minha sobrinha de Smurfette no carnaval.

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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Palestra sobre violações a direitos humanos em redes sociais na Campus Party

O meu amigo, professor e blogueiro José Marques foi único palestrante de Alagoas e um dos poucos de Ciências Humanas na Campus Party, que se desenrola em São Paulo até esse fim de semana.

Na ocasião, ele falou sobre violações a direitos humanos em redes sociais, tendo adaptado sua palestra para problemas que os participantes relataram na véspera no dia a dia online. Para assistir, clique abaixo:


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segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Você não precisa ser o Christian Figueiredo

Assisti ao trailer de Eu fico loko. Percebi logo que não sou o público-alvo, parece se destinar aos fãs do youtuber e adolescentes, mas pareceu bem produzido, direção ágil, participação bem humorada do biografado, talvez eu até assista quando for para a TV ou Netflix. Porém, como o machismo canalha de Passageiros, há uma mensagem inconveniente e perigosa que o trailer transmite e, como mostram críticas (clique aqui e aqui para exemplos) é o "final feliz" da história.

O "loser" (termo genérico para estudante que não é popular na escola cunhado no bullying norte-americano), como o protagonista é chamado por bom tempo no trailer e aparece no cartaz do filme, torna-se famoso e seus problemas acabam. Fica rico por ser famoso, ganha amigos por ser famoso, a menina que o ignorava é conquistada por ser famoso. 

Na cultura dos "famosinhos", não importa o que você faz desde que tenha milhares de seguidores. Não se segue alguém nesta subcultura porque tem uma mensagem a ser seguida, mas porque milhares o seguem. Ser famoso torna-se estilo de vida, profissão e destino. 

A perspectiva pós-moderna dói nas vistas quando se vê a aparência, a imagem, superexposta online, tornar-se razão para viver, acima de emprego, relacionamento, autonomia financeira ou qualquer outro objetivo a longo prazo que viria com maturidade. É uma perspectiva pautada pelo culto a valores de juventude contínua e intensa, mesmo que apenas em flashes de instagram filtrado (sobre essa rede social como parâmetro, escrevi faz um tempo, aqui).

Em algumas semanas estará nos cinemas um outro filme cujo trailer (hoje estou assim, comentando sem assistir, apenas pelos trailers...) aponta que será uma reunião de youtubers a história inteira, Internet - O Filme. Quem administra aplicativos de serviços online, quem tem canais de vídeos sobre dicas para o trabalho e para estudos, podcasts etc. não está lá, apesar do título. É uma imagem de que a internet midiática é de entretenimento por poucos minutos gritados em vídeo de pessoas da mesma idade de quem assiste, mesmo vocabulário e ansiosos por views a qualquer preço. Mais um filme para não ser assistido, ingresso está caro comparado com o conteúdo igualmente gritado e exibicionista gratuito pelo Youtube, Facebook e similares (não é à toa que fazem piada no trailer com Linkedin, rede para empregos e network profissional).

Talvez fosse uma mensagem mais produtiva (afinal, o público é em grande parte de pessoas em formação!) o que fez o seriado Glee. Assisti feliz e aprendendo músicas novas em três temporadas e ouvi músicas pelo Spotify. Nas duas primeiras temporadas, o coral da história perdeu a competição entre corais escolares. O público sentiu a dor da derrota junto, conviveu com a adaptação deles, com a autocrítica, reconhecendo que a concorrência não era maligna mas apenas mais competente, tinham ensaiado mais e fizeram uma apresentação melhor. Não ficaram famosos; com o fim da escola, foram estudar mais para se dar bem como músicos profissionais. Nada de aparecer por aparecer nem ficar famoso como sentido da vida. Maturidade. Aprendizado.

Espero que os youtubers dos dois filmes sejam mais do que fazem parecer nos cinemas. 

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quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Recados para quem reclama de redes sociais

Se você reclama que as pessoas não conversam mais, compartilhando fotos deprimentes de casais de frente um para o outro sem conversar em mesas de restaurantes, cuidado. Pode ser apenas seu preconceito com a vida alheia.

Crianças podem, sim, estar em brinquedos de parques com seus smartphones. Com pais separados, com famílias em diferentes cidades, com os colegas de escola recebendo vídeos, fotos, ou mensagens em áudio (se forem muito pequenas) das suas práticas. Assim, nunca se sentirão sozinhas.

Aquele casal de que você reclamou pode estar olhando para telas brilhantes no restaurante, pode estar com mensagens compartilhando fotos do evento e fazendo checkin no local para mostrar que estão felizes ali e, talvez, já tenham conversado no caminho ou conversarão depois da refeição. Você não está na mesa para saber!

Meus parentes em diversos estados do Brasil (Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Ceará, Rio de Janeiro etc.) e fora do país não precisam esperar um encontro anual de fim de ano (em que muitos certamente não poderiam estar presentes) para saber das novidades. A convivência se mantém.

A existência de práticas criminosas usando redes sociais não as criminaliza. Afinal, existem crimes nas ruas e dentro de casas também. É preciso não confundir meio e fim. Estamos falando de instrumentos para o que quisermos saber e, pior, essas ferramentas não existiam há 10 anos e apenas se popularizaram há aproximadamente cinco. Tudo é muito novo para que possamos exigir que todos já conheçam as grandes utilidades.

Para quem reclama de whatsapp em excesso, participei de um debate para uma disciplina na universidade e convivo com estudantes que fazem reuniões de estudos usando o aplicativo. A propósito, eu perderia um tempo enorme em deslocamento e com tempos ociosos por atrasos se as reuniões de trabalho não começassem on-line.

Quem viaja muito, mora longe de amigos ou família, agradece a existência de Skype, Duo e outras opções para chamadas de voz e vídeo que matam saudades. De outro modo, relacionamentos esfriariam muito pela distância sem comunicação. Para saudosistas, compare com o tempo que chegaria uma carta no destino e a necessidade de saber cada endereço por onde a pessoa esteja passando.

Como mostrei no fim do ano, pude transmitir um seminário de Direito gratuitamente ao vivo pelo Facebook, com depoimentos de pessoas assistindo em diversos países. Diante das possibilidades de ser autodidata com cursos não-presenciais, assistir a eventos, não entendo quem tem medo das oportunidades abertas.

Não afasta pessoas, mas as aproxima. Afasta quem quer se afastar, mas para isso a vida offline tem inúmeras opções também.

Se você reclama, talvez use mal. Então, mais do que reclamar do serviço usado, vale fazer uma autocrítica. Apenas não vale textão no Facebook para isso.

Dica de leitura sobre o assunto, com exemplos a cada página
de bom uso das redes sociais melhorando o mundo.

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terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Conheça JOYZ para não dizer que o mundo está pior a cada dia

A impressão que haters em redes sociais e notícias de violência extrema e corrupção epidêmica passam é de que as coisas estão ficando mais difíceis para quem defende a dignidade humana. Calma que não é bem assim. O mundo não está piorando. Nós é que temos nossos problemas mais expostos do que antes. Todos reivindicam mais e mostram quando sofrem. Everybody hurts... dizia a música mas agora todos dizem onde dói e cobram retratação, restituição, fim do problema. 

Veja quantas campanhas de crowdfunding têm sido bem sucedidas para tratamentos médicos, reformas em instituições beneficentes. É fácil encontrar os exemplos. Mas pode olhar offline também, mais gente distribui comida aos moradores de rua, aumentam as campanhas para doação de sangue vinculadas a eventos artísticos, esportivos. Mas são atividades discretas. Quem quer fazer o bem não grita tão alto quanto quem deseja a morte alheia. Às vezes é difícil encontrar estas iniciativas e como colaborar com tantas opções mas tão mal divulgadas.

Não quer ter que periodicamente procurar campanhas? Seus problemas acabaram! Conheça o Joyz. Estas foram as informações que gentilmente sua colaboradora, Juliana Ferreira, enviou para este blog:


O Joyz é um app onde assim como no Instagram, qualquer pessoa ou instituição pode criar posts com suas campanhas, mas em vez de receberem apenas likes, podem receber doações reais diretamente pelo app.

No Joyz, apenas campanhas de cunho filantrópico são aceitas. Além disso, só permitimos posts com imagens leves e alegres, pois a ideia é estimular o bem através de sentimentos de amor e alegria, diferentemente do que muitas campanhas fazem com imagens fortes e chocantes. Assim, o app não se torna algo que deprime os usuários ao longo da timeline, mas sim que os faz ver que ainda existe bondade no mundo e que eles podem ser parte disso.

As doações no Joyz podem ser feitas a partir de $0,10 (pois cada Joyz, nossa moeda virtual, equivale à $0,10), então não pesa no bolso de quem doa mas pode fazer toda a diferença na vida de quem recebe. 

Estes são os links para baixar o app: 

Este é nosso site: www.joyz.me




Em apenas pouco mais de 3 meses desde lançamento do app, mais de R$ 25.000,00 já foram doados!


Instale, compartilhe, recomende e reclame menos que o mundo faz mais sentido à medida que podemos colaborar para que ele melhore. 

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terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Cerveja, Passageiros e Moana em uma mesma história

Vamos começar por uma cervejaria em Maceió, Alagoas, onde eu moro. Se você mora por perto da cidade, ou nela, deve ter ouvido falar dessa história com final feliz. Depois, vamos passar por um filme ruim (sem spoilers, o povo anda doido se não lembro disso antes...) para chegar a uma história que anima dentro de um desenho.

Faz uns dias que em uma cervejaria da cidade puseram uma placa idiota na frente que, com objetivo de ser engraçados, dizia que os homens tomassem cuidado. Se bebessem muito, pensariam como as mulheres. Mulheaqui e aqui).
res fotografaram, filmaram e reclamaram em redes sociais. Outras se dispuseram a voltar lá só para confrontar a gerência. Fizeram isto com dezenas de pessoas e exigiram a retirada da placa (para mais informações, clique

Sem polícia, sem ação judicial, a gerência pediu desculpas, retirou a placa infame e deixou no lugar uma placa escrito "Paz". Vou tomar um chope lá um dia desses por este sinal de bom senso dos dois lados que resolveram sem violência, deixando clara a indignação verbalmente e onde se toca samba mostrando que perdão foi feito para a gente pedir.

Por falar nisso, desculpem, mas vou falar de bobagem agora. O filme Passageiros não vai tão bem de bilheteria quanto o estúdio esperava e tem sido massacrado por críticos. A história é cheia de falhas, o final é tão fraco que no caminho da escada rolante passaram por minha mente três alternativas decentes, mas o pior não é a narrativa. É a mensagem. Um homem engana uma mulher, a usa emocionalmente e sexualmente reduzindo o tempo de vida dela e fazendo com que ela só tenha como razão de existir estar com ele até morrer. Esta é a história de amor mostrada. Se você não viu assim, assistimos a filmes diferentes. Cafajestes não têm mais tanto espaço no cinema. Por mais que pressionem por mais de uma hora para fazer parecer que faz sentido o que o sujeito aprontou, não convence.

Uma prova de que não há mais lugar para cafajestes está em Moana. Falar em princesa da Disney ficou um tanto tolo diante da aventureira polinésia (a Disney vai longe) que para salvar seu povo é auxiliada por um semideus. Não, não há príncipes na sinopse nem no trailer. Isso mesmo. O que Pixar e Dreamworks já fazem em seus desenhos, a Disney realizou. Os homens, se beberem menos e pensarem mais, poderão agir como as mulheres.

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segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Iphone sem Estado, você sem Estado, mercado sem Estado...

Há um falso debate sobre Estado mínimo na (suposta) nova direita brasileira. Para rir de quem defende políticas estratégicas de intervenção do Estado na economia e na sociedade, eles costumam até dizer que Marx seria contra o iphone, que nos países comunistas smartphones nunca seriam possíveis, que na telefonia brasileira só as privatizações permitiram a telefonia móvel entre outros anacronismos de analfabetismo tecnológico e histórico cruéis.

Para não perder meu tempo discordando de cada mimimi comparando liberalismo e telefonia, vamos focar no Iphone. Tim Harford escreveu ótimo artigo para a BBC sobre as inovações tecnológicas possíveis nas comunicações a partir do Iphone. Mais importante em seu texto (que você pode ler na íntegra em Português aqui), governos foram essenciais para que a tecnologia usada no que o smartphone teve de mais inovador existisse. Como ele afirma:

A figura fundamental no desenvolvimento do iPhone não foi Steve Jobs. Foi Tio Sam. Cada uma dessas 12 tecnologias-chave foi apoiada de forma significativa pelos governos - muitas vezes pelo governo americano.
Alguns destes casos são famosos. Muitas pessoas sabem, por exemplo, que a World Wide Web deve sua existência ao trabalho do britânico Tim Berners-Lee. Ele era engenheiro de software empregado no Cern, o centro de pesquisa de física de partículas em Genebra que é financiado por governos em toda a Europa.
E a própria internet começou como Arpanet - uma rede de computadores financiada pelo Departamento de Defesa dos EUA no início dos anos 1960. O GPS, é claro, era uma tecnologia militar pura, desenvolvida durante a Guerra Fria e aberta ao uso civil apenas nos anos 1980.
(...)
O algoritmo mais comum foi desenvolvido a partir de uma percepção do grande matemático americano John Tukey. Em que Tukey estava trabalhando na época? Sim, uma aplicação militar.
Especificamente, ele estava no conselho consultivo do presidente Kennedy, em 1963, tentando descobrir como detectar quando a União Soviética estava testando armas nucleares.
No texto, você poderá encontrar mais exemplos interessantes. Se ainda quiser saber mais sobre o papel da intervenção estatal na tecnologia, verifique pelo Google quais multinacionais e empresas brasileiras instaladas por aqui têm projetos inovadores sem financiamento de bancos públicos. Os juros são mais amigáveis, o parcelamento é negociável de modo interessante...
Confira, também (a busca será bem rápida) como o sistema S (SEBRAE, SENAI etc.) tem programas fundamentais para tecnologia no Brasil. Pode fazer buscas, também, sobre a relevância da USP, do ITA, para a tecnologia brasileira e conferir se têm capital público envolvido. 
Não se trata aqui de afirmar que a presença do Estado seria sempre fundamental. De modo algum. Apenas demonstro em poucas linhas que há uma falsa separação entre tecnologia e Estado nos argumentos liberais (ou libertários como insistem hoje...). A propósito, a intervenção do Estado interessa, sim, aos empresários. 
Como bem afirmou em entrevista o jornalista Leandro Narloch, autor do Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil e do Guia Politicamente Incorreto da Economia Brasileira, não interessa aos empresários o livre mercado. Querem intervenção sim, afinal é assim que podem ter barreiras para os concorrentes tendo, por exemplo, impostos mais altos para importação e a guerra fiscal entre estados (para assistir à entrevista na íntegra, clique aqui). 
Voltemos à tecnologia e livre mercado. Não é porque temos regulação estatal que nossa internet está entre as mais lentas do mundo, na 88a posição em um ranking mundial de velocidade de conexão. A regulação permite que as empresas ofereçam menos velocidade do que o que consta nos contratos, sendo contratada uma média apurada apenas por quem oferece o serviço. Assim, a escassa regulação permitiu enganar o consumidor. 
Quem ainda insiste no Estado mínimo como solução dos problemas no país não costuma explicar como funcionaria a educação, a pesquisa científica, o investimento cultural sob o livre mercado. Faltam exemplos bem sucedidos para isto. Faltam no Brasil, também, afinal a ingratidão é gigantesca quando esquecem do papel do Estado, principalmente de universidades públicas, na formação de boa parte dos seus principais defensores, isto quando não é de grande relevância em suas rendas e network o trabalho como professor universitário dessas instituições. No Direito, quero ver os neoliberais vivendo de mediação e arbitragem, sem mediação de um servidor público (o juiz). 
Mercado e Estado não são categorias isoladas seja sobre tecnologia seja sobre qualquer outro tema. Não são antagonistas nem se relacionam assim. Debater as ideias sem partir do que acontece no dia a dia na sociedade gera estes debates insossos em que jogos de retórica e trocas de ofensas são mais importantes do que saber como ser mais prósperos, superar dificuldades econômicas, melhorar a qualidade de vida da sociedade. Mas tudo isto exige estudos fora dos limites do que se quer defender, exige pensar livre, não necessariamente pensar no mercado livre. 

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